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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um bom exemplo que chega de Proença-a-Nova

Sempre foi boa política aprender com os 'bons' exemplos que nos chegam dos outros. E a acção de promoção que a Câmara Municipal de Proença-a-Nova fez recentemente no Metro de Lisboa (entre 25 de Novembro e 16 de Dezembro) é algo que nos deveria fazer pensar sobre o impacto que este tipo de iniciativas podem ter na promoção turística dos concelhos do Interior.
Qualquer especialista nos dirá que os destinos turísticos não valem apenas pela sua qualidade mas também pela eficiência como são promovidos. E, neste último caso, a Câmara de Proença-a-Nova marcou pontos. Isto porque, os potenciais turistas que o município quer seduzir não estão nos limites do seu concelho mas noutras regiões do país – uma acção deste género tem um impacto deveras superior, no turismo de uma região, ao de uma qualquer feira local.
A iniciativa da Câmara de Proença-a-Nova (que já havia decorrido no Metro do Porto) não se limitou a promover as potencialidades turísticas do concelho. As colectividades culturais tiveram também aqui o seu espaço (os ranchos locais actuaram nas gares das estações de metro em ‘hora de ponta’).

Claro que, para que tudo isto funcione, é necessária uma estratégia clara e bem definida no que toca à promoção turística do concelho. As promessas não chegam e neste, como em qualquer outro mercado, quem não se mexe é ultrapassado pelos outros. O tempo do «nós temos… e por isso somos melhores» já pertence ao passado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sertã fora das 7 Maravilhas Naturais de Portugal

O concelho da Sertã está fora da corrida ao concurso «7 Maravilhas Naturais de Portugal». A lista de 323 candidaturas validada pela comissão organizadora (New 7 Wonders Portugal) não inclui qualquer património natural do município sertaginense.
Não sabemos se as entidades competentes apresentaram alguma candidatura a este concurso (desconfio que não!), mas penso que se gorou uma boa oportunidade para promover o património natural do nosso concelho, bastante rico por sinal. Basta referir o enorme tesouro que é o Vale do Cabril, ali junto a Pedrógão Pequeno.
Curiosamente, o município de Pedrógão Grande não desperdiçou a oportunidade e candidatou este mesmo vale, sobretudo a zona que está situada na sua margem, ao concurso das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.
No que diz respeito aos outros concelhos da Zona do Pinhal, Proença-a-Nova candidatou as Portas do Vale do Almourão, ao passo que Vila de Rei apresentou a concurso a Serra da Melriça – Centro Geodésico de Portugal.
Os sete eleitos desta iniciativa serão conhecidos durante o próximo mês de Setembro.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Turismo na Sertã: que futuro?

O fomento do potencial turístico do concelho da Sertã continua por fazer. A ausência de um verdadeiro roteiro turístico, que pudesse servir de guia a todos quantos querem descobrir as potencialidades do nosso concelho, a que se soma a crescente degradação de muitos dos locais de interesse a incluir nesse roteiro, deveriam ser motivo de preocupação de todos, sobretudo por estarmos a falar de um sector com um elevado nível de rentabilidade para a Sertã.
A recente notícia de que o Posto de Turismo poderá ficar instalado na escola da Carvalha (que deverá receber também a sede da junta de freguesia) merece o nosso aplauso, isto porque o edifício está extremamente bem localizado e é um ponto de passagem para muitas das pessoas que nos visitam e também para todos os sertaginenses (um público-alvo sempre esquecido nestas coisas).
Já a ideia da junta de freguesia da Sertã em produzir um roteiro turístico da freguesia é louvável, mas talvez fosse mais eficiente a elaboração de um roteiro de todo o concelho, até para que quem visitasse a vila ficasse consciente de que existe um mundo de descobertas à sua frente nas outras povoações do município. Mas é claro que aqui a iniciativa teria que partir da Câmara da Sertã [o programa eleitoral apresentado por José Nunes, nas últimas eleições, anunciava aliás a intenção de “criar um programa integrado de dinamização e promoção turística do concelho da Sertã”] e não da junta que se limita a fazer o seu trabalho de promoção da freguesia.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A Sertã do século XIX aos olhos de um estrangeiro


