quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Memórias: Ponte nova da Carvalha


Na altura, a ponte tinha o nome de nova, mas hoje já não se pode dizer que o seja, apesar de manter toda a beleza que sempre a caracterizou. Está situada na zona da Carvalha e continua a ser uma das mais movimentadas da vila.
Mais um pedaço de história da nossa vila, que vai perdurando ao tempo.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A Esquina da Sertã no Recife


Esquina da Sertã. Este é um nome que poderá não dizer nada à maioria, mas o que é certo é que se alguma vez passaram pela cidade do Recife sabem do que estou a falar.
Desde os idos do século passado, que a cidade do Recife foi o destino preferido de muitos dos emigrantes oriundos do nosso concelho, que procuravam a sua sorte no Brasil. A sua presença era notada por todos e a importância que muitos assumiram ainda hoje é lembrada pelas forças vivas da cidade.
Como qualquer sertaginense que se preze, é sempre imperioso deixar a sua marca e, no caso, do Recife, essa marca chama-se Esquina da Sertã, um local baptizado pelos nossos conterrâneos e a quem o tempo deu validade.
Para nos ajudar a compreender um pouco melhor o que era a Esquina da Sertã, recorri a um artigo publicado no jornal «A Comarca da Sertã», de 30 de Setembro de 1966: “Foi assim que durante longos anos, enquanto fervilhavam política e partidos, havia no Recife um ponto que era paragem obrigatória a quantos discutiam política. Era a «esquina da Sertã», a qual era invocada assiduamente na imprensa, rádio e nos comentários do povo. À noite ali se reuniam grupinhos para discutirem os seus eleitos. Enfim, em tempo de eleições só se ouvia dizer: Esquina da Sertã para cá, Esquina da Sertã para lá, e assim ficou notória. No entanto, muitos pronunciavam esse nome sem saberem que o mesmo evocava um povo do velho mundo e de tradições antiquíssimas”.
Hoje, pelo que consegui apurar, a Esquina da Sertã não passa de uma memória... bem presente entre os habitantes da cidade do Recife.
Foto: Um bairro do Recife na década de 1940

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Jornais antigos: Família Paroquial de Várzea dos Cavaleiros


O número de estreia foi publicado no primeiro dia de 1956. O jornal de inspiração cristã «Família Paroquial de Várzea dos Cavaleiros» era dirigido e editado pelo Padre Manuel da Cruz Nunes de Matos.
Apesar do seu cunho marcadamente cristão, este jornal dava conta de várias notícias da freguesia e arredores, tendo publicando alguns folhetins literários e artigos reflexivos, que abordavam os mais diversos temas.
Não se sabe ao certo quando deixou de existir, mas é possível afirmar que teve, pelo menos, 53 edições.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Candidatos do PSD à Câmara da Sertã perfilam-se


Eu já estava a estranhar que as notícias sobre as eleições autárquicas do próximo ano ainda não tivessem começado a circular pela comunicação social. Mas a espera terminou no final do passado mês, quando o jornal on-line Pinhal Digital (uma excelente fonte de informação sobre a Zona do Pinhal), revelou que José Farinha Nunes poderia ser o próximo candidato do PSD à Câmara da Sertã.
A escolha baseava-se numa decisão emanada de uma votação na concelhia do PSD, onde num universo de 50 votantes, José Nunes teria somado 38 votos. Além do antigo presidente da Assembleia Municipal da Sertã, os nomes de Joaquim Patrício, Paulo Luís e Fernando Pereira mereceram a concordância dos presentes.
O mesmo jornal cita uma fonte do PSD sertaginense para revelar que está também em preparação uma coligação com o CDS/PP para concorrer à autarquia.
No final da passada semana, Fernando Pereira, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, desmentiu, em entrevista à Rádio Condestável, estas notícias, sublinhando que “neste momento não há candidato nem coligação” à autarquia da Sertã.“O PSD tem muita gente que quer ser candidato mas só vai haver oficialmente candidato no dia 10 de Janeiro, dia da festa anual da concelhia”, afirmou o mesmo político.
Sobre o nome de José Nunes para a presidência da Câmara, Fernando Pereira foi lacónico: “É um nome de muito prestígio que nós consideramos seriamente, mas é um entre mais nomes a considerar”.
A menos de um ano das eleições, como diria o treinador do Sertanense, Eduardo Húngaro, “o chão vai começar a tremer” ali para os lados da sede social-democrata.

