A limpeza de espaços públicos foi o mote para uma iniciativa organizada, na passada semana, pelo Bloco de Esquerda da Sertã. Não pretendo aqui falar da iniciativa dos bloquistas, mas apenas chamar a atenção para o tema, que não tem merecido muita atenção, nem da classe política, nem da população em geral.
Os exemplos de espaços públicos pouco cuidados, ou votados ao simples abandono, pululam por todo o concelho, como pululam pelos municípios vizinhos.
Para o comum dos cidadãos, a responsabilidade deste tipo de situações é dos municípios, que não zelam pela propriedade pública, fazendo vista grossa de um problema que afecta a todos. Os exemplos referenciados durante a acção do Bloco de Esquerda (ribeiro da Abegoaria, rotunda de Nossa Senhora dos Remédios e um fontanário na freguesia do Cabeçudo) são ilustrativos desta situação, mas podíamos aqui acrescentar mais alguns.
No entanto, desenganem-se aqueles que acham que o problema é só dos responsáveis camarários. Os cidadãos também têm as suas culpas no cartório. Por exemplo, no caso do ribeiro da Abegoaria, era constrangedor observar toda a lixeira que flutuava naquelas águas – e como é fácil de imaginar, aquele lixo teve que vir de algum lado. Neste tipo de situações é fácil assobiar para o lado e dizer que este tipo de problemas não é da nossa competência.
A Câmara deve assumir as suas responsabilidades nesta matéria (por vezes esquecesse delas), mas os munícipes também têm um importante papel a desempenhar em toda esta situação.
terça-feira, 16 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
Memórias: Centro histórico da Sertã
Festival Infanto-Juvenil da Canção da Sertã decorre no dia 13 de Junho

A zona da Fonte da Boneca vai ser palco, no próximo dia 13 de Junho (sábado), a partir das 21 horas, da terceira edição do Festival Infanto-Juvenil da Canção da Sertã. A iniciativa encontra-se dividida em dois escalões: A (dos 4 aos 11 anos) e B (dos 12 aos 18 anos).
“Este evento pretende divulgar a música portuguesa, incentivar o aparecimento de novos talentos e despertar nas crianças e jovens interesse para a música”, pode ler-se no site da Câmara Municipal da Sertã.
Segundo a mesma entidade estarão a concurso 23 canções: 13 no escalão A e 10 no B. O júri é composto por três elementos “devidamente credenciados com conhecimentos musicais e artísticos”, informa aquele site.
“Este evento pretende divulgar a música portuguesa, incentivar o aparecimento de novos talentos e despertar nas crianças e jovens interesse para a música”, pode ler-se no site da Câmara Municipal da Sertã.
Segundo a mesma entidade estarão a concurso 23 canções: 13 no escalão A e 10 no B. O júri é composto por três elementos “devidamente credenciados com conhecimentos musicais e artísticos”, informa aquele site.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Sertanense fechou participação na 3.ª Divisão

O Sertanense terminou no passado sábado, em Castelo Branco, a sua brilhante presença no Campeonato Nacional da 3.ª Divisão (Série D). Além de ter garantido a subida de divisão, a formação sertaginense assegurou o título de campeão nacional.
O último jogo não foi de boa memória para o conjunto orientado por Eduardo Húngaro. O Benfica e Castelo Branco impôs a sétima derrota da época ao Sertanense, através de um golo solitário marcado já no decorrer da segunda parte.
Aqui fica um pequeno balanço do que foi esta época, que o presidente do Sertanense, Paulo Farinha, apelidou como “a melhor de sempre” do clube.
Na primeira fase do campeonato, a equipa da Sertã fez 26 jogos, alcançando 15 vitórias, sete empates e quatro derrotas; marcou 56 golos e sofreu 25. O pecúlio da segunda fase não foi diferente – dez jornadas devolveram cinco vitórias, dois empates e três derrotas, tendo sido marcados 13 golos e sofridos nove. Em ambas as fases, o Sertanense terminou em primeiro lugar.
