terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mostra Santo Condestável na sua quinta edição

É já no próximo dia 2 de Setembro que tem início a quinta edição da Mostra Santo Condestável. A iniciativa, que terá lugar no Pavilhão Desportivo de Cernache do Bonjardim, decorre até ao dia 4 de Setembro (domingo) e tem como tema principal a agricultura.
Segundo a Junta de Freguesia de Cernache (promotora do evento), “esta quinta edição tem como tema a Agricultura, pois somos uma freguesia que no passado tinha a agricultura como principal sustentáculo da população, por isso apresentaremos um programa de orçamento reduzido, mas com muita qualidade. Não podemos brincar com o dinheiro dos outros e na crise que nos assola, há que ter os pés assentes na terra”.
A Mostra Santo Condestável terá início no dia 2 (sexta-feira) com um workshop subordinado ao tema «Agricultura e o Futuro», ministrado pelo professor Pedro Lynce, a partir das 17h30m. Às 21 horas serão entregues os prémios aos melhores alunos finalistas da freguesia, seguindo-se a actuação dos acordeonistas Patrick e Daniel (22h) e dos Popxula (22h30m).
No segundo dia do certame teremos, pelas 21 horas, a actuação do Rancho Folclórico e Etnográfico de Cernache do Bonjardim, que será secundado pelas Dance Clube e pela Orquestra Nort Music.
Por fim, no 4 de Setembro, o grupo de tambores de Casal da Madalena abre as festividades pelas 15h30m, seguindo-se as prestações de Fábio Bastinho, do Grupo de Música Popular de Cernache, do Rancho do Clube Bonjardim e do grupo Ventos da Líria, que encerrará a noite.
Durante os três dias deste evento terão igualmente lugar outras actividades, nomeadamente a 2.ª edição da corrida de carrinhos de rolamentos (dia 3 – 19h), organizado pelo Clube Roda Livre, o torneio de sueca da responsabilidade do Vitória de Sernache (dia 3), a missa campal em honra de S. Nuno de Santa Maria (dia 4 – 11h30m) e o Trial Santo Condestável.


Aqui fica a sugestão para o fim-de-semana.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A chegada da Volta a Portugal à Sertã

Com a devida vénia à RTP, recordamos aqui os últimos metros da nona etapa da Volta a Portugal, que teve o seu epílogo na Sertã.



domingo, 14 de agosto de 2011

Volta a Portugal na Sertã: Uma jornada de promoção ao concelho

Quando a Sertã recebeu, pela primeira vez, uma chegada da Volta a Portugal, a 19 de Agosto de 1976, o jornalista do jornal «Record» escrevia: “Ruas completamente lotadas. Arcos coloridos e alegóricos no enfeite das mesmas. Uma recepção impecável, em todos os aspectos de organização”. Passados 35 anos, as palavras do cronista desportivo continuam actuais, tal foi a emoção e alegria que se viveu pelas zonas do concelho que assistiram aos últimos quilómetros da nona etapa da Volta a Portugal. O norte-americano Jacob Rathe (Chipotle - Development Team) foi o vencedor da tirada, que confirmou Ricardo Mestre (Tavira Prio) como o mais que provável vencedor da edição 2011 desta prova velocipédica.

A festa na vila da Sertã começou ainda antes de os ciclistas cruzarem a meta instalada na Rua de Proença-a-Nova. Pelas 14 horas, a RTP dedicou o programa «Há Volta» ao concelho, fazendo desfilar, durante quase duas horas, o que de melhor tem a Sertã. As colectividades estiveram em destaque, o mesmo sucedendo com a gastronomia, usos e costumes do nosso município. Referência também para a actuação dos músicos sertaginenses Miguel Calhaz e Marco Figueiredo, da Filarmónica União Sertaginense, dos dois ranchos da vila de Cernache do Bonjardim ou do Grupo Coral do Sertanense. Uma verdadeira jornada de promoção do concelho que ficará na memória de todos e que dignificou a Sertã.

Quanto à etapa, propriamente dita, Jacob Rathe foi o primeiro a cortar a linha de chegada, seguido do espanhol Diego Milan (Caja Rural), do italiano Davide Ricci (Farnese Vini), do espanhol Raul Alarcon (Barbot-Efapel) e do italiano Matteo Rabottini (Farnese Vini).

