quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Protestos em Cernache contra cortes no financiamento ao Instituto Vaz Serra

A ministra da Educação diz que o financiamento já aprovado permitirá que todas as escolas do ensino particular (com contrato de associação) continuem a funcionar, mas os responsáveis destes estabelecimentos de ensino não concordam com a governante. A contestação já chegou à rua e, em Cernache do Bonjardim, onde está implantado o Instituto Vaz Serra (uma das escolas que serão afectadas por esta medida), os protestos têm-se feito ouvir de forma veemente durante os últimos dias.
Na base desta situação está uma portaria do Governo que determina um financiamento de 80.080 euros por ano e por turma nas escolas com contrato de associação. Recorde-se que, no ano lectivo anterior, o financiamento médio por turma foi de 114 mil euros, um valor que este ano (que funciona como período transitório) baixou para os 90 mil euros, sendo que, no próximo ano lectivo, baixará para os já referidos 80 mil euros.
Num comunicado enviado à comunicação social e a toda a população, os pais e encarregados de educação dos alunos do Instituto Vaz Serra manifestam “a sua preocupação pela publicação do DL nº 138-C/2010, de 28 de Dezembro, que regulou o apoio do Estado às escolas particulares e cooperativas, e da Portaria nº 1324-A/2010, de 29 de Dezembro, que fixou o valor do apoio financeiro à prestar pelo Estado às referidas escolas que celebrem Contratos de Associação, e que irá resultar numa violenta redução do financiamento anual a estes estabelecimentos de ensino. Consideramos que esta redução representa um estrangulamento à actividade destas escolas, e uma injustiça, na medida em que o esforço que está a ser pedido a estas escolas é muito superior ao esforço de contenção que está a ser pedido às escolas estatais”.
Durante o dia de ontem, mais de meio milhar de pessoas manifestou-se em frente ao IVS contra os cortes decretados pelo Governo. Em declarações à Rádio Condestável, Carlos Miranda, director pedagógico do IVS, considerou que “o problema do financiamento é grave mas é mais para algumas escolas do que para outras”. Carlos Miranda pediu “bom senso”, pois “no IVS há professores com muita antiguidade e os custos com vencimentos são muito elevados, logo o problema da redução de orçamento é mais premente”. Este responsável acredita que “é possível encontrar uma solução justa e equilibrada para o problema das escolas particulares com contrato de associação que prestam um serviço público”.
Pedro Martins, líder do CDS/PP da Sertã, também participou na marcha de protesto «SOS IVS» e, em entrevista à Rádio Condestável, disse que estes cortes “são mais uma machadada para a nossa região”.
Diamantino Calado Pina, presidente da Junta de Freguesia de Cernache do Bonjardim, revelou àquela estação de rádio que “seria uma grande perda para a zona Centro, zona do pinhal e Cernache se o IVS fechasse”.
Já depois do fim da manifestação, o actual executivo da Câmara Municipal da Sertã aprovou, durante uma reunião, um voto de apreensão pela aprovação do Decreto-lei que regula o ensino particular e cooperativo e que atinge directamente o IVS, em Cernache do Bonjardim.Recorde-se que mais de 60 por cento dos alunos do IVS beneficia da acção social escolar e que ninguém paga propinas, tal como foi revelado pela Rádio Condestável.
Para a posteridade, aqui ficam as palavras finais do comunicado distribuído durante o dia de ontem e que revelam bem o estado de espírito de todos os que se mostram desagradados com a situação que o Instituto Vaz Serra vive no ano em que comemora 60 anos de vida: “Apenas queremos, com esta manifestação, apelar ao bom senso dos responsáveis pela educação em Portugal, no sentido de ser encontrada uma solução justa e equilibrada que permitas às escolas com Contrato de Associação manter o seu projecto e o seu dinamismo”.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Património esquecido: Ponte da Várzea Carreira

