Enquanto o país vai assistindo incrédulo às declarações patéticas de José Sócrates, a propósito do défice (este político deve sofrer de amnésia), e à forma pouco competente como Pedro Passos Coelho tem explicado o alcance das medidas previstas no Orçamento de Estado, um outro problema vai emergindo paulatinamente e colocando em risco a estabilidade do país: o desemprego. E o concelho da Sertã não é excepção, como mais adiante veremos.Quase todos os políticos e analistas se referem ao desemprego com uma comiseração de meter dó, sem contudo discutirem o fundamental nem tampouco avançar com medidas que possam inverter um cenário que tem tudo para piorar nos próximos anos e tornar-se num verdadeiro flagelo social e económico. Fernando Sobral, na sua coluna habitual no Jornal de Negócios, colocava, na semana passada, o dedo na ferida: “Um dos problemas centrais do mundo ocidental, o desemprego, está completamente fora das preocupações dos líderes da UE”.
Claro que para um país ‘intervencionado’ como o nosso, não é fácil dar a volta ao estado de coisas actual, ainda para mais quando o desenvolvimento português tem assentado, nos anos mais recentes, num modelo económico caduco e sem qualquer ligação à realidade. Mas baixar os braços não é solução, como não é solução o aumento de meia-hora diária no horário de trabalho dos privados – a única medida até agora conhecida do Governo para recuperar a economia. É pouco para quem se diz tão reformista. E nem vou falar das sugestões vergonhosas e idiotas feitas por Passos Coelho, e já anteriormente pelo seu secretário de Estado da Juventude, Alexandre Mestre, de que seria boa ideia alguns jovens portugueses emigrarem. É realmente desolador ver um chefe de Executivo convidar os cidadãos mais qualificados a abandonarem o seu país. Os estudiosos do brain drain terão aqui um case study muito interessante para analisar!
Mas concentremo-nos no concelho da Sertã e na forma como o desemprego tem vindo a crescer nesta zona do país. Segundo os últimos dados do IEFP, o número de desempregados no concelho, no passado mês de Novembro, era de 709 indivíduos, o valor mais alto, pelo menos, dos últimos sete anos. De notar que dos 709 desempregados, 213 estão nesta situação há mais de um ano.
Se olharmos em retrospectiva, podemos verificar que, em Novembro de 2004, o número de desempregados ascendia a 390, dos quais 261 eram do sexo feminino. Comparando estes resultados com o mesmo mês de 2011, podemos concluir que o número de indivíduos sem trabalho aumentou quase para o dobro, uma situação que, refira-se, é extensível a todo o país. Todavia, estes números podem pecar por defeito, até porque nem todos os desempregados denunciam a sua situação ao IEFP, escapando a esta malha estatística, o que poderá fazer subir ainda mais os valores actuais.
Falando do momento presente, tentemos perceber quem são estes 709 desempregados? A maioria são mulheres (465), sendo que o grupo etário mais afectado por este problema é o que se situa no intervalo entre os 35 e 54 anos (317 indivíduos). Ao nível da escolaridade, os desempregados com o secundário concluído são em maior número (229), seguindo-se os que contam com o 3.º ciclo do ensino básico (209). Referência para os 53 licenciados no desemprego.
Posto isto, o que poderemos fazer num concelho que sofre cada vez mais os efeitos da interioridade e onde as oportunidades de emprego escasseiam? Não entrando aqui no debate das oportunidades perdidas no passado (foram demais e muitas por inércia de quem passou pelo poder neste últimos 25 anos), penso que é chegada a altura de discutir o problema olhos nos olhos e sem medos, deixando de lado os caciques partidários e as ‘palas’ que tanto obstruem o raciocínio a muita boa gente deste concelho. O problema da expansão da zona industrial tem vindo a ser resolvido muito lentamente e nem vale a pena falar da pouca promoção ao concelho fora dos círculos regionais onde ele se encontra. Quantos empresários nacionais conhecerão a Sertã e as suas potencialidades? Aliás, quantos empresários nacionais saberão onde sequer fica a Sertã?
Não sou dos que defendem que a criação de emprego deva ser da responsabilidade das autarquias (esse tempo já vai longe), a sua função é outra: criar as condições necessárias para que mais empresários nos procurem para aqui fazerem os seus investimentos.
O tempo é de crise, pelo que estas oportunidades de investimento não existem, responderão alguns, contudo é nestes momentos que se arruma a casa e se aposta a sério. E muito do que há para ser feito não precisa que se gaste um euro; precisa apenas que exista vontade política para que as iniciativas avancem. E é preciso, desde logo, louvar iniciativas como os concursos de ideias ligados ao empreendedorismo, que a autarquia sertaginense tem promovido nos últimos anos.
Mas é preciso mais! E isso também dependerá de todos nós. Não basta criticar e apontar o dedo, torna-se fundamental encontrar soluções que invertam o actual cenário. Isto porque se nada for feito corremos o risco de ver a Sertã condenada a um morte certa e lenta.
61 comentários:
Caro Rui Lopes!
Parabéns pelo texto; há aqui aspectos muito interessantes que mereciam uma maior reflexão por parte de todos nós. Contudo, temo que algumas das luminárias partidárias do concelho não achem grande piada à sua prosa (tudo o que seja mostrar a verdadeira realidade do nosso concelho é uma heresia para eles). Portanto se fosse assim teria muito cuidadinho quando andasse nas ruas da Sertã.
Claro que se não gostarem sempre podem emigrar! ha sempre um mercado alternativo para criticos de blogues no estrangeiro.
Pois, mas não vale a pena a ameaça camuflada a quem escreve as verdades, uma vez que as larachas não criam emprego. Na verdade, o mercado alternativo, no estrangeiro europeu, acontece desde os anos 60 com grande incremência. E muito antes se procurou o Eldorado brasileiro e africano, por isso, há já bastantes anos que emigrar se tornou uma prática comum dos portugueses. De tal modo fomos toldados que a Escola Portuguesa tem gasto um balúrdio com apoio a paquistaneses, chineses, indianos, brasileiros, moldavos, romenos, ucranianos, que se instalam aqui, dois ou três anos, para obterem o visto europeu e lá partem logo que objectivo é atingido. Quanto desperdício que o desgraçado do tuga vai pagar por todo este jogo combinado entre os mafiosos que colocaram o país a saque.
Esta gente vai deixando os filhos por cá até atingirem os 14 anos, mas quando chega a hora lá vão embora. O processo é seguido pelos africanos e brasileiros, pois Portugal é poiso que nem sequer já oferece o que comer.
Os da Câmara ainda esfregam as mãos de contentes, todavia, mais ano, menos ano, aperceber-se-âo que não haverá nozes para os dentes aguçados.