Os jogadores que representaram o emblema sertaginense durante esta época foram (jogos e golos entre parêntesis): André Moretto (16 jogos), Fábio (11 jogos), Artur (9 jogos), Hugo Lopes (22 jogos e 2 golos), Salgueiro (19 jogos), Pedro Miguel (32 jogos e 3 golos), Américo (30 jogos e 3 golos), Daniel (10 jogos), Bruno Xavier (36 jogos e dois golos), Leandro (33 jogos e 2 golos), Tiago (33 jogos), Marco Farinha (33 jogos e 17 golos), Joca (31 jogos e 16 golos), Babá (31 jogos e 2 golos), Filipe Avelar (33 jogos e 3 golos), Hygor (24 jogos e 2 golos), Santana Maia (5 jogos), Igor Luís (29 jogos e 13 golos), David Facucho (9 jogos), Anderson (26 jogos), Diego (6 jogos), Fernandinho (4 jogos e 2 golos) e Magalhães (16 jogos).
Em jeito de curiosidade, refira-se que a maior goleada da época foi alcançada à passagem da 14.ª jornada, quando o Sertanense bateu o Lousanense por 6-0. Este jogo ficou também marcado pelo ‘poker’ (quatro golos apontados) de Marco Farinha.
Ao nível das camadas jovens, o balanço também se pode considerar positivo. Em juniores, o clube alcançou a segunda posição do Distrital, com 45 pontos. Nos juvenis, a equipa averbou a sexta posição (25 pontos), ao passo que no campeonato de iniciados o quarto lugar na Série B (12 pontos) foi o posicionamento final.Já no campeonato de infantis, os jovens sertaginenses garantiram a terceira posição na primeira fase (31 pontos), carimbando a passagem à segunda fase, onde se quedaram pela terceira posição. Na prova de escolas, o Sertanense foi segundo na primeira fase (17 pontos) e quinto na fase-final (10 pontos).
O último jogo não foi de boa memória para o conjunto orientado por Eduardo Húngaro. O Benfica e Castelo Branco impôs a sétima derrota da época ao Sertanense, através de um golo solitário marcado já no decorrer da segunda parte.
Aqui fica um pequeno balanço do que foi esta época, que o presidente do Sertanense, Paulo Farinha, apelidou como “a melhor de sempre” do clube.
Na primeira fase do campeonato, a equipa da Sertã fez 26 jogos, alcançando 15 vitórias, sete empates e quatro derrotas; marcou 56 golos e sofreu 25. O pecúlio da segunda fase não foi diferente – dez jornadas devolveram cinco vitórias, dois empates e três derrotas, tendo sido marcados 13 golos e sofridos nove. Em ambas as fases, o Sertanense terminou em primeiro lugar.
Os jogadores que representaram o emblema sertaginense durante esta época foram (jogos e golos entre parêntesis): André Moretto (16 jogos), Fábio (11 jogos), Artur (9 jogos), Hugo Lopes (22 jogos e 2 golos), Salgueiro (19 jogos), Pedro Miguel (32 jogos e 3 golos), Américo (30 jogos e 3 golos), Daniel (10 jogos), Bruno Xavier (36 jogos e dois golos), Leandro (33 jogos e 2 golos), Tiago (33 jogos), Marco Farinha (33 jogos e 17 golos), Joca (31 jogos e 16 golos), Babá (31 jogos e 2 golos), Filipe Avelar (33 jogos e 3 golos), Hygor (24 jogos e 2 golos), Santana Maia (5 jogos), Igor Luís (29 jogos e 13 golos), David Facucho (9 jogos), Anderson (26 jogos), Diego (6 jogos), Fernandinho (4 jogos e 2 golos) e Magalhães (16 jogos).
Em jeito de curiosidade, refira-se que a maior goleada da época foi alcançada à passagem da 14.ª jornada, quando o Sertanense bateu o Lousanense por 6-0. Este jogo ficou também marcado pelo ‘poker’ (quatro golos apontados) de Marco Farinha.