Iniciamos hoje um novo espaço neste blogue dedicado ao património histórico esquecido/desconhecido do concelho da Sertã. E para primeiro destaque escolhemos a Ponte da Várzea Carreira, situada entre as freguesias da Cumeada (concelho da Sertã) e Fundada (Vila de Rei).
Os dados relativos à sua origem são pouco claros. Alguns historiadores defendem que terá sido construída entre os séculos I e IV, sendo depois reconstruída nos séculos XIII e XIV (há um documento que refere que o arranjo da ponte terá custado 19.000 réis).
No entanto, outros historiadores (entre eles José Maria Félix, autor de uma monografia sobre Vila de Rei) são menos ambiciosos quanto às origens da ponte, afirmando que a mesma foi construída cerca de 1890, por iniciativa de Joaquim Aparício.
Do que não temos dúvidas é de que esta ponte foi durante muitos anos a principal via de ligação entre os concelhos da Sertã e de Vila de Rei, aqui circulando vários veículos diariamente.
A Ponte da Várzea Carreira (também conhecida como Ponte da Tamolha) está sustentada por seis arcos plenos, que apresentam diâmetros aproximados. Está ainda dotada de “cinco talhamares interrompidos de secção semicircular e situados a montante”, segundo nota do IGESPAR.
Hoje em dia, a ponte está em avançado estado de degradação e corre o risco de ver ruir alguns dos seus arcos, bem como parte do tabuleiro.
O seu valor histórico é inquestionável, o mesmo sucedendo com a beleza desta infra-estrutura. Pena é que os acessos para quem a queira visitar sejam absolutamente miseráveis. A nossa sensibilidade para o património histórico tem destas coisas!

Fontes: Vila de Rei e o seu Concelho; Certã Ennobrecida; Guia de Portugal; Pontes Antigas Classificadas; revista Estudos de Castelo Branco; website do IHRU, jornal A Comarca da Sertã;

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidência da República: há eleições?!?!

As eleições para a presidência da República têm lugar no próximo domingo. No entanto, a maioria dos portugueses parece estar a passar ao lado deste facto e nem a campanha eleitoral tem chegado para despertar a atenção.
O desinteresse por esta eleição presidencial tem sido bastante visível e já em actos eleitorais anteriores sucedeu o mesmo – só nas eleições europeias os níveis de abstenção são maiores. Aliás, os cinco candidatos ao sufrágio do próximo domingo não se têm cansado de apelar ao voto, cientes da falta de mobilização dos portugueses para este acto.
Mas é nos candidatos que também reside alguma da responsabilidade pelo desinteresse demonstrado pelos portugueses, cada vez mais cansados do tipo de campanha eleitoral que é protagonizada no nosso país. Os debates não têm servido para grande coisa (ontem no Diário Económico escrevia-se: «O debate entre os candidatos presidenciais é um óptimo reflexo do país: paupérrimo»), os problemas que mais afectam os portugueses (crise económica, pobreza, desemprego, precariedade laboral) ficaram de fora da campanha e nem mesmo aquelas que são as verdadeiras funções de um Presidente da República têm sido discutidas. Aliás, a sensação que fica é a de que os candidatos parecem não saber a que lugar concorrem, fazendo promessas eleitorais que não cabem dentro das suas competências futuras.
Os cinco candidatos têm passeado pelo país nestas duas últimas semanas, distribuindo beijos, deixando promessas, trocando acusações. Talvez seja altura, de discutir seriamente o papel do Presidente da República nesta nossa democracia.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O sonho dos comboios na Sertã seria hoje um pesadelo

Se tivesse sido construída, tal como era desejo dos responsáveis políticos e da população, a linha-férrea entre a Sertã e Tomar faria hoje, concerteza, parte dos 144 quilómetros de linhas inactivas do mapa ferroviário nacional. A grande maioria localizadas no Interior do país.
A tendência para a desactivação de linhas-férreas (acompanhada pela redução drástica do número de comboios a circular em muitas das que ainda se encontram activas) torna quase deprimente o cenário ferroviário do nosso país, onde a aposta, desde os finais da década de 1980, vai para a rodovia.
Claro está que a desactivação de muitas das linhas se ficou a dever à fraca procura por este meio de transporte (vejam-se os efeitos da construção da A23 na Linha da Beira Baixa), mas também a uma ruinosa estratégia da REFER, acompanhada de perto pelas estranhas visões da CP para este meio de transporte. E quem perdeu com tudo isto foram sobretudo as populações do Interior que, agora além de terem de pagar as SCUT, não têm alternativas válidas à rodovia.
Claro que a Sertã nunca viu passar os comboios e também não podemos dizer que a rodovia, que atravessa o concelho, seja de grande qualidade (basta citar os exemplos da EN238 e do próprio IC8 – há estradas municipais com melhor piso do que esta via), no entanto o que aqui está em jogo são as oportunidades que se perdem (ou perderam) para estas zonas do país e a sensação de que mesmo que os desejos de homens como Domingos Tasso de Figueiredo, José Nunes da Mata ou José Carlos Ehrhardt se tivessem concretizado, hoje a linha de comboio Sertã-Tomar seria apenas pasto de ervas e arbustos.
É curioso verificar, e isso está bem plasmado no livro «Ilustres Republicanos da Sertã» (da autoria de Marta Martins e Maria de Fátima Mata), o desejo que as populações sertaginenses sempre tiveram de que o comboio passasse por estas bandas. Aliás, o desejo já vinha do tempo da monarquia, mais precisamente de 1909, altura em que um grupo de cidadãos do concelho apresentou um pedido ao rei D. Manuel II, solicitando a realização de estudos para “uma via férrea”, que ligando Tomar à Covilhã, atravessasse a Sertã.
O projecto foi retomado nos primeiros alvores da República e chegou mesmo a ser aprovado pelo Senado. Contudo, Afonso Costa entendeu que eram necessários mais estudos e pediu que a proposta fosse chumbada pela Câmara dos Deputados. Assim aconteceu numa célebre sessão de 30 de Junho de 1913.