Caro Rui Lopes,
A zona industrial no singular? Será que este concelho só tem uma zona industrial? hum. . .
Ele só vê a Sertã e o resto do concelho não existe, vai ao oculista enquanto é tempo.
ecá para mim não existe é nenhuma...
Se aparecerem novidades empresariais com envergadura, que tenham a ver com o progresso do Concelho da Sertã, seja com a influência da zona da conchichina ou do burkina faso, o Rui Lopes dará a boa nova.
Quem construiu a Câmara da Sertã? E por que razão não foi em Cernache? Se me sair o euromilhões vou construir um novo Concelho em Pedrógão Pequeno! É o único lugar bonito de toda essa zona!
A Sertã é uma cova e Cernache é um corredor. E porque não falam no Carvalhal? É um belo lugar plano e com vistas panorâmicas maravilhosas sobre o rio Zêzere.
Meus senhores, a Sertã é uma cova funda sem qualquer atrativo.
Cernache é a única localidade do Concelho que alguma vez teve empresas de dimensão nacional como é exemplo a Viação Sernache. E agora curiosamente, tem duas empresas nas PME excelência anunciadas pelo jornal expresso no decorrer desta semana e a Sertã não tem nenhuma, curioso...
Eis a estupidez em toda sua pujança e tonelagem! Ela a estupidez estava presente no blog. Mas, como que escondida. Ei-la a pesada estupidez com toda a sua clareza e exuberãncia. A estupidez deseja Boas Festas a quem as queira receber. Em especial à Secção do Partido Socialista da Sertã e ao inefável Vítor Cavalheiro e ao outro senhor vereador socialista- ler a última A Comarca da Sertã. Até a Tucha veio à colação. Nós, os não-estúpidos estamos do lado dela. Dizem num artigo do quinzenário sertanense para ela se calar. Estivémos a jantar com a Tucha, ontem. Estava lavada em lágrimas. Que não se "calha", não senhor. Deveriam ter querido dizer "porque não te calas?" ou "porque no te callas?" Não se calará. Manterá a boca aberta para dizer o que entender. E disse-nos para enviarmos um bebé a cada um dos seus numerosos clientes. Com chucha por ser Natal. Sempre a Tucha, sempre a Tucha...
na comarca da Sertã vem toda a verdade!! onde estão as promessas?? que gasta mais com acessores???
onde está a obra prometida?
é só relvados e alarido para ver quem manda mais... pobre sertã!
Ó Bronco o Cavelheiro deve ter feito doer muito e não usou preservativo tás sempre a falar nele tens saudades
O Ó...oh,oh,oh. O pauzinho em cima do ó!Eu sou uma ,não sou um. E faço fressura com a tua .
O artigo do Partido Socialista na Comarca demonstra a miséria deste Portugal. No fundo são uns simples, estes súcias. Marimbam-se para as dívidas. E são tão previsíveis e inocentes que acreditam, note-se bem, acreditam que quem isto escreve é partidário do PSD!!! É tão bom o Passos como era o Sócrates como é o Seguro. Em miniatura temos claro está, Vítor Cavalheiro (o do advogado vaselina), o Ramos Moreira, e a suxialidade sertanense. E também cernachense. A Sertã está pobre. Nunca foi rica. Mas concordemos na sua total penúria actual. Que se estende a todo o Concelho. É uma miséria material, intelectual. Uma terra de novos-ricos. E no fim o que se passou em Pedrogão Pequeno com um célebre taxista? E o que se passou na Misericórdia da Sertã? Vamos esclarecer "ISTO" ou não há tomates? Vamos continuar a endeusar o Prof. Manuel Antunes? Com mais estátuas, mais colóquios, mais bibliotecas, mais Casas da Cultura? Pequenez mental. Pobre Sertã. Bem pobre por sinal.
Vamos fazer um presépio vivo na Praça da República. Têm que entrar os vereadores Víctor Cavalheiro, Ramos Moreira e o sr. AdelinoReis e Moura. Já estão todas os personagens preenchidas. Falta o burro, o Rei Mago Baltazar e o Menino Jesus. Portanto está o caso resolvido. Atenção que o Menino Jesus é mamão e tem um grande biberão. Não vale a pena pensar no já falecido e muito boa pessoa que era o sr. Menino Jesus que tinha um carro de praça na Sertã. Lembram-se? Dizia-se : lá vai o Menino Jesus para Santana com 7 pessoas que chegaram agora na carreira das 8 horas de Tomar! Sertã In Illo Tempore. Agora temos além da EN 238 e o IC8. E pagamos SCUT EM Abrantes. Bacalhau a pataco, como diria o dr. Afonso Costa. Mas isto avança . Fiquemos pelo João J. concorrente na Casa dos Segredos eque é de Proença-a-Nova! Boa prestação. Não é amiguinhos? E quanto à Cátia? O lá lá. É o que há.
Mas doeu ou não?
Até dói quando ela mete a linguinha cá em baixo.
Bem vamos ao Presépio. Falta um pastor. E um carneiro. Quem serão?
"Têm que entrar os vereadores Víctor Cavalheiro, Ramos Moreira e o sr. AdelinoReis e Moura."
Atrele-os à carroça que transporta a palha para os animais que, com o seu bafo, vão aquecer o "Menino".
Mas, primeiro, desinfecte-os com criolina!
É triste ver um tema tão sério como o desemprego no concelho da Sertã tratado de forma tão pobre e abjecta. Infelizmente, o debate na Sertã está reduzido a isto – tricas partidárias. Talvez estes comentários expliquem muito do que é hoje a Sertã e o porquê do seu despovoamento. Ninguém fica num sítio que recusa debater os problemas sérios da sua terra.
É pena que mais uma oportunidade se perca para debater um problema como este. Como dizia o sr. Rui Lopes no post: “Penso que é chegada a altura de discutir o problema olhos nos olhos e sem medos, deixando de lado os caciques partidários e as ‘palas’ que tanto obstruem o raciocínio a muita boa gente deste concelho”. Ainda não foi desta e temo que nunca será…
Francisco Silva
Oh Francisco… mal qual é a surpresa. Numa terra em que boa parte dos que ocupam lugares de destaque lá chegaram através de jogos políticos e de favores pessoais, não é de admirar que os assuntos sérios não se discutam. Aliás, nem vale a pena discutir, sobretudo porque isso poderá trazer à tona os problemas graves por que passa o concelho. Só quem nunca ouviu/viu uma Assembleia Municipal é que não sabe isto. Naquele órgão pouco se discute e quando alguém o faz é apenas para lavar roupa suja, que para falar de assuntos sérios não contem com eles.
