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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O ensino no concelho – uma análise ao ranking das escolas

Há quem diga que eles não permitem avaliar o rendimento de uma escola nem tampouco aquilatar da qualidade do seu ensino, mas os rankings, elaborados anualmente com base nos resultados dos exames, são um dos poucos indicadores existentes em Portugal que permitem traçar um retrato (ainda que bastante incompleto) do estado do nosso ensino. Olhando para o concelho da Sertã, o cenário não é dos mais optimistas, apesar de o Instituto Vaz Serra (Cernache do Bonjardim) voltar a destacar-se nas tabelas publicadas ao longo da última semana por jornais e televisões.
À semelhança do que tem sucedido em anos anteriores, escolhemos o ranking apresentado pelo jornal Público e os resultados aí estão: no ensino secundário, o Instituto Vaz Serra posicionou-se no 230.º lugar (em 2010 estava colocado no 322.º lugar), com uma média final nos exames de 10,46 valores (média resultante das 76 provas efectuadas), ao passo que a Escola Secundária da Sertã não vai além do lugar 542 (num universo de 609 escolas) quando, em 2010, alcançou a 411.ª posição. A média final foi de 8,85 valores (média resultante das 299 provas realizadas).
Este resultado ‘calamitoso’ da Escola Secundária da Sertã deveria merecer uma profunda reflexão dos seus responsáveis, até porque não foi assim há tanto tempo (2006) que esta mesma escola se posicionou no 130.º lugar, com uma média final de 10,85.
Olhando para os resultados do ensino básico, os dois estabelecimentos de ensino do concelho não têm grandes motivos para festejos, apesar de a Escola Básica Padre António Lourenço Farinha ter melhorado a sua posição em relação a anos anteriores. O Instituto Vaz Serra obteve o 606.º lugar (média final de 2,56 valores para um total de 66 provas), quando em 2010 ficará na posição 227, enquanto a Escola Básica Padre António Lourenço Farinha subiu do 818.º lugar de 2010 para o 694.º lugar no ranking deste ano (média final de 2,5 valores para um total de 210 provas realizadas). No comparativo com as escolas dos concelhos vizinhos (Proença-a-Nova, Vila de Rei e Oleiros), os estabelecimentos sertaginenses com ensino básico ficam sempre atrás das suas congéneres da Zona do Pinhal.
Mais palavras para quê???

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Escolas do concelho da Sertã com comportamento modesto nos rankings

Os rankings valem o que valem mas não deixam de ser bons instrumentos de análise de realidades poucas vezes examinadas. Isso mesmo acontece com as escolas, que sempre que o mês de Outubro se aproxima do fim vêem analisado o seu desempenho – pelo menos no que toca aos resultados dos exames efectuados pelos seus alunos.
Vários foram os jornais e estações de televisão que nos últimos dias deram conta das suas tabelas e rankings escolares. À semelhança do que sucedeu em anos anteriores, optámos pelo ranking apresentado pelo jornal Público, devido à sua antiguidade e à profundidade das suas análises.
Desde logo, podemos observar que a Escola Secundária da Sertã ocupa o 314.º lugar no ranking das escolas públicas (num total de 488), com uma média final nos exames de 9.91. No entanto, se juntarmos as escolas privadas a este ranking (independentemente do número de provas que cada uma tenha realizado), a Secundária da Sertã desce para a 411.ª posição. Já o Instituto Vaz Serra (Cernache do Bonjardim) ocupa o 88.º lugar no ranking das escolas privadas, com uma média nos exames de 10.39, e o 322.º lugar na tabela final de públicas e privadas (ou seja, à frente da sua congénere da Sertã).
Numa análise mais pormenorizada aos resultados obtidos por estas duas escolas, podemos revelar que os alunos da Escola Secundária da Sertã estiveram melhor na disciplina de Matemática A (média de 11.38) do que na de Física e Química (7.80). Destaque para as médias positivas alcançadas nas disciplinas de História (10.74), Português (10.37) e Biologia e Geologia (10.00). No total, foram efectuadas neste estabelecimento de ensino 270 provas.
Já no Instituto Vaz Serra (onde se realizaram apenas 33 provas – o que poderá melhorar a sua classificação relativamente a escolas onde se efectuaram mais exames), os alunos mereceram nota positiva a Matemática A (13.74) e Português (10.97). No lado negativo, ficaram as disciplinas de Física e Química (9.55) e Biologia e Geologia (9.41).
Reportando-nos ao ranking do ensino básico (exames do 9.º ano, com classificação entre 0 e 5), verificamos que, no conjunto do concelho da Sertã, o Instituto Vaz Serra foi o que alcançou a melhor posição (227.º lugar entre as 1.295 escolas do país), com uma média de 3.14, logo seguido da E.B. da Sertã na 234.ª posição, com uma média bastante similar (3.13). Já a E.B. Padre António Lourenço Farinha não foi além da 818.ª posição (ainda assim, melhorou em relação ao ano transacto) com uma média nos exames do 9.º ano de 2.70.