Os sertaginenses não desistiram e voltaram à carga. O Governo acendeu uma luz de esperança na década de 1930, quando aprovou a construção de um caminho-de-ferro, de via estreita, a que deu o nome de Linha da Sertã: partia do Douro dirigindo-se ao Sabugal, passando depois por Penamacor, Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Sertã, seguindo para Oeste em direcção a Pombal. A construção não saiu do papel!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sertã e Cernache recebem festas de solidariedade para com as vítimas do tornado

O próximo fim-de-semana (15 e 16 de Janeiro) será fértil em festas de solidariedade para com as vítimas do tornado que fustigou o concelho da Sertã, no passado dia 7 de Dezembro.
No dia 15 de Janeiro (organização a cargo do Rancho Folclórico Clube Bonjardim e Rancho Folclórico de Pedrógão Pequeno), pelas 22 horas, terá lugar no Salão dos Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim, uma festa que contará com o grupo Cosmos (22h), o cantor Nel Monteiro (0h) e os Némanos (1h15m).
Já no dia seguinte é o Pavilhão Desportivo da Sertã que acolhe novo espectáculo (organização a cargo do Rancho Folclórico Clube Bonjardim e Câmara da Sertã). Depois de uma arruada, pelas ruas da Sertã, a cargo do Grupo de Bombos de Casal da Madalena, os concertos terão início, pelas 15 horas, no interior do pavilhão (a entrada custa cinco euros), estando presentes o Coro Infantil da Paróquia da Sertã, Grupo Coral de Vale Souto, Grupo Coral do Sertanense Futebol Clube, Filarmónica Aurora Pedroguense, Dance-Club Foz Sã, Filarmónica União Sertaginense, Tocadores de Concertina de Vale Souto, Rancho Folclórico e Recreativo Clube Bonjardim, Rancho Folclórico de Pedrógão Pequeno, Rancho Folclórico e Etnográfico de Cernache do Bonjardim e Seca Adegas.
Em ambos os eventos, as receitas revertem a favor dos mais afectados pela intempérie.
Aqui fica o convite a todos os que desejem associar-se a esta verdadeira jornada de solidariedade.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Memórias: Vítor Damas trouxe os amigos à Sertã


Vítor Damas, o conhecido guarda-redes do Sporting e da Selecção Nacional, aceitou o repto e veio até à Sertã, com um grupo de amigos, entre os quais os também sportinguistas Dani e Caló, para disputar um jogo de futebol com os jovens da vila (a maior parte ligados à equipa dos B.V. Sertã).
Foi uma jornada de grande convívio entre os jogadores das duas equipas e o resultado final (3-2 para a equipa de Vítor Damas) foi o menos importante.
Ainda assim, um dos golos da equipa da Sertã, apontado por Joca Barreto, teve o condão de irritar Vítor Damas, que após o sucedido resolveu sair da baliza e jogar numa posição mais avançada.
Foto: Sarmento Nunes

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Revisão do PDM da Sertã – uma oportunidade única para (re)pensar o concelho