Desemprego, despovoamento, falta de competitividade, preços demasiado altos no mercado imobiliário são temas que não se discutem. E porquê? Porque não interessa. A permanência de certas dinastias neste concelho depende da desinformação e da ideia de que tudo está bem. Mas não está… e quando acordarem, já será tarde de mais.
TENTATIVA DE APROXIMAÇÃO Á VERDADE- PORTUGAL , HOJE! Nos últimos 30 anos, com uma acentuação nos últimos 5 anos o que nos aconteceu? Os salários baixaram- um tirador de cortiça no Alentejo ganhava há 5 anos 100€/dia. Este ano ganhava 50. Não se semeia trigo ou outros cereais. A azeitona ficou, 50% por apanhar por todo o Alentejo e Ribatejo. E etc. A frota pesqueira foi destruida. As Forças Armadas portuguesas - nomeadamente a Marinha - são enviadados para o Iraque, Afeganistão, Timor, Kosovo. A Madeira e os Açores fazem o que querem. Indústria: automóvel: produzimos moldes de plástico. Siderurgia- não existe. No comércio, para se ganhar "alguma coisa" tem que se entrar em esquemas. Nomeadamente na hotelaria. Temos Universidades em número exagerado. Com mais de metade dos cursos completamente inúteis. Servem para colocar amigos.
Na saúde, temos lista de espera para cirurgia a aumentarem permanentemente. A política do medicamento, de uma renda de um simples andar T3, de formar um governo de coligação ou concentração nacional são um desastre.
O Concelho da Sertã não está isolado. Começámos nas rotundas acabámos em pontes pedonais e em arrelvamentos, passando por Castelo, Marginal, destruição do casco histórico da vila. Há 35 anos. Adiante.
Estradas neste concelho temos uma rede mais que suficiente, mas mal desenhada. A corrida ao lugar no funcionalismo público parece uma corrida de galgos.
A indústria financeira neste concelho deve estar em 1º lugar. Vidé a quantidade de Bancos com os seus mármores, mas mais ou menos falidotes.Adiante.
Houve negócios urbanísticos na Sertã, Cernache e Pedrogão que foram... uma vergonha.
A Sertã é um microcosmos dentro de Portugal.Adiante.
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Quanto ao ensino secundário a nível nacional: a maioria das escolas ou são particulares com truques para gente rica. A pública está uma vergonha. Escolas de alcoolismo, toxocodependência e prostituição em muitos casos. Tanto nas privadas como nas públicas. Adiante.
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Assaltos a Multibancos, carjacking e raptos : já se fazem estatísticas! Metade do dinheiro ganho não o é honradamente. Vem do esquema, da burla e da Europa- mãe subsidiária.
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A verdade é conspurcada e a estupidez enaltecida. A vigarice e a "esperteza" são admiradas. O trabalho é uma vergonha. A palavra nada vale. A incultura é geral.
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O que dizer de António Guterres, Cavaco, Durão Barroso- este a passear pela Europa!- e de um País que é dominado durante 6 anos por Sócrates e sus muchachos?
................................................................................. E estes personagens noutro registo: Helena Roseta, Mega Ferreira, os edis de Lisboa, de Cascais, de Matosinhos, Manuel Alegre, Otelo, Jardim? E os presidentes da CGTP e UGT? Que tal?
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Noutro registo: e Armando Vara ,o sr. sucateiro de Ovar, Isaltino Morais, Fátima Felgueiras, João Rendeiro, Dias Loureiro, Duarte Lima, Vale e Azevedo e tantos ,tantos outros até chegarmos ao Bispo Torgal Ferreira? E que tal?
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Não meus senhores a culpa não é de todos. E ainda há a gradação da culpa.
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Portugal é efectivamente uma nitreira.
Portugal é uma estrumeira guardada, o que é pior, por um bando de mentecaptos e, com vossa licença, e de filhos-da-puta?
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Sem ofender as putas,claro.
A estes fizeram mesmo doer e é como as pilhas, dura, dura, dura-----
Então olhos nos olhos vamos esclarecer e conversar, na Sertã, por exemplo. a qualidade estética das urbanizações a sul da Recta do Pinhal, a qualidade da Saúde no Centro de Saúde, o arrelvamento da serrada logo em frente, uma ponte pedonal de madeira, as manobras na Carvalha, o Morro do Convento, a urbanização a Sul do Convento. Depois subiremos a Rua do Castelo e chegaremos ao Castelo de Celinda? Vamos a isso?
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Em alternativa ou cumulativamente, podemos analisar a fileira florestal. Pinhal e resina. Vamos a isso?
Dura, dura, dura, dura,,,,,,,,,
Lendo com atenção o post temos que dizer:
1º Que Portugal tem mais de 2 milhões de pessoas a viver abaixo do nível de pbreza.
2º Que temos 700,000 desempregados.
3º Que o sr. Rui Pedro Lopes, ao escrever os dislates deste post mostra bem a sua subservi~encia ao socialismo caviar, aos filósofos do Sena. Recorde que nos últimos 8 anos ± houve Sócrates em Lisboa e Paulo Farinha na Sertã.
4º O sr. Rui Pedro Lopes é ignorante. O sr. mistifica, deturpa e tem truques.
5º O sr. Rui P.Lopes não serve a Sertã. Serve-se dela.
Concorda-se fàcilmente que um governante não deve apresentar como solução a emigração. Mas em certos casos " a boca" é como uma luva. Não quererá o sr. Rui Lopes, owner deste blog viajar ad aeternum , num, paquete, para a Costa dos Esqueletos ( Namibia)? Já viu ? num paquete rodeado dos seus amigos jornalistas , seus equivalentes, claro, só estes? Por cá o tacho está a acabar.
Ao sr. Charles Dupont!
Gostava apenas que o senhor me dissesse que dislates e mistificações são essas que encontrou no post? Que números lá estão que não correspondem à verdade?
É claro que a realidade do desemprego na Sertã é extensível a todo o país – como aliás se refere no post – e que o nosso concelho sofre com a grave crise que o assola. Agora, não podemos escamotear o que são os cenários traçados pelos números do desemprego.
Acho que não seria preciso dize-lo, mas todos sabem quem esteve nos comandos do país e do concelho nos últimos oito anos. E quais as suas culpas no cartório. Aliás, não percebo a sua insistência com a minha suposta costela socialista (que aliás nunca existiu) ou social-democrata. Tenho para mim que, nos dias que correm, os partidos são o verdadeiro veneno da democracia e, portanto, não lhes reconheço grande legitimidade para o que quer que seja, nem sequer para fazer política, uma das artes mais nobres da nossa sociedade.