A culminar a festa, o antigo ciclista Marco Chagas foi homenageado. Recorde-se que foi na Sertã, mais precisamente na etapa de 1976, que Marco Chagas conquistou a primeira vitória da sua carreira.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Património esquecido: Capela de São Francisco (Marinha de Santo António – Sertã)


O médico Ângelo Henriques Vidigal era um homem devoto e cheio de sonhos. Há anos que projectava construir uma pequena capela, na sua propriedade, situada na Marinha de Santo António, nos arredores da vila da Sertã.

O desejo foi cumprido em 1952, quando em pleno mês de Julho Frei Jerónimo do Souto procedeu à bênção da capela de São Francisco – a invocação era uma homenagem à memória do seu padrinho Pe. Francisco dos Santos e Silva). A cerimónia foi descrita pelo jornal A Comarca da Sertã como “impressionante” e recheada de “grande pompa”.
O povo aderiu em massa e à bênção não faltaram as principais individualidades da época, não fosse Ângelo Henriques Vidigal uma das figuras mais estimadas do concelho. A festa contou também com a presença de três filarmónicas (Sertã, Pedrógão Pequeno e Carril).
No interior da pequena capela, foram colocadas as imagens de São Francisco, São José e São Joaquim.
Como é possível observar pelas imagens, hoje restam apenas as paredes deste pequeno templo, cuja propriedade entretanto passou de mãos.
 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Memórias: Capela de São Sebastião



As nossas Memórias são hoje dedicadas à Capela de São Sebastião. Não que o templo tenha desaparecido, mas sim porque a oportunidade se nos afigura como a ideal para trazer à estampa esta foto, da autoria de Olímpio Craveiro.
Sobre a história da Capela de São Sebastião pouco se conhece. Uma recolha rápida de informações permite-nos concluir que, no lugar onde hoje se encontra este templo, existiu uma ermida, onde se veneravam as imagens de Santa Iria e São Crispim. Foi também neste local, mais precisamente numas pequenas casas aqui existentes, que residiram os frades fundadores do Convento de Santo António, Frei Hierónimo de Jesus (natural de Viana do Castelo) e Frei Cristóvão de S. Joseph (natural da Sertã). Aliás, o primeiro destes chegou a ser sepultado nesta ermida, tendo sido mais tarde (1650) transladado para o Convento.
A capela terá sido construída no século XVIII, restando desses primeiros tempos apenas umas pinturas quase imperceptíveis no arco-mestre. Ao longo dos anos, as várias intervenções que sofreu descaracterizaram bastante o interior deste templo religioso, situado junto à zona da Carvalha.

Povoações: Serra do Pinheiro (freguesia da Sertã)

O nome original deve-o a um dos seus habitantes mais ilustres, apesar de hoje todos conhecerem a povoação por Serra do Pinheiro. Mas em tempos mais recuados, a designação deste lugar era outra, mais precisamente Serra de Pedro Nunes.
De Pedro Nunes pouco ou nada se sabe, além de que foi um proprietário bastante abastado e que viu o seu filho (João Nunes) casar em Cernache do Bonjardim, no dia 25 de Setembro de 1580, com Catarina Colaço.
Quando por aqui morou, a povoação chamava-se apenas Serra, sendo de crer que os seus limites abarcavam também o território vizinho, hoje conhecido por Serra de São Domingos. Foi já depois da morte de Pedro Nunes e em sua homenagem que o lugar passou a ser conhecido por Serra de Pedro Nunes.
Segundo as Inquirições mandadas fazer pelo rei D. Manuel I, em 1527, a Serra de Pedro Nunes possuía nessa altura apenas cinco fogos, um número que passou para o dobro (11) em 1730, altura em que se fizeram novas inquirições régias.
A povoação fazia parte da Capelania de São Domingos, juntamente com os lugares de Amioso, Cimo da Ribeira, Verdelhos, Picoto e Picotinho, Serra de São Domingos, Herdade, Passaria (antigamente conhecida por Aldeia de Maria Vicente) e Venestal. Refira-se que a criação desta capelania remonta aos finais do século XVIII, altura em que, devido à grande extensão da freguesia da Sertã, o Grão Priorado da Sertã decidiu criar esta e outras capelanias para melhor atender às necessidades litúrgicas e espirituais dos fiéis. Cada capelania tinha uma capela, onde era servido um capelão dizer missa aos domingos e dias santos. O primeiro capelão da Capelania de São Domingos foi João Nunes.
A agricultura e, mais tarde, a exploração florestal eram as principais fontes de subsistência dos habitantes da Serra de Pedro Nunes, que em 1911 ultrapassavam já a centena de indivíduos, espalhados por 23 fogos.
Não se sabe quando é que o nome actual (Serra do Pinheiro) começou a ser utilizado mas alguns documentos dos finais do século XVIII já veiculam esta nova designação.
Hoje, a Serra do Pinheiro continua a contar com um número bastante assinalável de habitantes, apesar de alguns se terem ausentado para o estrangeiro ou para a cidade de Lisboa.