“Os Planos Directores Municipais que irão entrar em vigor na segunda década do século XXI, poderão ser uma oportunidade para a afirmação das cidades e resolução dos seus problemas, caso permitam concretizar as orientações estratégicas para o seu desenvolvimento”. As palavras de Fernando Santo, antigo bastonário da Ordem dos Engenheiros, proferidas há cerca de dois anos, continuam bastante actuais, ainda para mais num momento em que o concelho da Sertã assiste à revisão do seu PDM.
Para quem não sabe, o Plano Director Municipal é um instrumento de gestão territorial que vincula as entidades públicas mas também os particulares. Todo o planeamento e ordenamento do território está aqui consignado, com regras claras e ajustadas às necessidades de cada município. Os usos e actividades dos solos municipais, a identificação de redes urbanas, viárias e de transportes, as projecções de crescimento demográfico e económico, entre outras, são algumas das matérias abrangidas.
Como bem dizia Fernando Santo, os PDM são “uma oportunidade para a afirmação” das cidades/vilas e para a “resolução dos seus problemas”, pelo que se torna premente, no caso do Plano Director Municipal da Sertã, ter em atenção aquelas que são as questões fundamentais para o desenvolvimento futuro do nosso concelho.
Não tenho a pretensão de definir o que deve ou não ser prioritário no PMD sertaginense, mas o crescimento desordenado que se tem registado na vila da Sertã é uma consequência clara das “projecções loucas” do PDM actualmente em vigor. O centro histórico está despovoado e as urbanizações pululam um pouco por toda a vila (o cenário em Cernache do Bonjardim não é muito diferente), a maior parte delas às moscas.
Este é um problema transversal a todo o país. Por exemplo, em Portugal, decretou-se urbanizável território para 50 milhões de habitantes, um dado que ajuda a perceber a falta de rigor e orientação de quem gere o território municipal.
Esta revisão do PDM é também uma oportunidade única para a Sertã definir as suas prioridades e, sobretudo, resolver o seu futuro. Temos de decidir se queremos um destino turístico consolidado, capaz de se promover fora dos limites do município; um concelho líder nos investimentos decorrentes das energias renováveis; uma terra virada para a exploração sustentada do que ainda resta da sua fileira florestal; ou até uma região de eleição para quem quer voltar a apostar na agricultura.
O debate que antecedeu a apresentação da proposta de revisão do PDM de Lisboa envolveu todas as forças vivas da cidade e tentou perceber para onde podia caminhar a capital do país. A lógica dos editais públicos, afixados à entrada dos edifícios municipais, esperando que os cidadãos dêem as suas opiniões, foi relegada para segundo plano e a autarquia decidiu ir ao encontro das pessoas e ouvi-las sobre a cidade que idealizam para o século XXI.

Não tenho dúvidas de que este exemplo devia ser seguido na Sertã, até porque isso aumentaria a transparência de todo o processo e colocaria os seus habitantes a falarem sobre que concelho idealizam para o futuro. Quantas vezes se fizeram debates alargados e sérios (sem as ‘palas’ castradoras dos interesses político-partidários) sobre o futuro deste nosso município? Será que vamos continuar a assobiar para o lado e deixar que aquilo que se vem passando, desde há 30 anos na Sertã (despovoamento, desinvestimento, degradação do património, entre outras), conduza este concelho a um beco sem saída? Talvez até ao abismo?

Um bom exemplo que chega de Proença-a-Nova

Sempre foi boa política aprender com os 'bons' exemplos que nos chegam dos outros. E a acção de promoção que a Câmara Municipal de Proença-a-Nova fez recentemente no Metro de Lisboa (entre 25 de Novembro e 16 de Dezembro) é algo que nos deveria fazer pensar sobre o impacto que este tipo de iniciativas podem ter na promoção turística dos concelhos do Interior.
Qualquer especialista nos dirá que os destinos turísticos não valem apenas pela sua qualidade mas também pela eficiência como são promovidos. E, neste último caso, a Câmara de Proença-a-Nova marcou pontos. Isto porque, os potenciais turistas que o município quer seduzir não estão nos limites do seu concelho mas noutras regiões do país – uma acção deste género tem um impacto deveras superior, no turismo de uma região, ao de uma qualquer feira local.
A iniciativa da Câmara de Proença-a-Nova (que já havia decorrido no Metro do Porto) não se limitou a promover as potencialidades turísticas do concelho. As colectividades culturais tiveram também aqui o seu espaço (os ranchos locais actuaram nas gares das estações de metro em ‘hora de ponta’).