São sem dúvida resultados a merecer reflexão!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sertã poderá vir a contar com novo edifício escolar

O concelho da Sertã poderá vir a ter um novo edifício escolar. O anúncio foi feito por José Farinha Nunes, presidente da Câmara da Sertã, e surge na sequência de uma reunião do autarca com a Secretaria de Estado da Educação, onde se falou da falta de espaço na Escola Básica Integrada (EBI) e das condições da escola Padre António Lourenço Farinha (na foto).
De acordo com a Rádio Condestável, o presidente da Câmara referiu, na reunião do executivo da passada quarta-feira, ter ficado “bem impressionado com o resultado da reunião”, uma vez que “há vontade e faz parte das prioridades do Ministério da Educação a construção de um novo edifício”, o que na sua óptica será “vantajoso” em “termos económicos”. Na referida reunião, onde esteve também presente a vereadora Cláudia André, a autarquia mostrou-se disponível para ceder o terreno para o novo edifício.
A notícia é bem-vinda e a construção de um novo edifício escolar vem responder a um conjunto de necessidades que urge resolver. Todavia, é sempre necessária alguma precaução nestas intenções do Governo, ainda para mais em ano de crise (a questão de quem paga o quê no novo equipamento é decisiva).
Além disso, convém recordar os constantes imbróglios (e atrasos) que se verificaram na construção da escola Padre António Lourenço Farinha, que quando abriu portas já era pequena para o elevado número de alunos que iria receber.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Escolas poderão encerrar no concelho da Sertã

