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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Património esquecido: Capela de São Francisco (Marinha de Santo António – Sertã)


O médico Ângelo Henriques Vidigal era um homem devoto e cheio de sonhos. Há anos que projectava construir uma pequena capela, na sua propriedade, situada na Marinha de Santo António, nos arredores da vila da Sertã.

O desejo foi cumprido em 1952, quando em pleno mês de Julho Frei Jerónimo do Souto procedeu à bênção da capela de São Francisco – a invocação era uma homenagem à memória do seu padrinho Pe. Francisco dos Santos e Silva). A cerimónia foi descrita pelo jornal A Comarca da Sertã como “impressionante” e recheada de “grande pompa”.
O povo aderiu em massa e à bênção não faltaram as principais individualidades da época, não fosse Ângelo Henriques Vidigal uma das figuras mais estimadas do concelho. A festa contou também com a presença de três filarmónicas (Sertã, Pedrógão Pequeno e Carril).
No interior da pequena capela, foram colocadas as imagens de São Francisco, São José e São Joaquim.
Como é possível observar pelas imagens, hoje restam apenas as paredes deste pequeno templo, cuja propriedade entretanto passou de mãos.
 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Património esquecido: Ponte ‘romana’ de Palhais

É uma ponte que liga as povoações de Palhais (Sertã) e de Vilar Ruivo (Vila de Rei) e que começou a ser construída no ano de 1889. A sua história é marcada pela perseverança das populações dos dois lugares, que num esforço sem precedentes tentaram convencer as autoridades para a necessidade de se construir uma ponte que ligasse as duas margens.
Como a resposta não chegou, as populações colocaram mãos à obra e iniciaram a construção desta ponte de ‘estilo romano’, que ficou concluída em finais do século XIX.
Com a nova ponte de três arcos em volta perfeita, os habitantes dos dois lugares ficaram mais próximos e as trocas entre os dois concelhos aumentaram.
Recentemente, a ponte foi alvo de recuperação, tendo sido aberta uma estrada do lado de Palhais, o que permite um melhor acesso a todos os que a queiram visitar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Património esquecido: Ponte da Várzea Carreira

Iniciamos hoje um novo espaço neste blogue dedicado ao património histórico esquecido/desconhecido do concelho da Sertã. E para primeiro destaque escolhemos a Ponte da Várzea Carreira, situada entre as freguesias da Cumeada (concelho da Sertã) e Fundada (Vila de Rei).
Os dados relativos à sua origem são pouco claros. Alguns historiadores defendem que terá sido construída entre os séculos I e IV, sendo depois reconstruída nos séculos XIII e XIV (há um documento que refere que o arranjo da ponte terá custado 19.000 réis).
No entanto, outros historiadores (entre eles José Maria Félix, autor de uma monografia sobre Vila de Rei) são menos ambiciosos quanto às origens da ponte, afirmando que a mesma foi construída cerca de 1890, por iniciativa de Joaquim Aparício.
Do que não temos dúvidas é de que esta ponte foi durante muitos anos a principal via de ligação entre os concelhos da Sertã e de Vila de Rei, aqui circulando vários veículos diariamente.
A Ponte da Várzea Carreira (também conhecida como Ponte da Tamolha) está sustentada por seis arcos plenos, que apresentam diâmetros aproximados. Está ainda dotada de “cinco talhamares interrompidos de secção semicircular e situados a montante”, segundo nota do IGESPAR.
Hoje em dia, a ponte está em avançado estado de degradação e corre o risco de ver ruir alguns dos seus arcos, bem como parte do tabuleiro.
O seu valor histórico é inquestionável, o mesmo sucedendo com a beleza desta infra-estrutura. Pena é que os acessos para quem a queira visitar sejam absolutamente miseráveis. A nossa sensibilidade para o património histórico tem destas coisas!

Fontes: Vila de Rei e o seu Concelho; Certã Ennobrecida; Guia de Portugal; Pontes Antigas Classificadas; revista Estudos de Castelo Branco; website do IHRU, jornal A Comarca da Sertã;