Ao nível das camadas jovens, o balanço também se pode considerar positivo. Em juniores, o clube alcançou a segunda posição do Distrital, com 45 pontos. Nos juvenis, a equipa averbou a sexta posição (25 pontos), ao passo que no campeonato de iniciados o quarto lugar na Série B (12 pontos) foi o posicionamento final.Já no campeonato de infantis, os jovens sertaginenses garantiram a terceira posição na primeira fase (31 pontos), carimbando a passagem à segunda fase, onde se quedaram pela terceira posição. Na prova de escolas, o Sertanense foi segundo na primeira fase (17 pontos) e quinto na fase-final (10 pontos).
segunda-feira, 8 de junho de 2009
PSD vence eleições ‘pouco’ europeias

O PSD venceu, de forma clara, as eleições europeias, realizadas ontem em território nacional. A lista encabeçada por Paulo Rangel alcançou 31,7 por cento dos votos contra 26,5 por cento do PS. O Bloco de Esquerda conseguiu o seu melhor resultado de sempre, registando 10,7 por cento dos votos, seguindo-se a CDU (10,6 por cento), CDS-PP (8,3 por cento), MEP (1,4 por cento), PCTP/MRPP (1,2 por cento), entre outros.
O que mais ressalta destes resultados é o facto do povo português (pelo menos os 36,86 por cento que votaram) ter aproveitado a ida às urnas para ‘castigar’ o PS, e não tanto para escolher os seus representantes no Parlamento Europeu.
Infelizmente, a tónica dos discursos na noite das eleições manteve a mesma bitola da campanha eleitoral – União Europeia nem vê-la. Estas eleições foram constrangedoras, no que toca ao debate europeu. Para um país como o nosso, que vê cada vez mais reduzir-se a sua esfera de acção no contexto europeu (a entrada em vigor do Tratado de Lisboa acentuará ainda mais essa situação), seria urgente que estas eleições tivessem servido para reflectir sobre o papel que Portugal hoje desempenha na Europa. Mas isso não aconteceu – os nossos partidos andaram entretidos a debater a política nacional e os casos que marcam a actualidade.
Foi pena, ainda para mais quando todos esquecemos que cerca de 60 a 70 por cento das leis nacionais são, directa ou indirectamente, condicionadas por regras comunitárias.
O que mais ressalta destes resultados é o facto do povo português (pelo menos os 36,86 por cento que votaram) ter aproveitado a ida às urnas para ‘castigar’ o PS, e não tanto para escolher os seus representantes no Parlamento Europeu.
Infelizmente, a tónica dos discursos na noite das eleições manteve a mesma bitola da campanha eleitoral – União Europeia nem vê-la. Estas eleições foram constrangedoras, no que toca ao debate europeu. Para um país como o nosso, que vê cada vez mais reduzir-se a sua esfera de acção no contexto europeu (a entrada em vigor do Tratado de Lisboa acentuará ainda mais essa situação), seria urgente que estas eleições tivessem servido para reflectir sobre o papel que Portugal hoje desempenha na Europa. Mas isso não aconteceu – os nossos partidos andaram entretidos a debater a política nacional e os casos que marcam a actualidade.
Foi pena, ainda para mais quando todos esquecemos que cerca de 60 a 70 por cento das leis nacionais são, directa ou indirectamente, condicionadas por regras comunitárias.
A título de curiosidade aqui ficam, de acordo com o Ministério da Justiça, os resultados das eleições europeias no concelho da Sertã: PSD (48,8 por cento), PS (21,5 por cento), CDS-PP (8,0 por cento), Bloco de Esquerda (6,3 por cento), CDU (2,4 por cento), MMS (0,8 por cento), MEP (0,7 por cento), PCTP/MRPP (0,7 por cento), MPT (0,7 por cento), P.H. (0,4 por cento), PPM (0,2 por cento), PNR (0,1 por cento) e POUS (0,1 por cento).
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Umas eleições pouco europeias

“Nunca uma democracia moderna foi tão pouco escrutinada”, Henrique Burnay
Alguns já sabem, mas para outros é novidade absoluta. No próximo domingo têm lugar as eleições europeias, aquelas em que escolhemos os nossos representantes no Parlamento Europeu, ou assim deveria ser.
O desinteresse da população sertaginense, e do resto do país, é evidente. Os candidatos lá se vão esforçando para não passarem despercebidos, ao mesmo tempo que apelam ao voto nas suas cores partidárias. Mas o que fica, para já, de toda a campanha é um longo bocejo e uma ausência, quase arrepiante, do tema que deveria dominar as conversas dos candidatos – a União Europeia.