Fontes: Casa do Infantado (Maço 120); Certã Ennobrecida (Manso de Lima); Antiguidades, Famílias e Varões de Sernache do Bonjardim (Cândido Teixeira); Cadastro da População do Reyno; A Sertã e o seu Concelho (António Lourenço Farinha)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sertã continua a perder população

Os dados preliminares dos Censos 2011 vieram confirmar o que já há muito se especulava. O concelho da Sertã voltou a perder população nos últimos dez anos, um cenário que se mantém ininterruptamente desde 1960, altura em que o número de habitantes chegou aos 27.997.
Olhando para os números agora revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), temos que a Sertã regista, em 2011, uma população residente de 15.927 indivíduos, um valor abaixo do verificado em 2001 (16.720 habitantes), ano que foi efectuado o último Censos. Quer isto dizer que nos últimos dez anos, a Sertã perdeu 4,74 por cento da sua população, um valor que, ainda assim, fica abaixo da queda verificada entre 1991 e 2001 (8,1 por cento).
No conjunto da Zona do Pinhal, apenas Vila de Rei não perdeu habitantes na última década (variação positiva de 2,83 por cento), enquanto Proença-a-Nova (-14,02 por cento) e Oleiros (-14,60 por cento) sofreram quedas bastante acentuadas entre a sua população residente. No distrito de Castelo Branco, além de Vila de Rei, apenas o município da capital de distrito não perdeu gente (aumento de 0,58 por cento), sendo que os restantes viram a sua demografia baixar consideravelmente, como sucedeu, por exemplo, com Idanha-a-Nova (-17,69 por cento).
Posto isto, e voltando à Sertã, urge analisar estes números de forma fria e objectiva. Claro que os discursos políticos dos últimos dias nos disseram que a situação é um reflexo do fosso, cada vez maior, existente entre o Interior e o Litoral, de várias decisões erradas dos nossos governantes (encerramento de escolas, centros de saúde e de outros serviços públicos), do desinvestimento numa larga faixa do nosso território e da dificuldade em fixar populações no Interior.
Tudo isto é verdade, mas tudo isto é também reflexo de alguma acomodação. Por exemplo, no caso da Sertã, é triste verificar que ao longo dos últimos 30 anos, poucas vezes o problema do despovoamento foi discutido de forma aberta e frontal, de modo a tentar identificar as causas e apontar as soluções. Porque se o problema é difícil de inverter, pelo menos o desígnio deveria ser o de manter a população que ainda hoje por aqui reside.
Uma iniciativa bastante salutar teve lugar em 2008, quando foi apresentado o estudo «Dinâmicas Populacionais e Projecções Demográficas da Sertã», que analisava o passado e o futuro da nossa população. Além de ficarmos a saber que a Sertã tinha perdido 42 por cento da sua população, nos últimos 50 anos, era-nos revelado que o concelho poderia perder, nos 25 anos seguintes, mais 11 por cento dos seus habitantes. Para já, perdemos 4,74 por cento, não sendo despiciente pensar que estamos no ‘bom caminho’ para perder ainda mais gente.
Com estes dados em cima da mesa, não podemos ficar de braços cruzados. O debate tem que ser sério e não marcado por agendas políticas, sempre dúbias e que poucas vezes obedecem aos interesses da nossa região.
Começa a ser tempo de os nossos representantes olharem de frente para o problema e não o arrumarem ‘debaixo do tapete’. E este debate já devia ter começado há 30 anos!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Maranho e Bucho em destaque no Festival de Gastronomia