Viagem à Sertã para ‘educar’ agentes turísticos

A ideia é excelente e merece o nosso aplauso. O operador turístico Soltrópico vai promover este fim-de-semana uma viagem educacional a Pedrógão Pequeno, no concelho da Sertã, em colaboração com o Hotel da Montanha, a unidade de quatro estrelas em que o grupo de agentes ficará alojado. Segundo a publicação Turisver, “as actividades têm início na noite de sexta-feira, 7 de Novembro, com um ‘welcome-drink’ no Bar da Montanha. No dia seguinte, pela manhã, visita à Sertã, com almoço incluído, cortesia da Câmara Municipal e do Grupo Santos e Marçal. Durante a tarde haverá várias actividades ao ar livre, promovidos pela empresa ‘Trilhos do Zêzere’, de turismo activo. Visita ao hotel e jantar regional no restaurante ‘Sabores da Montanha’ complementam um dia que não termina sem uma incursão à discoteca ‘Twins’, em Pedrógão Grande”.
Esta iniciativa vai permitir a sensibilização de diversos agentes turísticos para as potencialidades do nosso e dos concelhos vizinhos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Centro de Saúde e Palácio de Justiça abrangidos pelo PIDDAC

A remodelação do Centro de Saúde e a reparação do Palácio de Justiça são as principais obras, que serão alvo de financiamento, por parte do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC). A verba total a atribuir ao nosso concelho, e que inclui ainda o Centro de Emprego da Sertã, ascende a 414.600 euros.
Segundo revela a proposta de PIDDAC, integrada no Orçamento de Estado para 2009, a intervenção no Centro de Saúde deverá ficar concluída em 2010, ao passo que, no caso do Palácio de Justiça, o fim da obra está previsto para o próximo ano.

Resta agora saber se os prazos serão cumpridos, até porque quanto ao Centro de Saúde, o tempo começa a escassear e a intervenção é deveras urgente.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Memórias: Rua do Vale


É uma imagem verdadeiramente impressionante e que para os mais novos não deixa de provocar uma profunda sensação de espanto. Imaginar uma ‘rua do Vale’ diferente daquela que conheci nos meus tempos de mocidade é um verdadeiro desafio e esta foto foi providencial nesta tarefa.
Uma autêntica viagem ao passado de uma das ruas mais míticas da vila da Sertã. Palavras para quê?
Foto: Olímpio Craveiro

Povoações: Vale do Laço (Troviscal)


A nossa viagem pelas aldeias do concelho leva-nos hoje até ao Vale do Laço, na freguesia do Troviscal. Os relatos mais antigos parecem indiciar que a primeira casa na aldeia terá sido construída algures no Século XVIII – uma consulta mais atenta ao livro «A Sertã e o seu Concelho», do Pe. António Lourenço Farinha, dá-nos conta de que em 1730 existia um fogo nesta povoação.
No entanto, o livro lançado em Julho de 2007, «Vale do Laço: Passado, presente e futuro», da autoria de Teotónio Rodrigues Farinha, (obra a não perder), revela que a povoação “teve início nas primeiras décadas do século XIX, com três raparigas oriundas das Sardeiras, que posteriormente casaram, tendo os seus descendentes dado origem ao aumento da natalidade”.
Este crescimento está bem documentado nas estatísticas oficiais, que indicam que em 1911, a aldeia possuía 22 fogos, pelo que podemos inferir a existência de 22 famílias na zona.
Nos anos seguintes, o crescimento da população não parou e prova disso mesmo é que a escola primária, construída no princípio da década de 1950, “chegou a ser frequentada por aproximadamente 50 alunos”, constata Teotónio Rodrigues Farinha na sua obra.
Para sabermos mais sobre os meios de subsistência das suas gentes, nos primeiros anos, voltamos a recorrer ao livro sobre a aldeia: “A população do Vale do Laço dedicava-se essencialmente à agricultura de subsistência. Atendendo às características do terreno semeavam, principalmente, o centeio e o milho, cujos grãos depois de moídos em conjunto, em moinhos movidos a água, eram transformados em farinha”. Nas primeiras décadas do século XX, o fabrico de carvão (extraído da raíz da urze) também ganhou alguma notoriedade, o mesmo sucedendo com a exploração do pinhal.
As habitações eram construídas em xisto e o dinheiro era um bem escasso.
Um dos grandes ‘tesouros’ da localidade é a capela, construída na década de 1970 em honra de N.ª Senhora dos Bons Caminhos e de São José.
De destacar também a constituição, a 29 de Junho de 1999, do Centro Social, Recreativo e Cultural de Vale do Laço que desempenha hoje um papel fundamental na dinamização da localidade e na preservação de usos e costumes das suas gentes.
O Vale do Laço, que só viu a electricidade chegar às suas casas em 1985 e a água canalizada em 1999, possui actualmente uma população de cerca de 80 habitantes.
Fontes: «A Sertã e o seu Concelho», do Pe. António Lourenço Farinha, «Vale do Laço: Passado, presente e futuro», de Teotónio Rodrigues Farinha, e vários relatos de locais
Foto: «Vale do Laço: Passado, presente e futuro», de Teotónio Rodrigues Farinha