Do lado social-democrata, ficámos a saber por exemplo que Paulo Rangel, candidato ‘laranja’ às eleições europeias, aquando da sua última passagem pela Sertã, em ambiente de pré-campanha, deixou a seguinte mensagem: “Nós podemos ter o destino nas nossas mãos. Não somos obrigados a viver no país da propaganda, dos anúncios, das auto-estradas e dos milhões e milhões de euros todos os dias na televisão”. “Nunca houve em Portugal um governo tão centralista. Toda a nossa faixa Interior está esquecida. O centralismo está impregnado e a cativar e escravizar o governo”.
Tudo ideias muito peregrinas, mas Europa nem vê-la. Os meus prezados leitores já devem estar acusar-me de ter memória curta e de não estar com atenção à campanha. É verdade que Paulo Rangel já defendeu um programa Erasmus para o primeiro emprego e tem advogado que os fundos europeus deviam servir para combater a crise, mas o que é certo é que na hora da verdade, o que sobressai em todos os seus discursos é que estas eleições são um teste para as próximas legislativas e autárquicas. E é pena, porque a distância que separa os portugueses da União Europeia continua a aumentar, graças à incompetência de uma classe política que tarda em explicar às pessoas o que se passa lá longe em Bruxelas – quantos saberão o que é e para que serve o Tratado de Lisboa?
Mas a culpa não é só do PSD. Veja-se a forma como o secretário-geral do PS (agora de folga das suas funções de primeiro-ministro), José Sócrates, falou na última sexta-feira, num comício em Castelo Branco. Aqui está uma das linhas gerais que retive do discurso de Sócrates, em relação às europeias, feito na capital de distrito: “Durante quatro anos a direita portuguesa procurou convencer os portugueses que não era preciso apresentar propostas ou ideias, porque isso far-se-ia durante a campanha eleitoral. Mas chegamos agora à campanha eleitoral e não vejo nenhuma proposta ou ideia, porque eles acham que dizer mal pode ser um programa político”.
Mas há mais. Quando todos esperavam que o discurso entrasse nas europeias, o secretário-geral do PS aproveitou para acusar os governos de coligação PSD/CDS-PP por terem lançado um clima de “terror na educação”, atrasando a colocação de professores e a abertura dos anos lectivos. “Depois das reformas que este Governo fez na educação, e sem um pingo de vergonha, a direita vem dizer que estas reformas representam o terror na educação”.
Já o candidato socialista Vital Moreira preferiu repetir os ataques que tem feito ao PSD acerca do envolvimento de altas figuras do partido no escândalo do BPN.
Mas claro que não posso ser injusto com o ‘camarada’ Vital, que também já deu os seus contributos para a campanha, ao defender um imposto único europeu e ao afirmar que o Partido Socialista Europeu devia apoiar outro candidato que não Durão Barroso (havia tanto para dizer sobre este senhor e a forma como ele se tem ‘afirmado’ na União Europeia).
Nos outros partidos, a tónica dominante é a de que estas eleições deverão servir para dar um “cartão vermelho” ao Governo. Paulo Portas tem insistido nesse argumento e até a ‘sertaginense’ Ilda Figueiredo (a candidata da CDU é natural da freguesia do Troviscal) não deixa fugir uma oportunidade para apontar o dedo ao Executivo socialista. E nem vou falar nos vários programas que os diferentes partidos apresentaram a estas eleições – como disse um colega meu “demasiadas generalidades e vacuidades” num claro exercício de contenção de recursos.
Tudo isto somado dará concerteza uma boa dose de abstenção nas eleições de domingo. E porquê? Porque é difícil convencer alguém a votar numas eleições onde o que está realmente em jogo não é a Europa, mas sim a primeira avaliação ao Governo socialista em ano de actos eleitorais.
Contudo, não se pense que não irei votar… esse é um direito do qual não abdico, enquanto cidadão. Mas posso dizer-vos que a escolha será difícil, além de que terei de me obrigar a um esforço suplementar para tentar perceber qual das forças partidárias (ao todo são doze partidos e uma coligação) nos poderá representar melhor no Parlamento Europeu.