O «Festival de Gastronomia: Maranho e Bucho» tem início no próximo dia 8 de Julho e decorre até 10 do mesmo mês. O certame realiza-se na Alameda da Carvalha, na Sertã, e conta com várias iniciativas ao longo dos três dias.
Este festival pretende “contribuir de forma sólida e consistente para a divulgação de um importante recurso sócio-económico da região que é a nossa gastronomia tradicional”, sublinhou José Farinha Nunes, presidente da Câmara da Sertã, que acrescentou: “O Maranho e o Bucho são produtos que importa defender e divulgar, dando-lhes visibilidade e permitindo que a sua fama atravesse as fronteiras da nossa região”.

O evento tem início na sexta-feira, 8 de Julho, com um workshop, subordinado ao tema «Gastronomia Vector Estratégico para o Turismo», que contará com as presenças de Daniela Araújo, Doutorada em Ciências Sociais pela UTAD e antropóloga no Museu de Arte Popular em Lisboa, Jorge Santos, professor na Escola Tecnológica e Profissional da Sertã, Pedro Martins Araújo, Chefe Executivo do Grupo AXIS, e Joel Hasse Ferreira, professor do Instituto Superior de Ciências da Administração (Grupo Lusófona).

O programa do primeiro dia continua depois com as actuações dos Tambores de Casal da Madalena (17h30m), do grupo Vira Milho (21h) e dos Trilhos (22h30m).

Para sábado, está agendada uma “representação viva das tradições do concelho” (16h), com a confecção de Medronho em alambique tradicional e de pão em forno tradicional, além da recriação da Malha do Centeio. Pelas 18 horas, terá lugar um concerto do Grupo Instrumental do CCD da Câmara Municipal da Sertã, e três horas depois avança o encontro de folclore, com as presenças do Rancho Folclórico e Etnográfico de Cernache do Bonjardim, Rancho Folclórico de Penacova, Rancho Folclórico de Pedrogão Pequeno, Rancho Típico de Pombal, Rancho Folclórico do Clube Bonjardim e Rancho Folclórico da Varziela. A fechar a noite (23h), sobem ao palco os Popxula.

No domingo, o programa abre com o Torneio de Sueca Inter-Associações (9h) e com a arruada de Filarmónicas (Filarmónica União Sertaginense, Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense, Sociedade Filarmónica União Maçaense e Sociedade Filarmónica Oleirense) pelas 10 horas. Às 15 horas terá lugar um Encontro de Concertinas (Grupo Seca Adegas, Os Amigos da Concertina de Proença-a-Nova, Grupo de Concertinas da Casa do Benfica de Vila do Rei, Grupo de Concertinas da Conceição, Grupo de Música Popular de Cernache do Bonjardim e José Cláudio & Catarina Brilha).

Na noite de domingo actua a banda Cosmos (21h) e o artista Zézé Fernandes (22h30m).
Ainda durante o «Festival de Gastronomia: Maranho e Bucho» estará patente ao público uma exposição fotográfica, que dará a conhecer os diversos passos da «Confecção do Maranho».

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fotógrafos sertaginenses expõem em Lisboa

