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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O eterno problema da saúde no concelho da Sertã

A par do desemprego, a saúde é hoje um dos principais problemas com que se depara o concelho da Sertã. As notícias divulgadas recentemente pela Rádio Condestável relativamente à ausência de médicos na Extensão de Saúde de Cernache do Bonjardim, durante uma parte do mês de Agosto, por motivo de férias dos três médicos que ali prestam serviço, é um exemplo do estado a que a saúde chegou no nosso concelho. E se a isto somarmos as condições em que funciona o Centro de Saúde da Sertã, então o cenário fica mais negro.
Mas, para já, concentremo-nos no ‘episódio’ ocorrido na freguesia de Cernache, onde as férias dos três médicos que aí dão consultas coincidiram numa das semanas do mês de Agosto, fazendo com que a Extensão de Saúde local ficasse reduzida a serviços mínimos – nem consultas se podiam marcar! Não está aqui em causa as férias dos médicos, que as merecem como todos os outros profissionais, mas antes o facto deste período de descanso ter coincidido para os três médicos. Será que o escalonamento das férias não poderia ser sido feito de maneira a evitar esta simultaneidade? Recorde-se aqui o sucedido, no ano transacto, na mesma Extensão de Saúde, onde por motivo de férias de uma funcionária, em Agosto, alguns dos utentes tiveram de deslocar-se de véspera a esta extensão para conseguir obter uma simples consulta.

Confrontado pela Rádio Condestável com o cenário ocorrido este ano, o director do Centro de Saúde da Sertã, António Silva, disse tratar-se de uma situação “normalíssima”, que não sucede pela primeira vez, notando ainda que um médico não pode dar consultas a pacientes de outro médico. Tudo isto pode ser verdade, mas também seria legítimo que os utentes desta e de outras zonas do concelho tivessem à disposição outro tipo de serviços de saúde, até porque na hora de pagar impostos o Estado é pouco sensível a qualquer tipo de faltas.

António Silva tem, contudo, razão quando mais à frente, na entrevista à Rádio Condestável, lamenta a falta de médicos no concelho e a impossibilidade de substituir os profissionais que vão de férias. Este é um triste fado do nosso país, que tarda em encontrar uma solução à altura para o problema. O Ministério da Saúde parece andar um pouco desatento, ou então o corte na despesa obriga a uma contenção notória na formação/contratação de novos médicos. Talvez a solução possa passar pela vinda de médicos estrangeiros para o nosso concelho, como sugeriu recentemente o presidente da Câmara, José Farinha Nunes. O exemplo já foi seguido por outros municípios, nomeadamente aqueles que fazem fronteira com Espanha.
Mas não é só em Cernache que os utentes têm razão de queixa. Na Sertã, o Centro de Saúde continua a ‘rebentar pelas costuras’ e o edifício é cada vez mais exíguo e precário para todas as necessidades que se impõem. A acrescentar a este cenário, há ainda as intermináveis filas de espera para obter uma consulta (é vergonhoso que num país civilizado seja preciso ir para a porta do Centro de Saúde de madrugada para conseguir uma consulta), a falta de médicos e de recursos. E já nem falo no serviço de internamento do Centro de Saúde da Sertã, que continua encerrado! Ainda assim, aqui fica uma palavra de apreço para os médicos, enfermeiros e funcionários administrativos do Centro de Saúde que, apesar de todas as limitações, lá vão tentando ‘aguentar o barco’.

Por tudo isto, seria importante encetar um debate sério e abrangente sobre uma matéria tão sensível como a saúde. Se a criação de uma comissão para análise do caso da saúde no concelho da Sertã, o que sucedeu em Abril passado, foi um primeiro passo, seria positivo que essa mesma comissão encabeçasse esta luta. Olhando para o seu ‘caderno de encargos’ é esse o seu propósito e esperamos que assim seja.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Novo centro de saúde para breve?

A notícia foi hoje divulgada pela Rádio Condestável, no seu website, e revela que “a Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco mostrou-se sensibilizada para a construção de um novo Centro de Saúde na Sertã e como tal, enviou à Câmara Municipal o programa funcional para o futuro centro”.
Segundo o que foi avançado por este órgão de comunicação social, “a sugestão da ULS abrange nove unidades funcionais”, designadamente uma unidade de cuidados de saúde personalizados, uma unidade de cuidados na comunidade e ainda uma unidade de saúde pública.