A ideia é dar sequência a um trabalho iniciado em 2005, altura em que o Governo decretou o encerramento de 1.500 escolas básicas, a que se deverão juntar agora mais 900. Os critérios para o encerramento são sensivelmente os mesmos – escolas com menos de 20 alunos e taxas de aproveitamento inferiores à média nacional – e o Ministério da Educação diz que o objectivo é “proporcionar boas condições a todos os alunos e garantir-lhes igualdade de oportunidades de aprendizagem, quer estejam no Norte ou no Sul, no interior ou no litoral”. Mas será que as coisas são assim tão lineares?
Para já, olhemos para os números do nosso distrito. Segundo o Jornal do Fundão, que cita dados do Sindicato dos Professores da Região Centro, só no distrito de Castelo Branco existem 32 escolas com menos de 20 alunos, duas das quais estão situadas no concelho da Sertã (Outeiro da Lagoa e Carvalhal). Assim, e salvo alguma excepção, a maioria destas 32 poderá mesmo encerrar as suas portas já no próximo ano lectivo.
Não entrando pelo campo da demagogia política, seria bom perceber o que está aqui realmente em causa? É preciso dizer, antes de mais, que muitas das escolas que serão agora encerradas teriam obrigatoriamente de o ser, visto não apresentarem as condições mínimas para que os alunos aprendam em igualdade de circunstâncias com os seus colegas de outras regiões do país (haveria tanto para dizer sobre esta desigualdade, que vem sendo ‘fomentada’ ao longo das últimas décadas, sobretudo pelo lado do desinvestimento a que o Estado tem votado boa parte do nosso território, mas ficará para uma próxima ocasião).
Todavia, o facto de algumas escolas merecerem o encerramento não significa que todas devam seguir o mesmo caminho, até porque existem estabelecimentos de ensino, com menos de 20 alunos, onde o aproveitamento escolar é muito bom e as condições de aprendizagem são as adequadas.
E depois, temos sempre aquelas desconfianças naturais, corporizadas por alguns deputados e por diversas estruturas ligadas a este sector, de que não é apenas o interesse das crianças que aqui está em jogo. Por exemplo, a deputada Heloísa Apolónia, do PEV, classificou o encerramento das escolas como “inaceitável”, questionando em seguida: “Alguém nesta câmara iria viver para um concelho em que as crianças levam mais de uma hora no caminho, percorrem quase todo o concelho para chegar às oito horas da manhã e esperarem à porta da escola?”. Esta é uma das questões mais importantes e para a qual o Governo tem dado respostas titubeantes.
O deputado do CDS-PP José Manuel Rodrigues notou que “a fúria do encerramento das escolas está orientada por critérios financeiros de curto prazo, não levando em conta o ordenamento do território nem as implicações que isto pode ter nas crianças”.Já o PSD, pela voz do deputado Pedro Duarte, sublinhou que “não é aceitável que se encerre escolas sem que estejam envolvidas as comunidades locais e quando não representam a melhoria de condições para os alunos”.Mas as críticas não chegaram apenas da Assembleia da República. A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) fez saber: “Como pais aquilo que registamos é que quase todos os dias, ou de mês a mês, há novidades na educação em Portugal (…) Não percebemos como é que fecham escolas sem ter a certeza de que os nossos filhos irão para escolas melhores”, referiu, acrescentando que há zonas do país onde os centros educativos estão sobrecarregados: “Acabaram de ser inaugurados e estão já sobrecarregados”.
A Federação Nacional de Educação (FNE) alertou, por seu lado, para o perigo de o anunciado encerramento das escolas do 1.º ciclo com menos de 20 alunos ser feito de forma “cega”, pondo em risco o interesse das crianças, enquanto a Federação Nacional de Professores (Fenprof) entende que o encerramento vai provocar uma “forte quebra de qualidade do ensino”, “mais desemprego” e “grandes sacrifícios para os alunos”.
Esta estrutura considera que o Executivo “decide agora resolver os problemas de liquidez financeira do país à custa das crianças e das populações mais desfavorecidas”.
A ministra da Educação, Isabel Alçada, refuta todas estas críticas, assinalando que as 10 mil crianças que serão transferidas por motivo de encerramento da sua antiga escola “ficarão instaladas em melhores estabelecimentos de ensino”, “embora apenas uma parte seja colocada em novos centros escolares”. E acrescentou: “nos casos em que os municípios ainda não possuam centros escolares totalmente concluídos, haverá uma análise de qual será a melhor solução [alternativa]”. “Em conjunto com a autarquia, vamos verificar qual a solução para essas crianças poderem beneficiar de um equipamento melhor. Mas a ideia é sempre melhorar as condições que se oferecem às nossas crianças, em articulação com as instituições de proximidade dos cidadãos”, concluiu.
Cá estaremos para acompanhar este processo, pugnando para que antes que seja tomada qualquer resolução, exista um debate alargado e ponderado sobre esta matéria.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Escola Secundária da Sertã melhora ligeiramente nos rankings nacionais


A Escola Secundária da Sertã melhorou ligeiramente no ranking das médias de exame do ensino secundário, face ao ano lectivo anterior. Depois de se ter posicionado no 318.º lugar, em 2007/08, o estabelecimento de ensino sertaginense subiu, em 2008/09, para a 306.ª posição. A média foi de 10,14 valores (média de 0 a 20). Ainda assim, esta posição não encerra motivos para grandes festejos, sobretudo se olharmos para o passado, mais precisamente para 2006, altura em que a Escola Secundária da Sertã atingiu o 130.º lugar, com uma média final de 10,85.
A nível distrital, a escola ficou na quinta posição. Foram realizados neste estabelecimento 329 exames.
É óbvio que a leitura deste tipo de rankings deve revestir-se de alguma cautela, até porque os seus resultados são meramente indicativos e não permitem aferir da qualidade do ensino ministrado na escola analisada. Além disso, as posições das escolas variam conforme a entidade que organiza estes rankings. No nosso caso, optámos pelo ranking elaborado pela SIC.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Sertã com Centro de Estudos Politécnicos