Quanto a ser ignorante, não percebo a que propósito vem essa consideração. Talvez me possa elucidar. Aliás, a admissão da ignorância não é tragédia nenhuma, como já dizia o
antigo filósofo chinês Lao Zi: “Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem a ignora vive na mais profunda ilusão”.
Já a servir-me da Sertã… gostava que me elucidasse melhor.
Ao sr. Cabeço Rainho
Apesar de concordar com quase tudo o que diz (as análises objectivas e apartidárias são sempre as melhores), não posso deixar de condenar um primeiro-ministro que convida alguns dos cidadãos mais qualificados do país a emigrar. Acaso esquece-se o nosso primeiro-ministro que o país investe por aluno, ao longo de 15 anos de escolaridade (12 anos de ensino + 3 anos de formação superior), quase 100 mil euros? Se somarmos o valor investido em todos aqueles que vão partir ficamos com um valor bastante simpático deitado para o lixo. É só por isso que critico as declarações de Pedro Passos Coelho, que deveria saber isto melhor do que ninguém. Aliás, o que ele deveria ter dito era que Portugal estava disponível para fazer acordos bilaterais com os países que sugeriu (Angola e Brasil), colocando ali em condições vantajosas alguns dos professores que em Portugal não têm colocação. Mas não fez… manda-los embora é sempre muito mais fácil e dá menos trabalho.
Já sobre a sugestão de viagem que me deixa, prefiro conhecer a Albânia, um país a que Portugal se assemelha cada vez mais…
Cumprimentos,
Rui Lopes
Então mas o Charles Dupont e o Cabeço Rainho não são uma e a mesma pessoa? Para que é o sr. Rui Lopes se deu ao trabalho de responder aos dois em separado. Não sei se já reparou mas o pseudónimo Charles Dupont (inspirado no industrial e político americano com o mesmo nome) é usado quando o objectivo é criticar alguém ou deitar abaixo o que quer que seja. Já o pseudónimo Cabeço Rainho (também usado pelo nosso saudoso Manuel Antunes) dá o ar da sua graça quando a ideia é escrever boa prosa e colocar o dedo na ferida nos problemas do país. E por onde andarão o Diabo de Lunetas, o Anti-Estupidez, o Cão Branco, o Dupont e Dupond, os "Barbeiros", o Nicomédes, o cigano Fart?
Curioso o homem quem está por detrás de todas estas personagens… um coimbrão com alma de sertaginense
Oh Dupont quando andavas na Câmara da Sertã a sorver o teu salário já não te queixavas… aliás, não sei quem é que se serviu mais da Sertã e do país…
O teu lugarzinho aí no CDS não te têm dado valentes tachos… Criticar sob o manto do anonimato é muito bom, mas criticar quando se têm telhados de vidro é muito feio…
Vejam lá! A vergonha é tal que mandam as cabeças pensantes lá bem para longe! Os professores e os jornalistas, pois claro.
Concordo, o dinheirito que cair vai sendo engolido pelos papões e quanto mais cegos houver menos reclamam.
E quem dá o dinheirito para irem e instalarem-se ?
Então o sr. rui lopes só responde ao que lhe interessa? Volto a questionar, porquê zona industrial do concelho no singular?
Já que tanto insiste, quando me referi a zona industrial estava a pensar nos pólos industriais que existem no concelho, no entanto penitencio-me pela expressão ter saído no singular e não no plural, como seria mais correcto.
Já agora, deixe também aqui o seu comentário sobre o desemprego no concelho da Sertã...
Cumprimentos e votos de boas festas,
Rui Lopes
Nunca percebi bem estas guerrilhas Sertã-Cernache. Já nos meus tempos de mocidade (há uns bons 40 anos), elas eram o pão-nosso de cada dia. Se alguém escreve/fala sobre os problemas do concelho e não refere Cernache, é o cabo dos trabalhos. Mas o contrário também sucede. Sempre defendi que só um concelho unido pode triunfar e a sensação que tenho é que o concelho da Sertã está cada vez mais desunido, com cada um a preocupar-se com o seu quintal e não pelo bem comum. Quem perde com isto é a Sertã… infelizmente.
Já agora sr. Rui Lopes não acabe com o blogue. É dos poucos sítios onde se vai aprendendo alguma coisa sobre a Sertã e onde se tenta discutir os seus problemas.
Francisco Silva
P.S. Ainda para os comentaristas que alimentam a guerra Sertã-Cernache, porque é que na altura em que neste blogue se levantaram causas como a defesa do Instituto Vaz Serra, dos Correios, da GNR ou da Extensão de Saúde, não os vi a criticar a pouca atenção que dizem haver relativamente a Cernache?
Escreve-se, escreve-se e nada se diz. É assim que a Sertã vai morrendo… à mesa de um café entre dois dedos de conversa
Caro rui lopes, obrigado pela sua amável resposta, quanto ao desemprego é fácil poucos incentivos foram criados desde os tempos do Ângelo Farinha, com a criação das zonas industriais e com a atracção de empresas para as mesmas, algumas que ainda hoje perduram com sucesso. A criação de uma incubadora de empresas como um opinador da nossa praça defende não seria má ideia, a requalificação das zonas industriais é fundamental. Quanto ao Sr. Francisco Silva, eu não me estava a referir à zona industrial de Cernache, só estava a questionar o porquê de ser no singular se existem duas zonas industriais no Concelho. Uma das questões mais graves é que, não fosse a situação do país e o sentido da reforma local, era natural que em Cernache surgisse novamente os movimentos para que se torna-se concelho. Eu até sou da Sertã, mas tenho vários amigos em Cernache e percebo a sua indignação, observe os investimentos levados a cabo na última década, Cernache comparativamente à Sertã tem sido sempre posto para trás, para o concelho estar unido é necessário ter atenção a estes aspectos.
Esse doutorzeco que se esconde atrás de nomes esquisitos não vai responder ao Rui porque está lá em Coimbra no bem bom. Não vai responder porque critica só pela crítica mais nada e se calhar até da sua familia diz mal, está-lhe no sangue
Xiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Não façam barulho.
Sai um novo artigo no blog do Sr. João Pedro Nunes, que aponta alternativas à localização do museu municipal que acho que devem ser exploradas, se o Atleir de Cernache ta sem utilização, mesmo que provisoriamente poderia ser ali instalado o museu municipal.
não vai ser nem nunca seria nem nunca podera ser jamais porque a vereadora nao vai deixar sabem porquê?. porque é em CERNACHE BOMJARDIM para essa terra nao pode ir nada
Boas festas a todos os participantes deste Blog.
Bom dia a todos,
Bom Natal,
Espero que o próximo ano nos traga à nossa terra mais prosperidade.