Este programa funcional servirá de base ao futuro projecto do centro de saúde, faltando saber qual o investimento a realizar e onde será construído.
Só fazemos votos para que os erros cometidos na construção do actual centro de saúde não se repitam, porque a sensação que temos hoje é que se andou a brincar com o dinheiro dos contribuintes e não se estudou a sério nem a localização do centro, nem tampouco as necessidades das populações do nosso concelho – como foi possível abrir as portas de uma estrutura que ao fim de alguns meses já não respondia às necessidades da população?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Consultas médicas e apontamentos avulsos sobre o Centro de Saúde da Sertã

Enquanto em Lisboa os responsáveis dos dois principais partidos políticos dão um triste espectáculo, mostrando que nem um nem outro merecem governar o que quer que seja, no concelho da Sertã assiste-se ao arrastar de um problema, que nos coloca bem próximo de uma realidade de terceiro mundo. Falo das consultas médicas ou das dificuldades encontradas na sua marcação.
O último capítulo deste episódio foi denunciado pela Rádio Condestável que, na sua edição on-line, dá conta de que a população da freguesia do Carvalhal “está a deslocar-se de véspera à extensão do Centro de Saúde da Sertã (CSS) na localidade para conseguir obter uma simples consulta”.
Este problema é justificado por António Silva, coordenador do CSS, com base no facto da funcionária daquela extensão estar de férias, uma situação que foi agravada pela mudança do “esquema que habitualmente estava estabelecido”, visto que “o médico mudou e depois de alguns dias também teve férias”.
Mas António Silva, citado pela Rádio Condestável, disse mais: “o que está estabelecido [nesta extensão de saúde] é que teremos, numa semana uma consulta e noutra duas consultas”, adiantando que “é o que o apropriado para aquele posto médico que tem 500 utentes”. “Esta situação não se vai repetir e foi uma coincidência por causa das férias”, sublinhou.
No entanto, este episódio é apenas a ponta de um icebergue que tem vindo a ganhar uma dimensão razoável. Por exemplo, no Centro de Saúde da Sertã, são várias as queixas dos utentes que são obrigados a deslocar-se para a porta do edifício às três e quatro da manhã para conseguirem uma consulta.
É um facto que as coisas têm vindo a melhorar nos últimos tempos, mercê de algumas alterações operadas na marcação de consultas, contudo as filas noite dentro, à porta do centro de saúde, mantém-se.
E já que falamos no centro de saúde da Sertã, o que irá realmente acontecer ao actual edifício? A pintura a que foi sujeito servirá para lhe dar cara nova por mais umas décadas? Vai ser construído um novo centro? Estará o Ministério da Saúde disposto (em tempo de vacas magras) a investir mais dinheiro num concelho que ainda há menos de duas décadas foi dotado de um centro de saúde “moderno e novinho em folha”? E para terminar, como é que será resolvido o problema da falta de médicos com que se debate actualmente o Centro de Saúde da Sertã?

terça-feira, 2 de março de 2010

Centro de saúde da Sertã: que solução?