Alguns já sabem, mas para outros é novidade absoluta. No próximo domingo têm lugar as eleições europeias, aquelas em que escolhemos os nossos representantes no Parlamento Europeu, ou assim deveria ser.
O desinteresse da população sertaginense, e do resto do país, é evidente. Os candidatos lá se vão esforçando para não passarem despercebidos, ao mesmo tempo que apelam ao voto nas suas cores partidárias. Mas o que fica, para já, de toda a campanha é um longo bocejo e uma ausência, quase arrepiante, do tema que deveria dominar as conversas dos candidatos – a União Europeia.
Do lado social-democrata, ficámos a saber por exemplo que Paulo Rangel, candidato ‘laranja’ às eleições europeias, aquando da sua última passagem pela Sertã, em ambiente de pré-campanha, deixou a seguinte mensagem: “Nós podemos ter o destino nas nossas mãos. Não somos obrigados a viver no país da propaganda, dos anúncios, das auto-estradas e dos milhões e milhões de euros todos os dias na televisão”. “Nunca houve em Portugal um governo tão centralista. Toda a nossa faixa Interior está esquecida. O centralismo está impregnado e a cativar e escravizar o governo”.
Tudo ideias muito peregrinas, mas Europa nem vê-la. Os meus prezados leitores já devem estar acusar-me de ter memória curta e de não estar com atenção à campanha. É verdade que Paulo Rangel já defendeu um programa Erasmus para o primeiro emprego e tem advogado que os fundos europeus deviam servir para combater a crise, mas o que é certo é que na hora da verdade, o que sobressai em todos os seus discursos é que estas eleições são um teste para as próximas legislativas e autárquicas. E é pena, porque a distância que separa os portugueses da União Europeia continua a aumentar, graças à incompetência de uma classe política que tarda em explicar às pessoas o que se passa lá longe em Bruxelas – quantos saberão o que é e para que serve o Tratado de Lisboa?
Mas a culpa não é só do PSD. Veja-se a forma como o secretário-geral do PS (agora de folga das suas funções de primeiro-ministro), José Sócrates, falou na última sexta-feira, num comício em Castelo Branco. Aqui está uma das linhas gerais que retive do discurso de Sócrates, em relação às europeias, feito na capital de distrito: “Durante quatro anos a direita portuguesa procurou convencer os portugueses que não era preciso apresentar propostas ou ideias, porque isso far-se-ia durante a campanha eleitoral. Mas chegamos agora à campanha eleitoral e não vejo nenhuma proposta ou ideia, porque eles acham que dizer mal pode ser um programa político”.
Mas há mais. Quando todos esperavam que o discurso entrasse nas europeias, o secretário-geral do PS aproveitou para acusar os governos de coligação PSD/CDS-PP por terem lançado um clima de “terror na educação”, atrasando a colocação de professores e a abertura dos anos lectivos. “Depois das reformas que este Governo fez na educação, e sem um pingo de vergonha, a direita vem dizer que estas reformas representam o terror na educação”.
Já o candidato socialista Vital Moreira preferiu repetir os ataques que tem feito ao PSD acerca do envolvimento de altas figuras do partido no escândalo do BPN.
Mas claro que não posso ser injusto com o ‘camarada’ Vital, que também já deu os seus contributos para a campanha, ao defender um imposto único europeu e ao afirmar que o Partido Socialista Europeu devia apoiar outro candidato que não Durão Barroso (havia tanto para dizer sobre este senhor e a forma como ele se tem ‘afirmado’ na União Europeia).
Nos outros partidos, a tónica dominante é a de que estas eleições deverão servir para dar um “cartão vermelho” ao Governo. Paulo Portas tem insistido nesse argumento e até a ‘sertaginense’ Ilda Figueiredo (a candidata da CDU é natural da freguesia do Troviscal) não deixa fugir uma oportunidade para apontar o dedo ao Executivo socialista. E nem vou falar nos vários programas que os diferentes partidos apresentaram a estas eleições – como disse um colega meu “demasiadas generalidades e vacuidades” num claro exercício de contenção de recursos.