Aqui fica a receita:
- Um Hotel no Convento de Santo António;
- A requalificação da Serrada e da Alameda da Carvalha (Convento);
- O tão aguardado PDM;
- A definição das duas Zonas Industriais do Concelho, a criação de espaços/lotes e a vinda de novas empresas;
- A Construção da Circular Rodoviária Interna da Sertã;
- A requalificação do espaço envolvente à Câmara Municipal da Sertã;
- As bombas de combustível do Intermaché;
- Que os Chineses obriguem a EDP a construir o Aproveitamento Hídrico de Palhais;
- A conclusão da EN238 (Cernache / Oleiros);
- A requalificação PROFUNDA da EN 238 - Ferreira - Cernache, tirem curvas, fáceis de remover e coloquem um piso satisfatório;
- A valorização da floresta, a Sertã precisa de uma Associação Industrial para a fileira florestal;
- A Sertã tem um potencial em duas vertentes: Floresta e Energias Renováveis. Apostar nestes sectores para valorizar a nossa terra;
- Pedir aos empresários para construir uma fábrica de tratamento de varas, na Sertã não existe;
- Pedir aos empresários para construir uma fábrica de "biquetes", na Sertã não existe;
- Cativar a vinda de novas empresas;
- Construir alguns fogos para habitação a custos controlados, vide exemplo de Vila de Rei;
- Deixar o LIDL instalar-se na Vila da Sertã, criando assim mais oferta e mais emprego, e potencial comercial da Vila da Sertã;
- Criar o Museu Municipal no Atelier Túlio Victorino;
- Construir uma Nova escola Na SERtã,
- Incentivar os proprietários dos núcleos urbanos do concelho a requalificar os prédios devolutos;
- Olhar para o êxodo urbano como uma forma de rejuvenescer o interior e especialmente a Vila da Sertã;
- Criar de todas as formas possíveis emprego na Sertã;
- Construir o Hospital de sub-região na Sertã;
- Pensar que a Sertã, pode ser elevada a Cidade;
- Requalificar a antiga EN 238 - Sertã - Cernache;
- Pensar que a nova Via Oleiros - Sertã, irá dinamizar as ligações destes dois concelhos e irá criar uma nova janela de urbanização/construção junto aos nós de ligação, fixando assim, jovens e empresas.
- Pensar na s empresas do concelho, criando valor acrecentado;
- Pensar no SOPREI, dando-lhe apoio, fazendo dela uma empresa de dimensão maior, abrangendo não só a Zona do Pinhal, mas que ela consiga abranger o distrito de Castelo Branco e o norte Alentejano;
- Pensar no potencial turístico, das nossas albufeiras e serras;
- Repensar os serviços da Câmara, tornando-os, mais eficientes e dignifica-los, a título de exemplo fornecer equipamento (fardamento) aos Serviços de recolha de resíduos e restantes trabalhadores;
Mais havia para dizer;
Sei que há muita coisa que ficará por fazer!!
Mas termino pensem e ai "O DRAMA DO DESEMPREGO NO PAÍS E NA SERTÃ", será bem diferente e há coisas que nem de dinheiro se trata, trata-se sim de imaginação e vontade de servir a causa pública se interesses partidários ou interesses de alimentação do ego de muita gente.
A todos um bom natal,
pensem nesta Vila
Abraço
Aplaudo!
É bom sonhar...e às vezes o sonho está tão perto da realidade.
Entrevista com Éric Toussaint
Para sair da crise, é preciso “romper com a troika” e obrigá-la a “renegociar a dívida”
Éric Toussaint não está optimista, mas tem uma visão diferente da actual crise e do que fazer para sair dela.
O politólogo e professor universitário belga esteve recentemente em Lisboa para ajudar a lançar a Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública. Experiência não lhe falta.
É presidente do Comité para Anulação da Dívida do Terceiro Mundo e fez parte da equipa que realizou, entre 2007 e 2008, a auditoria sobre a origem e destino da dívida pública do Equador, ao serviço do novo Governo de esquerda do país, num processo que levou ao julgamento de vários responsáveis políticos e à decisão unilateral de não pagar parte da dívida equatoriana. Acredita que o mesmo pode acontecer na Europa. Mas isso implica romper com as exigências da troika.
Depois das decisões que saíram da última cimeira europeia, acha que a crise da dívida está próxima do fim?
Esta é uma crise que vai durar 10 ou 15 anos, porque o problema fundamental não é a dívida pública, mas sim os bancos europeus. E não estou a falar dos pequenos bancos portugueses ou gregos. O problema é que os grandes bancos – Deutsche Bank, BNP Paribas, Credit Agricole, Société Generale, Commerzbank, Intesa Sanpaolo, Santander, BBVA – estão à beira do precipício. Isso é muito pouco visível no discurso oficial. Só se fala da crise soberana, quando o problema é a crise privada dos bancos.
Está a referir-se à exposição dos bancos à dívida pública de alguns países do euro?
Não, não é a exposição à dívida soberana, mas sim a derivados tóxicos do subprime [crédito de alto risco]. Está a ocultar-se que todo o conjunto de derivados adquiridos entre 2004 e 2008 continuam nas contas dos bancos, porque são contratos a 5, 10 ou 15 anos. Somente quando o contrato chegar ao fim é que se vai descobrir a amplitude da toxicidade e das perdas, visto que as contas actuais dos bancos mostram esses derivados avaliados, não ao valor de mercado, mas ao valor facial, do contrato. Foram, aliás, esses problemas com os activos tóxicos que geraram os da dívida soberana. Em 2008, quando os bancos deixaram de conceder crédito entre si, o investimento mais seguro era comprar títulos da dívida soberana e os mais rentáveis eram da Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha e Itália. Então, os bancos compraram muitos títulos para substituir os derivados que tinham. Agora, têm os dois, porque não conseguiram desfazer-se dos primeiros. Mas é totalmente falso dizer que o problema actual é a dívida soberana. É a soma dos dois.
Há, contudo, uma crise da dívida, que obrigou a Grécia, Portugal e a Irlanda a pedir ajuda. Como é que avalia a resposta que foi dada para estes países com os planos da troika?
Esses planos vão piorar a situação desses países, isso é absolutamente claro. A redução maciça das despesas públicas e do poder de compra da maioria da população vai diminuir a procura e as receitas fiscais e provocar ainda mais necessidade de o país se endividar para pagar a dívida. Tanto a política da troika na Grécia, Irlanda e Portugal, como a política da Comissão Europeia e dos países do Centro, como a Alemanha e a França, vai provocar mais recessão. A própria Alemanha vai ter problemas, porque precisa de ter quem compre os seus produtos.
Qual seria a solução? Uma reestruturação da dívida?