Um manto de silêncio tem coberto este tema ao longo dos últimos meses. A solução definitiva para o centro de saúde da Sertã ainda está por conhecer, ou seja se a unidade será requalificada ou se será construído um novo equipamento de raiz.
O processo tem sido tudo menos pacífico. É unânime que desde a sua abertura, o edifício não reúne todas as condições para a prestação de um serviço de qualidade, tendo sido evidente ao longo dos anos a progressiva degradação do equipamento.
A solução mais consensual
entre a maioria passa pela construção de um novo edifício, uma ideia que não é partilhada pelo Governo, que no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para 2008 incluiu uma verba de 315 mil euros (240 mil financiados por fundos comunitários e os restantes 75 mil euros provenientes de receitas gerais) para a remodelação do equipamento.
A intenção não agradou particularmente às forças políticas do concelho, mas na edição de 24 de Abril de 2009 do jornal «A Comarca da Sertã», Henrique Brandão, director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Sul, dava conta de que as obras de remodelação e ampliação do centro de saúde iriam iniciar-se durante o mês de Junho, sendo que do actual edifício pouco ou nada ficaria. A unidade incluiria, além dos serviços tradicionais, o Serviço de Urgência Básica (SUB). Como é sabido, as obras não avançaram.
Com a chegada do período eleitoral, os diferentes partidos defenderam, nos seus programas eleitorais, a necessidade de construção de um novo edifício. A dúvida que ficou era se os partidos preconizavam a construção do novo edifício no lugar em que se encontra o actual ou se noutra zona da Sertã. Apenas o CDS-PP esclareceu esta dúvida, notando que o novo equipamento deveria ser edificado nas proximidades do quartel de bombeiros.
A última vez que ouvimos falar do assunto foi durante uma entrevista do novo presidente da Câmara, José Farinha Nunes, à Rádio Condestável, a propósito de não estar incluída qualquer verba no PIDDAC de 2010 para o concelho da Sertã. O autarca disse que o centro de saúde era uma das obras que gostaria de ter visto inscrita naquele programa de investimentos, mas garantiu que “brevemente iremos desencadear processos para que aquela obra seja uma realidade”.
Como todos sabemos, a palavra final quanto à requalificação/construção deste equipamento pertence ao Ministério da Saúde, mas pergunto se já não seria tempo de termos este assunto resolvido, optando pela solução que melhor serve os interesses do concelho, ou seja, um novo edifício, moderno e estruturado, capaz de responder a todas as solicitações do dia-a-dia?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Centro de Saúde da Sertã vai conhecer obras a partir de Junho


A edição do passado dia 24 de Abril do jornal «A Comarca da Sertã» trazia a boa nova: as obras de remodelação e ampliação do Centro de Saúde da Sertã vão iniciar-se no próximo mês de Junho, sendo que do actual edifício pouco ou nada ficará.
A decisão de construir um novo edifício é inteligente e só peca por tardia – há anos que a Sertã vinha necessitando de uma unidade mais condigna com aquilo que são as suas necessidades.
Segundo o semanário sertaginense, e citando Henrique Brandão, director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Sul, a nova unidade incluirá, além dos serviços tradicionais, o Serviço de Urgência Básica (SUB).
Até que a obra esteja concluída, os serviços deverão funcionar em pavilhões pré-fabricados e contentores apropriados. Não é a melhor solução, mas penso que valerá o esforço – só espero que a intervenção não se atrase muito no tempo (a Sertã é, por vezes, fértil neste tipo de situações).

terça-feira, 8 de abril de 2008

Centro de saúde da Sertã integra ULS de Castelo Branco


O centro de Saúde da Sertã vai passar a integrar a Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco, juntamente com os seus homólogos de Idanha-a-Nova, Oleiros, Proença-a-Nova, Castelo Branco, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão e com o Hospital Amato Lusitano.
Segundo o jornal Diário XXI, o despacho do secretário de Estado adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, que cria a ULS foi ontem publicado em Diário da República. No mesmo documento é nomeada a comissão que deverá “criar as condições para a efectivação desta ULS através da realização dos estudos prévios e análises necessárias, definição e operacionalização do projecto”.
A primeira reunião desta comissão está marcada para o próximo dia 16 de Abril.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

PIDDAC com dinheiro para remodelação do Centro de Saúde

O Centro de Saúde da Sertã vai ser finalmente remodelado. Pelo menos, a verba necessária para a empreitada está já incluída no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para 2008, que o Governo apresentou na passada semana.
Segundo o PIDDAC, a remodelação deverá custar 315 mil euros, dos quais 240 mil serão financiados por fundos comunitários. Os restantes 75 mil euros provém de receitas gerais.
Além do Centro de Saúde, o PIDDAC afectou uma verba de três mil euros para o desenvolvimento de uma nova infra-estrutura do Centro de Emprego da Sertã. Os pormenores são, para já, desconhecidos.É curioso notar que as dotações do PIDDAC para 2008, no que concerne ao concelho da Sertã, aumentaram significativamente (71,9 por cento) em relação a 2007. Ou seja, uma boa notícia para o nosso concelho, que nos últimos anos foi extremamente penalizado pelas dotações do PIDDAC.