«A Handbook for Travellers in Portugal». Assim se chamava o guia publicado em 1856, em Londres, e que funcionava como um precioso auxílio a todos quantos pretendiam descobrir Portugal.
O livro disponibilizava diversas descrições de todos os cantos do nosso país e como é óbvio a Sertã também lá estava, eternizada num pequeno texto, que a seguir reproduzimos:
“A pretty little town on the Pêra or Certãa. The castle is extremely picturesque; so are the banks of the river, and the convent by its side. Near this place is Bonjardim, where the Great Constable D. Nuno Álvares Pereira was born in 1360. There are here 2 estalagens, both wretched. The church pf N.S. do Olival in this place was the only one in Portugal, except the Carmo at Lisbon, wich had an altar to the Great Constable. The iamge was the size of life; and the Constable was invoked against fevers”.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Viagem à Sertã para ‘educar’ agentes turísticos

A ideia é excelente e merece o nosso aplauso. O operador turístico Soltrópico vai promover este fim-de-semana uma viagem educacional a Pedrógão Pequeno, no concelho da Sertã, em colaboração com o Hotel da Montanha, a unidade de quatro estrelas em que o grupo de agentes ficará alojado. Segundo a publicação Turisver, “as actividades têm início na noite de sexta-feira, 7 de Novembro, com um ‘welcome-drink’ no Bar da Montanha. No dia seguinte, pela manhã, visita à Sertã, com almoço incluído, cortesia da Câmara Municipal e do Grupo Santos e Marçal. Durante a tarde haverá várias actividades ao ar livre, promovidos pela empresa ‘Trilhos do Zêzere’, de turismo activo. Visita ao hotel e jantar regional no restaurante ‘Sabores da Montanha’ complementam um dia que não termina sem uma incursão à discoteca ‘Twins’, em Pedrógão Grande”.
Esta iniciativa vai permitir a sensibilização de diversos agentes turísticos para as potencialidades do nosso e dos concelhos vizinhos.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Uma estratégia de turismo para a Sertã


A Câmara da Sertã aprovou a integração do município sertaginense na futura Região de Turismo do Centro de Portugal, integrando a delegação de Castelo Branco (Naturtejo), que corresponde ao território da Beira Interior Sul e Pinhal Interior Sul.
A proposta foi apresentada pelo presidente José Paulo Farinha e aprovada pela maioria do executivo camarário, com a abstenção de um vereador do PSD.
Mais do que discutir se a decisão é positiva ou negativa para o concelho (em meu entender, é positiva, apesar de um ou outro senão), o que deve estar em causa é a criação de um modelo integrado de desenvolvimento turístico para os municípios desta região.
Já todos perceberam que nenhum concelho poderá promover-se, enquanto destino, de forma isolada. É preciso concertar esforços e criar massa crítica para apresentar um produto de grande qualidade, que possa competir com outros destinos que se assumem no país.
Que a Sertã e os municípios vizinhos estão mal promovidos a nível turístico é um facto indesmentível. Não querer ver isso é tapar o sol com a peneira.
É necessário que não deixemos escapar mais esta oportunidade, para que não tenhamos que adiar aquilo que será uma das nossas principais ‘indústrias’ de futuro.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O novo roteiro turístico

Chama-se «Oásis da Beira» e é o novo roteiro turístico que dá a conhecer as potencialidades das freguesias de Cernache do Bonjardim, Castelo, Cumeada, Nesperal e Palhais.
Segundo o jornal «A Comarca da Sertã», a publicação elenca os principais locais a visitar em cada uma destas freguesias e revela alguns factos curiosos e históricos.
Esta iniciativa foi já aplaudida por várias pessoas e mereceu mesmo um voto de felicitações em recente Assembleia Municipal.
O presidente da Câmara da Sertã, José Paulo Farinha, aproveitou mesmo a oportunidade para exortar outras freguesias a seguir o exemplo. Além disso, deixou no ar o desejo da própria autarquia lançar um documento do género, englobando todas as freguesias. Ou seja, um verdadeiro roteiro turístico do concelho.
A questão que se coloca é porque é que a autarquia ainda não o fez? E, como é óbvio, não estou a falar da informação descartável que vem sendo distribuída, há algumas décadas, com sugestões de visita a locais de interesse do concelho.
O que a Câmara de Castelo Branco fez recentemente, com o lançamento do guia «Albiback», é um bom exemplo. São 200 páginas de informação e onde os turistas e visitantes poderão tomar contacto com as potencialidades do concelho. Não defendo uma obra do género para a Sertã (o investimento seria incomportável), mas penso que devemos aprender com o que de bom se faz nos outros lados. A sugestão aqui fica.