Em Portugal a reestruturação está muito na moda, mas não gosto dessa palavra. Na história da dívida, a reestruturação corresponde a uma operação totalmente controlada pelos credores. Quando o devedor quer tomar a iniciativa, tem de suspender os pagamentos da dívida, para obrigar os credores a sentarem-se à mesa e discutir condições. Uma reestruturação é o que a troika vai fazer na Grécia, impondo um corte de 50% na dívida dos bancos privados, em troca de mais austeridade no país. Contudo, sem redução da dívida à troika, que se tornou o maior credor da Grécia e, ainda por cima, privilegiado, este tipo de reestruturação só alivia de maneira conjuntural o pagamento da dívida. Não é uma solução de verdade.
Que solução seria essa?
Sei que esta ideia está fora do debate público, mas, para mim, se um país quiser sair desta crise, tem de romper com a troika. Tem de dizer: senhores, as condições que nos impõem são injustas e não nos servem a nível económico.
Mas se Portugal ou outro país disser isso, não terá de sair da zona euro?
Não acho que seja automático, mas é claro que é complicado. A Alemanha beneficia com o euro, pelas suas exportações e inclusive pelos empréstimos a Portugal. Quando vai financiar-se ao mercado, a Alemanha paga 1%, mas empresta a Portugal a 5%. Não é generosidade, é um bom negócio para a Alemanha. O que Portugal precisa é de uma política soberana em que o Estado declarasse não querer sair da zona euro, mas dissesse que as condições impostas pela troika são inaceitáveis para os cidadãos e para o interesse do país. Caso contrário, a troika só fará mais exigências, que não permitirão ao país sair da situação em que se encontra. Se Portugal disser não à troika, esta seria obrigada a sentar-se à mesa e renegociar a dívida e as condições que impõe. E não me parece que a troika queira a saída de um país do euro.
Como se insere neste processo a auditoria à dívida pública?
A auditoria é um processo promovido sobretudo por cidadãos para romper o tabu da dívida soberana, que nunca se discute nem se analisa. Até pode ser má, mas há que pagá-la, porque uma dívida paga-se sempre, quando, na realidade, tanto ao nível de um particular, de uma empresa ou de um Estado, uma dívida ilegítima, ilegal ou imoral é uma dívida nula. E há toda uma vasta história de anulação e suspensão dessa dívida.
O que é uma dívida ilegítima?
A ilegitimidade é um conceito cuja definição não se encontra no dicionário. É a forma como os cidadãos interpretam, de forma rigorosa, o respeito aos princípios da nação, da construção do país e do direito interno e internacional. Uma dívida ilegítima é, por exemplo, uma dívida contraída porque o Estado favoreceu uma pequena minoria, reduzindo impostos sobre as grandes empresas multinacionais ou as famílias mais ricas, que assim diminuíram a sua contribuição para as receitas fiscais, obrigando o Estado a endividar-se. Esta contra-reforma fiscal aconteceu em toda a Europa e também nos EUA, com o anterior presidente, George W. Bush. Os resgates aos bancos são outro exemplo. O custo de ajudar os banqueiros, que foram totalmente aventureiros, desviando os depósitos dos seus clientes para investir no subprime, implicou um aumento da dívida soberana, que é totalmente ilegítimo. Não podiam ter sido resgatados dessa forma, os grandes accionistas não deviam ter sido indemnizados.
A dívida à troika também é ilegítima?
Sim. Foi uma dívida contraída para impor um desrespeito aos direitos económicos e sociais da população. Há uma chantagem da troika, que dá crédito para pagar aos credores, que são eles próprios e os bancos dos países do Centro europeu, e, em contrapartida, exige austeridade. Não há dúvida: é uma dívida ilegítima.
Organizou uma auditoria à dívida do Equador... O que Portugal poderia retirar desse exemplo?
É uma situação diferente. No Equador, o novo presidente tinha sido eleito com o mandato de fazer uma auditoria da dívida pública, de modo a definir que parte era ilegítima e não seria paga.
Vê possibilidade de isso acontecer na Europa?
Com uma mudança de Governo, sim. Não pode ser um Governo que defende os acordos com a troika a fazer uma auditoria à dívida. O descontentamento das populações pode abrir caminho a isso, mas não sei quando é que uma mudança desse tipo pode ocorrer na Europa. Os latino-americanos viveram 15 a 20 anos de neoliberalismo e de aceitação do pagamento da dívida soberana. Espero que não demoremos 20 anos na Europa.
http://economia.publico.pt/Noticia/para-sair-da-crise-e-preciso-romper-com-a-troika-e-obrigala-a-renegociar
Sertã ...Tenham vergonha!
Quem é que quer alguma coisa com tanto xico-esperto!?
Com a vigarice do Xisto perderam a confiança total das gentes que pensavam fixar-se na zona. Não perderam apenas o casal que investiu, mas, sim, os filhos, genros e noras, netos, amigos, que vos vêem como sarnosos.
Arranjem médicos e hospital, caso contrário, morrem isolados e definhados (que segundo avalio já é estado crónico).
"Houve negócios urbanísticos na Sertã, Cernache e Pedrogão que foram... uma vergonha.
A Sertã é um microcosmos dentro de Portugal.Adiante."
Vergonha das vergonhas.
http://www.cm-serta.pt/noticias/default.asp?IDN=659&op=2&ID=88
Deixo o desafio ao Sr. Presidente da Câmara: Porque não abrir a discussão da redução dos consumos, da eficiência energética e das "cidades inteligentes" a toda a população da Sertã? Ou com um debate sobre o tema: explicando, divulgando e esclarecendo muitos assuntos relacionados com o consumo energético; ou uma recolha de ideias dos sertaginenses para melhorar a pegada ambiental do concelho. O concelho precisa de dinamismo!
Fica a sugestão!
Este blog morreu, paz a sua alma
Agora já nem o doutorzeco bota aqui escritura a fazer de 4 ou 5 pessoas ao mesmo tempo.
Vejam a mensagem para 2012 do Pai Natal em http://www.youtube.com/watch?v=sCkaw-FgsHc
Este é melhor!
É um cartão de Boas Festas para o Sr. Presidente da Câmara e Exma Equipa.
Sheng Tan Kuai Loh (mandarín) Gun Tso Sun Tan'Gung Haw Sun (cantonés)
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=nZaQ3UrVIr8
O que é feito do Paulinho das Feiras?
Nas últimas semanas de 2011, aproveitei o tempo para visitar feiras ou mercados de província; como se queira. Percorri cidades e vilas do Alto Alentejo e da Beira Baixa.