A notícia faz a capa das últimas edições dos semanários A Comarca da Sertã e Gazeta do Interior. A vila da Sertã vai ter um Centro de Estudos Politécnicos, que assentará a sua actividade no ensino e investigação pós-graduados, na formação tecnológica e profissional e na divulgação das tecnologias emergentes.
É uma excelente notícia para o concelho e uma vitória para o actual presidente da Câmara, José Paulo Farinha, que não tem dúvidas de que este centro vai “contribuir para suprir uma lacuna existente em toda a Zona do Pinhal, no que respeita à qualificação e formação de nível superior”.
A nova estrutura, que ficará instalada na escola da Abegoaria, começará a funcionar no próximo mês de Setembro. Antes disso, a Câmara da Sertã vai assinar um protocolo de cooperação com o Instituto Politécnico de Tomar, de modo a acertar todos os pormenores relativos a esta instalação.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sertã recebe Parlamento dos Jovens


A Casa de Cultura da Sertã vai ser palco, no próximo dia 19 de Fevereiro, da sessão distrital de Castelo Branco do Parlamento dos Jovens, ao nível do Secundário.
O programa Parlamento dos Jovens é organizado pela Assembleia da República (AR) e visa “promover a educação para a cidadania e o interesse dos jovens pela participação cívica e pelo debate de temas de actualidade”, pode ler-se num comunicado da AR. Este ano o tema seleccionado para a sessão do Secundário é «União Europeia: participação, desafios e oportunidades».
A mesa desta sessão distrital será constituída por Catarina Louro Coelho, da Escola Profissional da Raia, de Idanha-a-Nova (presidente), Eurico Lourenço, da EB 2,3 Pedro da Fonseca, de Proença-a-Nova (vice-presidente) e por Ivo Farinha, da Escola Secundária da Sertã (secretário).

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Alunos da Sertã problematizam desertificação da vila


Um grupo de alunos do 12.º C da Escola Secundária da Sertã está a debruçar-se sobre a problemática da desertificação na vila da Sertã, no âmbito do Concurso Nacional de Ideias «Cidades Criativas».
Segundo Márcia Nunes, o objectivo deste trabalho é “analisar criticamente a evolução social, cultural e urbanística da nossa vila, com a finalidade de sugerir alguns projectos inovadores, capazes de dinamizar a Sertã”.
O trabalho será apresentado ao Concurso Nacional de Ideias «Cidades Criativas», lançado pela Universidade de Aveiro e pela Associação Portuguesa de Planeadores do Território. De acordo com as regras deste concurso, o trabalho final, que será avaliado por uma comissão científica, deverá compreender um relatório escrito com 30 páginas, um poster e um blogue com a informação sobre o desenrolar do trabalho e os seus resultados. O blogue da equipa sertaginense pode ser encontrado no endereço: http://sartago_sternit.blogs.sapo.pt.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Alunos da Secundária desafiados a pensar o território


A Escola Secundária da Sertã foi um dos estabelecimentos de ensino que aceitou o desafio, da Universidade de Aveiro e da Associação Portuguesa de Planeadores do Território, para participar no Concurso Nacional de Ideias «Cidades Criativas». Esta iniciativa convida os alunos do 12.º ano a desenvolver, ao longo do ano escolar, um trabalho na disciplina de Área Projecto, que inclua propostas inovadoras e criativas para a qualificação e valorização dos seus territórios.O trabalho final, que será avaliado por uma comissão científica, deverá compreender um relatório escrito com 30 páginas, um poster e um blogue com a informação sobre o desenrolar do trabalho e os seus resultados. O blogue da equipa sertaginense pode ser encontrado no endereço: http://sartago_sternit.blogs.sapo.pt.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Escola Secundária da Sertã com piores resultados


A Escola Secundária da Sertã ficou classificada no 318.º lugar, entre 496 estabelecimentos de ensino, no ranking das médias de exame do ensino secundário. Os dados do Ministério da Educação dão conta de que a escola sertaginense apresentou uma média final de 9,52, a mais baixa dos últimos anos, tendo sido realizados 285 exames.
A posição alcançada pela Secundária da Sertã acabou por não corresponder às expectativas. Depois do brilharete de 2006 (130.º lugar, com uma média final de 10,85), os alunos deste estabelecimento de ensino obtiveram notas mais fracas este ano.
Em termos estatísticos e se calcularmos as médias obtidas durante os últimos sete anos (2001-2006), a Escola Secundária da Sertã consegue uma média positiva (10,16). Neste período, o destaque vai para os resultados obtidos em 2002 (10,26), 2005 (10,16) e 2006 (10,85).A nível distrital, o estabelecimento de ensino sertaginense quedou-se pela sexta posição, em 2007.