Os artistas sertaginenses continuam a dar cartas um pouco por todo o país. Depois da excelente vitória alcançada pelos músicos Miguel Calhaz e Marco Figueiredo, no festival «Cantar Abril», que decorreu em Almada (http://www.youtube.com/watch?v=v2rvj9-dNa0&feature=related), agora é a vez dos fotógrafos Ângelo Lucas e Humberto Sarmento darem a conhecer uma parte das suas obras nas ruas de Lisboa.
Os dois fotógrafos participam na iniciativa «Lisboa 2011 – A Maior Exposição Fotográfica do Mundo», que se propõe mostrar “exposições de fotógrafos nacionais, internacionais ou mesmo prémios internacionais de fotografia”. A ideia é transformar a cidade alfacinha “numa imensa galeria da arte de fotografar”, sintetizou Aurora Diogo, da organização.
Ângelo Lucas ocupa dois espaços diferentes da cidade de Lisboa. No Casino de Lisboa, apresentou a exposição «áDeriva», que segundo as palavras do próprio, publicadas no website da organização, “não pretende ser um todo homogéneo de imagens. Não conta nenhuma história e não serve nenhum objectivo especifico em conjunto, a não ser talvez o de ser vista e quem sabe, apreciada, foto a foto. Cada imagem nela, é um objecto individual, autónomo, um momento, uma situação, um sítio, uma coisa ou até coisa nenhuma...no fundo àDeriva”.
Quanto à segunda exposição, patente nas arcadas Nascente do Terreiro do Paço, o fotojornalista dá uma visão muito própria do Líbano. A exposição, intitulada «Todos os mundos cabem ali», mereceu as seguintes reflexões de Ângelo Lucas: “O Líbano está ao lado de Israel onde também fica a Palestina. Israel e o Líbano estão há muitos anos num estado de guerra latente, que de vez em quando degenera em conflitos violentos, palestinianos e israelitas disputam desde sempre as mesmas terras e também muitas vezes se chocam violentamente”.
Já Humberto Sarmento teve oportunidade de mostrar a sua exposição «O Douro», no interior da Estação de Santa Apolónia. “Falar do Douro, não é apenas falar de um rio ou de uma região. É muito mais do que isso... é falar de toda a sua história e das suas gentes, que o tornam tão especial. Conhecer o Douro não é apenas visitar a região, é partir numa viagem à descoberta de um lugar único, com uma história, cultura e pessoas únicas”, escreveu o fotógrafo sertaginense no website.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sertã volta a receber final de etapa da Volta a Portugal

A Sertã vai ser novamente palco de uma chegada da Volta a Portugal em bicicleta. A primeira, e única vez, em que isso sucedeu foi em 1976, ou seja, há precisamente 35 anos. O concelho sertaginense receberá, no dia 14 de Agosto (domingo), a penúltima etapa da volta deste ano. A etapa terá partida da Covilhã, não se conhecendo ainda o percurso final, nem quais os locais por onde circularão os corredores.
A Volta a Portugal de 2011 terá 10 etapas, a que se somará o prólogo inicial a disputar, no dia 4 de Agosto, pelas ruas da cidade de Fafe. A etapa que termina na Sertã será antecedida pela ‘tirada rainha’ da prova, precisamente a que tem o seu epílogo na Torre (Serra da Estrela).
Mas recuemos no tempo até 19 de Agosto de 1976 (quinta-feira), o dia em que a Sertã se vestiu de gala para receber, pela primeira vez, uma chegada da Volta a Portugal em bicicleta. A mais longa etapa desse ano ligou Évora à Sertã, numa distância de 185 quilómetros. No final, e perante um enorme banho de gente, Marco Chagas (da equipa Costa do Sol) venceu a tirada, deixando atrás de si Firmino Bernardino (Benfica) e Manuel Silva (FC Porto). Os ‘históricos’ Venceslau Fernandes (Sangalhos) e Joaquim Andrade (Safina) ficaram nas posições seguintes.
O sucesso da chegada da Volta à Sertã foi assinalado pelos principais jornais da época. O jornal «A Bola» escreveu: “Foi impecável a organização da Sertã (…). Uma comissão, da qual faziam parte, entre outros entusiastas, Fiel Farinha, ex-presidente da FPC, Ângelo Farinha, Raul Rodrigues, Amâncio Carvalho e José Maria, conseguiu organizar uma chegada de excelente nível”.
Por sua vez, no jornal «Record» podia ler-se: “Não queremos deixar de fazer uma especial referência à forma como a volta foi recebida na vila da Sertã (…). Ruas completamente lotadas [a linha de meta estava instalada na avenida Gonçalo Rodrigues Caldeira]. Arcos coloridos e alegóricos no enfeite das mesmas. Foguetes a estrelejarem no ar. Uma recepção impecável, em todos os aspectos de organização, quer aos ciclistas quer a toda a caravana”.
No dia seguinte (20 de Agosto de 1976) a Sertã assistiu à partida da etapa que haveria de ter o seu término na Mealhada. O vencedor foi Manuel Caetanita, do Almodôvar. Quanto ao ciclista que triunfou na Volta de 1976, o seu nome foi Firmino Bernardino (Benfica).