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sertã a preto e branco: Memórias de 1974


No dia em que se comemoravam os 495 anos da atribuição do foral à vila da Sertã (20 de Outubro), a Câmara Municipal teve a feliz ideia de apresentar o livro «Sertã a preto e branco: Memórias de 1974».
Trata-se da obra que “reúne uma recolha fotográfica realizada na Sertã pouco depois do 25 de Abril de 1974, documentando locais de trabalho e de lazer, actividades do dia-a-dia na vila e pontos de encontro”, pode ler-se num comunicado divulgado na página de Internet da autarquia.
O livro, da autoria de Joaquim Simões, Pedro Calapez e João Farinha, recupera as fotos que estiveram patentes ao público em Agosto de 1974, no miradouro do castelo da vila, numa exposição intitulada “Sertã a Preto e Branco”.
Um livro a não perder para todos os que gostam de recordar a ‘velha’ Sertã.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sertanense com grande exibição diante do FC Porto


Os jornais foram unânimes e até o próprio treinador do FC Porto reconheceu a grande exibição do Sertanense diante dos campeões nacionais, no último Sábado, em jogo a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal.
Quando Cosme Machado apitou para o início da partida às 16 horas, poucos estavam longe de imaginar que o Sertanense dominaria a primeira parte do encontro e disporia das melhores oportunidades de golo, com Nuno a responder com excelentes defesas, tendo ficado na retina a grande ‘parada’ do guardião portista ao remate de Bruno Xavier, aos 41 minutos. Já antes, Joca e Baba haviam desperdiçado boas oportunidades de golo.
No “minuto-a-minuto” do jornal Record, podia ler-se a meio da primeira parte que “o jogo está equilibrado, com o Sertanense moralizado e a trocar bem a bola, não deixando o FC Porto jogar no seu meio-campo defensivo”.
O primeiro golo dos ‘Dragões’ surgiu contra a corrente de jogo e em cima do final da primeira parte. Tarik de cabeça abriu o activo.
Na segunda parte, o Sertanense voltou a entrar melhor, desperdiçando três boas ocasiões para marcar (Baba remata de cabeça sobre a barra; Pedro Miguel cabeceia para mais uma grande defesa de Nuno e Marco Farinha remata rasteiro e ao lado).
Mais uma vez e quando nada o fazia prever, o FC Porto aumentou a vantagem, por intermédio de Farias a concluir uma excelente jogada de Tarik.
Aos 74 minutos, o árbitro não viu uma falta de Bolatti sobre um jogador do Sertanense e na sequência do lance Hulk serviu Farias para o terceiro golo dos portistas. Três minutos depois, lance infeliz de Diego Campos que colocou a bola dentro da baliza de Fábio, fazendo o quarto golo dos portistas.
Apesar do resultado dilatado, é preciso dar os parabéns à equipa do Sertanense pela grande exibição realizada e por, em determinados momentos do encontro, nomeadamente na primeira parte, ter encostado o FC Porto ‘às cordas’. E se a sorte estivesse do lado dos homens da Sertã, nalgumas das ocasiões desperdiçadas, quem sabe se hoje não estaríamos aqui a falar de outra coisa.

Para a história, aqui fica a equipa, orientada por Eduardo Húngaro, que defrontou o FC Porto nesta eliminatória: Fábio; Salgueiro (Diego Campos, na segunda parte), Américo, Pedro Miguel e Marco Farinha; Leandro, Joca e Bruno Xavier; Filipe Avelar (Fernandinho, na segunda parte), Baba e Tiago (Anderson, na segunda parte). Os suplentes não utilizados foram Artur, Santana Maia, Igor Luís e Hugo Lopes.
Foto: Agência Lusa