Claro que, para que tudo isto funcione, é necessária uma estratégia clara e bem definida no que toca à promoção turística do concelho. As promessas não chegam e neste, como em qualquer outro mercado, quem não se mexe é ultrapassado pelos outros. O tempo do «nós temos… e por isso somos melhores» já pertence ao passado.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tornado fustigou concelho da Sertã

Foi apenas um minuto, mas os ventos de mais de 200 km/h deixaram um rasto de destruição indescritível no concelho da Sertã. O tornado, que já antes atingira os concelhos de Tomar e Ferreira do Zêzere, chegou à Sertã pelas 15h10m de ontem e o pânico instalou-se entre a população do município.
A Rádio Condestável foi o primeiro órgão de informação a dar nota do sucedido, transmitindo ao longo da tarde/noite todas as incidências do que estava a acontecer no concelho. Mais tarde, as edições electrónicas de jornais e rádios nacionais dedicavam também especial atenção para o que estava a suceder pela Sertã. As estações de televisão, nos seus serviços informativos da noite, deram igualmente destaque às notícias que chegavam da Beira Baixa.
O balanço surgiu já noite dentro e os números foram actualizados durante o dia de hoje: 100 habitações danificadas (dados provisórios), três desalojados, as instalações da empresa Resicorreia “completamente destruídas”, muitas árvores arrancadas, postes de iluminação derrubados e “alguns milhões de euros em prejuízos”.
Segundo os jornais e rádios (Jornal de Notícias, Público, Rádio Renascença, i, Visão, Rádio Condestável, TVI24), a zona de Vale Porco, na freguesia da Sertã, foi “a mais fustigada, com 18 casas danificadas”.
As freguesias de Palhais (o centro náutico foi bastante atingido), Cabeçudo e Troviscal foram também afectadas pelo tornado.
O presidente da Câmara da Sertã, José Farinha Nunes, garantiu, citado pela Rádio Condestável, “a disponibilidade dos presidentes de câmara da região em ajudarem no que for necessário”.
Já esta manhã, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, visitou os concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, mas não garantiu apoio para os populares afectados, sublinhando que os seguros estão na “primeira linha para dar resposta aos pedidos de ajuda”. Contudo, o governante admitiu a hipótese do Governo poder ajudar “pessoas necessitadas” que não sejam ressarcidas pelos seguros, mas que isso será “avaliado caso a caso”, declarou o governante, citado pelo Diário Iol.
Segundo a Rádio Condestável, o ministro Rui Pereira pediu, na Sertã, que lhe chegasse “com a maior brevidade possível” um relatório dos estragos decorrentes deste tornado.
Deixamos aqui de seguida, alguns links de jornais, televisões e rádios que acompanharam o tornado na Sertã:

http://www.publico.pt/Local/populacoes-afectadas-por-tornado-tentam-regresso-a-normalidade_1470032

http://www.radiocondestavel.pt/site/index2.php?option=com_content&task=view&id=3771&pop=1&page=0&Itemid=1

http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-pais/2010/12/serta-ficou-sem-energia-electrica-devido-a-passagem-do-tornado07-12-2010-205427.htm

Pedimos também aos nossos leitores para que aqui deixem as suas impressões sobre o tornado que ontem fustigou a zona da Sertã.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E as zonas industriais que não saem do impasse

O jornal «A Comarca da Sertã» deu conta, na sua edição do passado dia 26 de Novembro, que “as zonas industriais do concelho (Sertã e Cernache do Bonjardim) registam longo impasse”, aguardando “há anos a reclamada ampliação”.
O problema – como todos sabem – vem-se arrastando no tempo, e segundo as palavras do actual presidente da Câmara, José Farinha Nunes, um dos culpados para este estado de coisas é a burocracia. “É necessário um ‘plano de pormenor’ para as zonas industriais para se desbloquear a situação”, disse o autarca, citado por aquele semanário, acrescentando que “a legislação emperra o andamento dos processos”.

Não tenho dúvidas de que o desenvolvimento económico de um concelho como o da Sertã terá de passar por dar melhores condições aos empresários que aqui querem investir e não tanto por colocar entraves burocráticos que só causam entropia e que levam ao desespero os interessados. Consequência? Os empresários vão apostar noutro lado e dessas histórias já todos nós ouvimos falar.