Falei com feirantes. A D. Ofélia, no Fundão, disse-me que a coisa está má: “Vende-se muito pouco, as pessoas já cortam na comida”, acentuou. Em Alpedrinha, a tia Odete, com a banca cheia de brócolos, couves, nabos, cenouras, cebolas, batatas e não sei que mais, também se lamentou da quebra de vendas. Mas, zangado, azedo, estava em Ponte de Sor o Sr. Ismael, homem de 70 anos, de semblante fechado e duro. Quando lhe perguntei pelo negócio, de mau humor e olhar furioso, gritou: “Estou farto de ser enganado, volte cá o Sr. Paulinho das Feiras que eu e os outros aqui do mercado, tratamos-lhe da saúde. Ele ou qualquer outro político, levam uma corrida em osso!”
À distância dos grandes centros, menos publicitadas é certo, também há manifestações de desagrado e contestação da gente do povo. São reacções individuais e ditas inorgânicas. Ainda assim, encontrei quem, em feiras e mercados, me tivesse lembrado da demagogia e dos “beijos de vampiro” das campanhas do Paulinho das Feiras. Um político hábil – reconheça-se – na fuga a mediatismos em momentos adversos das medidas de austeridade que, sob a prescrição da ‘troika’ e para além dela, Coelho é publica e quase solitariamente responsabilizado. Para mais, com excessivo protagonismo de um Relvas que já se tornou a figura nuclear de textos e programas de comédia.
De facto, e a despeito de ser ministro, é oportuno perguntar: “O que é feito do Paulinho das Feiras?”. Na altura de prestar contas e pedir novos votos, Paulo Portas, agora vedeta dos engalanados e sofisticados salões de ‘Negócios Estrangeiros’, saberá certamente trocar os diplomáticos uniformes por jeans, blusão ou casaco desportivo, camisa esgargalada e o indispensável boné de lavrador. Para o Coelho, ficarão as cenouras mais duras. Mas nunca tão árduas de mastigar como as medidas que, com o seu “Gasparzinho”, lançou sobre os que trabalham, os que já trabalharam anos a fio ou os que querem trabalhar e não encontram onde..(salvo em Angola, no Brasil ou algures longe de Portugal).
in Blog Aventar
Do fogo e das cinzas
Nove paquetes de cruzeiro com cerca de 15 mil turistas terá sido o saldo do espectáculo de fogo de artifício de 736 mil euros organizado por Jardim no final do ano.
A factura do foguetório foi integralmente paga pelo Governo Regional, isto é, pelos contribuintes do Cont'nente. Dando de barato que todos esses turistas tenham chegado a desembarcar, terão deixado em restaurantes e lojas de bugigangas do Funchal algo como 750 mil euros, o que, em miúdos, significa que 736 mil euros dos contribuintes passaram (essa, sim, a "passagem do ano"!) para as mãos dos comerciantes do Funchal através das vastas mãos de Jardim, acrescidos de uns trocos de turistas. Juntem-se agora mais 2 milhões de euros na "iluminação" das ruas dos restaurantes e lojas de bugigangas (adjudicada sem concurso à empresa de um ex-deputado do PSD e também paga pelos contribuintes), e calcule-se - é só fazer as contas, como dizia o outro - quem ganhou o quê e quem ficou de novo a arder com uns milhões.
Não seria mais rentável a Madeira dedicar-se, por exemplo, ao turismo de congressos e partilha de experiências de sucesso? Eis temas (mas haverá muitos mais) capazes de atrair ao Funchal multidões de jovens políticos de elevado potencial de todo o Mundo: "Como passar o ano em folguedos por conta de 10 milhões de otários insultando-os todos os dias" ou "Como transformar sifões em cifrões escolhendo os amigos certos no partido certo".
Manuel António Pina
Líder parlamentar do PSD é membro da loja maçónica de Jorge Silva Carvalho
Luís Montenegro faz parte da loja Mozart, onde está o ex-diretor do SIED, Jorge Silva Carvalho, ao mesmo tempo que integra como suplente a comissão parlamentar que investigou as irregularidades nas secretas e que censurou as alusões negativas à maçonaria.
Luís Montenegro
O advogado Luís Montenegro, atual chefe da bancada do PSD, pertence à Mozart, a loja maçónica de que faz parte Jorge Silva Carvalho, o ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), de acordo com um documento da Grande Loja Legal de Portugal a que o Expresso teve acesso.
Além de liderar a bancada social-democrata, Luís Montenegro é também membro suplente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias, que desde agosto do ano passado tem investigado um conjunto de irregularidades nos serviços secretos que tiveram como protagonista Jorge Silva Carvalho, incluindo o acesso ilegal à lista de chamadas de um jornalista do "Público", Nuno Simas, e à passagem de informações sobre empresários ao ex-diretor do SIED quando ele transitou para o grupo privado Ongoing.
A revelação sobre a ligação do deputado do PSD à loja maçónica de Jorge Silva Carvalho surge numa altura em que o jornal "Público" avança que o relatório preliminar sobre a investigação parlamentar às secretas proposto pela vice-presidente da bancada social-democrata (também ela membro da comissão de assuntos constitucionais), Teresa Leal Coelho, foi alterado de forma a deixar de fora as alusões negativas à relação da maçonaria com as secretas.
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/lider-parlamentar-do-psd-e-membro-da-loja-maconica-de-jorge-silva-carvalho=f697589#ixzz1iPYTgZog
Jerónimo Martins: venda à Holanda sem implicações fiscais
José Soares dos Santos garantiu que a operação "não tem implicações fiscais" e que "não existe alteração à carga fiscal que incide sobre dividendos, essa é da inteira responsabilidade dos acionistas da sociedade".
Este processo permitirá à sociedade Francisco Manuel dos Santos acelerar o seu processo de crescimento"
O administrador executivo da sociedade Francisco Manuel dos Santos, José Soares dos Santos, disse hoje à Agência Lusa que a venda da posição que a empresa detinha na Jerónimo Martins à subsidiária holandesa "não tem implicações fiscais".
A Jerónimo Martins, dona dos supermercados Pingo Doce, anunciou hoje que a sociedade Francisco Manuel dos Santos vendeu a totalidade do capital que detinha no grupo à sua subsidiária na Holanda, mas mantém os direitos de voto.
Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo informa que "no passado dia 30 de dezembro de 2011 a sociedade Francisco Manuel dos Santos SGPS vendeu à sociedade Francisco Manuel dos Santos B.V. (subsidiária), que comprou àquela, 353.260.814 ações da sociedade aberta Jerónimo Martins SGPS, representativas de 56,136% do capital social e 56,213% dos respetivos direitos de voto".
