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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Olhar mais a sério para a recente onda de assaltos no concelho

A recente onda de assaltos registada na Sertã voltou a colocar na ordem do dia a questão da segurança. Apesar de não queremos ser alarmistas, talvez fosse bom que o assunto merecesse uma maior reflexão das entidades competentes, ainda para mais num momento em que é reconhecido que existe falta de efectivos policiais no concelho.
O tema subiu a uma das últimas sessões da Assembleia Municipal, a propósito da falta de efectivos no posto da GNR em Cernache e ao seu horário de funcionamento. Na altura, foi apresentada uma Moção à Assembleia, assinada pelos presidentes de Junta de Cernache, Castelo, Cabeçudo, Nesperal e Palhais “a favor do reforço dos meios humanos e materiais, bem como a abertura regular durante as 24 horas do dia daquele posto”. Alguns deputados da oposição juntaram-se aos protestos e estenderam a preocupação ao resto do concelho.
O presidente da Câmara da Sertã, José Nunes, anunciou na mesma assembleia que a edilidade estava atenta a esta situação e que já havia alertado as autoridades para o que estava a suceder.

Não sabemos qual foi a resposta das autoridades, nem se a reunião com a GNR da Sertã aventada na altura, chegou a realizar-se, agora o que sabemos é que importa olhar mais a sério para o problema e tentar transmitir algum sentimento de segurança às populações, até porque não é normal registarem-se cinco assaltos numa só noite na vila da Sertã.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Posto Territorial da GNR de Cernache com chamadas reencaminhadas para a Sertã depois das 17h


A notícia é muito preocupante e reveladora da forma como algumas das nossas instituições tratam as populações. A Rádio Condestável deu conta, durante o dia de ontem, na sequência de uma nota sobre o assalto a uma bomba de gasolina, em Cernache do Bonjardim, que o atendimento no Posto Territorial da GNR daquela vila funciona apenas entre as 9 e as 17 horas, sendo que fora daquele horário de trabalho toda e qualquer solicitação está reencaminhada para o posto da Sertã.
Segundo a mesma estação de rádio, a situação já se arrasta há algum tempo e ninguém parece ter sido informado desta alteração no funcionamento do Posto Territorial da GNR.
Era importante que os responsáveis deste posto esclarecem-se rapidamente o que se está a passar, sob pena da situação ganhar contornos de alguma gravidade. E nem aqui vou falar na questão do horário…

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

População queixa-se da falta de efectivos para garantir a segurança

Os recentes assaltos a dois estabelecimentos comerciais da vila da Sertã voltaram a trazer para a ordem do dia as críticas da população relativamente à falta de efectivos de segurança no concelho.
A situação não é alarmante, mas as queixas da população não são de agora e a cada novo assalto tendem a subir de tom.
A falta de efectivos de segurança parece ser, contudo, um problema transversal a todo o país. Ainda recentemente, a Associação Socio-Profissional da Guarda (ASPIG) denunciava a falta de efectivos da GNR em vários distritos do país, sublinhando ser esta “uma situação desprestigiante” para o Estado português, que, diga-se, tem o dever de garantir a segurança dos cidadãos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Ministro diz que não vai encerrar postos da GNR


“Não. A resposta é não, eu não encerro postos da GNR”. Quem o diz é Rui Pereira, ministro da Administração Interna, quando confrontado por um autarca sobre o provável encerramento de 108 postos da GNR.
Uma interpretação rápida desta declaração poderá sossegar os habitantes de Cernache do Bonjardim e das povoações vizinhas. No entanto, depois do que aconteceu ontem, com o secretário de Estado do Ambiente, que conseguiu mudar três vezes de opinião no espaço de nove horas (aplicação de uma taxa aos sacos de plástico), a minha confiança já não será tão grande.
Após a notícia do Correio da Manhã, a dar conta da intenção da GNR de encerrar ou remodelar 108 postos desta corporação, vários elementos ligados ao Governo apressaram-se a desmentir a notícia. Primeiro foi a governadora civil de Castelo Branco a dizer que não era verdade e que o ministro da Administração Interna lhe garantira que isso não iria suceder. Depois foi o primeiro-ministro a negar que já houvesse alguma decisão nesse sentido e agora o ministro Rui Pereira parece querer sossegar os ânimos.
No meio de todos estes desmentidos, há algo que parece saltar à vista: Qual era afinal o objectivo do estudo encomendado pelo MAI à GNR? Nos últimos dias, vários leitores do blogue têm chamado a atenção para a possibilidade da brigada de trânsito vir a ocupar o posto da GNR de Cernache do Bonjardim. Não sei se é verdade, mas o que sei é que toda esta informação e desinformação, a que temos assistido nestes últimos dias, só complica mais as coisas. E mais perigoso do que a falta de informação é o excesso dessa mesma informação.