Esta operação "não tem implicações fiscais" e "não existe alteração à carga fiscal que incide sobre dividendos, essa é da inteira responsabilidade dos acionistas da sociedade", disse José Soares dos Santos, em resposta a questões colocadas pela Agência Lusa.
Acelerar processo de crescimento
Interrogado sobre as razões da operação, o administrador executivo afirmou que "o grupo Jerónimo Martins encontra-se numa situação muito sólida de geração de caixa e num momento em que o seu endividamento atingiu níveis consideravelmente baixos".
Esta situação, adiantou o administrador, torna o grupo "bastante autossuficiente em relação aos seus acionistas", o que "vai permitir à sociedade Francisco Manuel dos Santos acelerar o seu processo de crescimento".
José Soares dos Santos acrescentou que "este tipo de preparação [o aceleramento do processo de crescimento] faz-se de uma forma planeada e estruturada e quando os seus negócios não precisam de suporte extraordinário, previsivelmente".
No comunicado enviado à CMVM, a Jerónimo Martins informa que a sociedade Francisco Manuel dos Santos SGPS "deixou de ser titular de qualquer ação da sociedade aberta Jerónimo Martins SGPS. No entanto, os direitos de voto inerentes às ações da Jerónimo Martins SGPS, objeto da compra e venda anteriormente mencionada, permanecem imputados à Francisco Manuel dos Santos SGPS SA".
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/jeronimo-martins-venda-a-holanda-sem-implicacoes-fiscais=f697562#ixzz1iPa56Nbt
Portugal é o único país onde a austeridade exigiu mais aos mais ao pobres
03 Janeiro 2012 | 10:00
Rui Peres Jorge - rpjorge@negocios.pt
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Estudo da Comissão analisa medidas tomadas entre 2009 e 2011 pelos seis países mais afectados pela crise
Como nos veremos livres destes ladrões? Eu sou jovem e temos de correr por todos os meios com esta corja. Durante a noite, Lisboa já viu os carros incendiados. Isto é só um começo do que acontecerã no ano 2012.
"Entre os seis países da União Europeia mais afectados pela crise, Portugal é o único onde as medidas de austeridade exigiram um esforço financeiro aos pobres superior ao que foi pedido aos ricos, revela um estudo recente publicado pela Comissão Europeia. Na comparação com Grécia, Estónia, Irlanda, Reino Unido e Espanha, Portugal é também o País que regista um dos maiores aumentos de risco de pobreza devido às medidas de consolidação orçamental adoptadas durante a crise, ultrapassando a barreira dos 20% da população em risco."
Correio da Manhã.
Corrijo:
Jornal de Negócios"
É cada vez mais insuportável o cinismo que os vendilhões do nosso templo destilam para tentar ocultar a realidade: este regime austeritário está a ser estrategicamente utilizado para reforçar e consolidar as assimetrias e os privilégios de casta e de classe que parasitam o país.
Tem que se denunciar claramente a operação ideológica que visa atribuir aos cidadãos as culpas da crise, que pretende remeter para o domínio da subjectividade, da culpa individual – para esta ser interiorizada e gerar má consciência e paralisia crítica nos indivíduos – os poblemas objectivamente produzidos por um sistema estruturalmente desiquilibrado.
Os liberais de pacotilha, os totós “insurgentes”, no meio de tudo isto, aparecem cada vez mais como hipócritas impenitentes ou idiotas úteis (ou acumulam ambos os predicados) para os cleptocratas que dominam a cena.
ÀS ARMAS!!!MATEMOS OS GAJOS TODOS TODOS
O País desistiu de Alexandre Soares dos Santos
Tive o privilégio de trabalhar com Alexandre Soares dos Santos (ASS), numa altura em que o Pingo Doce era um pequeno negócio pertencente a um accionista de base industrial, numa sólida parceria com a Unilever. Conheci um homem austero, discreto. Não me recordo dele por ser um homem afável ou particularmente próximo. Lembro-me no entanto, de um empresário particularmente cuidadoso e ponderado nas suas decisões, um empreendedor que arriscava o capital e os seus activos. Foi assim que comprou as lojas ao Pão de Açúcar, o Recheio, o Cash & Carry Arminho, o Feira Nova, os Supermercados Inô e a cadeia Biedronka e Eurocash na Polónia ou o investimento falhado no Brasil.
Recordo-me também de um empresário justo e com uma enorme preocupação social. Na altura, a Lever, joint venture entre a JM e Unilever, era uma das melhores escolas de gestão do País, um dos melhores ambientes de trabalho que conheci, onde o mérito era reconhecido e premiado com justiça e equidade.
A mesma política continuou ASS na distribuição e retalho. Em 2009 distribuiu 240 € a todos os cargos não dirigentes. Em 2010 foram 250 €, distribuídos a mais de 50.000 empregados, ou seja cerca de 12,5 milhões de Euros. Isto sem contabilizar o valor para aumentos salariais e outras regalias.
Acresce ainda, que hoje a JM é uma sociedade cuja maioria das receitas e margem tem origem fora de Portugal, valor que irá crescer com os investimentos superiores em 2 mil milhões de Euros previstos para a Polónia e Colômbia
Tenho realmente pena que ASS tenha desistido do País. Mas mais lamentável ainda, é que o País tenha desistido, hà muito, de empresários com o nível de empreendedorismo e dinamismo de Alexandre Soares dos Santos. As empresas não são dos Países onde vivem os seus accionistas, nem tão pouco dos Países onde nasceram. As empresas estão onde lhes proporcionam condições para investir e que permitem crescimento e rentabilidade aos seus accionistas.
Esta é a triste consequência de um País que durante os últimos 30 anos andou a engordar com aumentos consecutivos de impostos para empresas e cidadãos. Perdeu a competitividade. O peso da maquina fiscal, da burocracia, dos aumentos da mão de obra sem a correspondente aumento da produtividade e a conhecida rigidez laboral. Portugal tornou-se num monstro devorador alicerçado em direitos insustentáveis, de investimentos dificilmente justificáveis, ou modelos de gestão facilmente criticáveis Com isto, o Pais não cresceu, antes engordou. Tornou-se balofo e deixou de acompanhar o ritmo. ASS e a JM apenas fizeram aquilo que os seus accionistas, trabalhadores e clientes lhe pedem diariamente – que continuem a crescer, a criar emprego e a remunerar os seus accionistas e pagar salários aos seus trabalhadores.
E já agora, parafraseando o meu amigo Pedro, no Facebook: “Todos os que rasgam as vestes com a notícia de que Soares dos Santos transmitiu acções da Jerónimo Martins para uma sociedade com sede na Holanda, não se esqueçam de não encher o depósito em Badajoz. “
publicado por Manuel Castelo-Branco às 23:11
"31 da Armada"
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