Tudo isto somado dará concerteza uma boa dose de abstenção nas eleições de domingo. E porquê? Porque é difícil convencer alguém a votar numas eleições onde o que está realmente em jogo não é a Europa, mas sim a primeira avaliação ao Governo socialista em ano de actos eleitorais.
Contudo, não se pense que não irei votar… esse é um direito do qual não abdico, enquanto cidadão. Mas posso dizer-vos que a escolha será difícil, além de que terei de me obrigar a um esforço suplementar para tentar perceber qual das forças partidárias (ao todo são doze partidos e uma coligação) nos poderá representar melhor no Parlamento Europeu.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Risco de incêndios graves pode ser grande em 2009

É um daqueles assuntos que surge sempre na mesma altura do ano e com aquela sensação de que voltámos, uma vez mais, a acordar tarde – os incêndios florestais. Uma notícia na edição de hoje do jornal Público dá-nos conta da visita que Mark Beighley, consultor norte-americano, fez durante duas semanas a Portugal para avaliar como o país se preparou para os incêndios deste ano. As conclusões não são animadoras, a julgar por aquilo que é referido na notícia: «O que ardeu em 2003 e em 2005 já está pronto para voltar a arder, com a agravante que o que está no terreno propicia a evolução das chamas ainda mais rapidamente», alertou este consultor, que percorreu o país após aqueles dois anos catastróficos, deixando na altura sugestões, que agora voltou para confirmar no terreno. Segundo a análise que agora fez, o risco de se voltar a ter um ano atípico, em que ardem mais de 250 mil hectares, é cada vez maior. A probabilidade «aumentou de um em oito anos para um em quatro».As razões ambientais (condições meteorológicas severas) explicam, de acordo com Mark Beighley, parte do problema. Mas não só. «O povo português é o problema». E porquê? «Porque 97 por cento das ignições são causadas pelo homem, um número largamente superior ao que existe nos países vizinhos».“Beighley elogiou o esforço feito no reforço do sistema de combate. Mas salientou que esta aposta só deveria existir como último recurso, quando todas as outras falham. O segredo está na prevenção, pelo que o tratamento de combustíveis na floresta tem de ser alargado e deve haver um esforço, desde a escola, para educar sobre o uso do fogo nos espaços rurais, «o que deverá levar uma geração»”, escreve o diário, acrescentando que, em relação ao combate, nem tudo está bem: “A floresta é a última prioridade, depois das vidas e das propriedades. Assim sendo, a probabilidade de os grandes incêndios florestais no Interior se descontrolarem é elevada já que os meios estão sobretudo vocacionados para o interface entre as populações e as florestas”.
Mark Beighley considerou ainda que “o sistema de combate ainda não foi testado num ano normal – «todos concordam que 2007 e 2008 foram benignos» –, o consultor americano com 34 anos de experiência em gestão florestal e de incêndios para o Governo dos E.U.A afirmou que o risco do sistema não funcionar em condições extremas não deve ser subestimado”.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Memórias: Capela de São João do Couto

Está situada numa das entradas da vila da Sertã, mas hoje já poucos dão por ela. Falo da capela de São João do Couto, que em tempos recuados chegou a conhecer uma festa bem concorrida.
Para que a memória deste templo perdure e para que todos nós quando lá passarmos possamos olhar novamente para ela, aqui fica esta fotografia de Olímpio Craveiro, tirada algures durante o século passado.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
ExpoCastelo tem início amanhã

É já amanhã, pelas 19 horas, que tem início a quarta edição da ExpoCastelo, uma iniciativa que dará destaque aos produtos regionais, artesanato e gastronomia desta região. O certame decorre até ao próximo domingo no Pavilhão Desportivo do Castelo.
Carlos Lopes, presidente da junta de freguesia local, declarou à Rádio Condestável que a edição deste ano conta com “a parte musical bastante melhorada”, o mesmo sucedendo com a área dedicada ao artesanato.
Sobre a adesão dos expositores, o autarca deu conta de que foram “superadas as expectativas e não temos mais espaços para oferecer”.
Quanto ao cartaz de actividades, está agendada para amanhã a actuação das Tunas de Medicina de Coimbra e a Estudantina Universitária da mesma cidade (22 horas). No sábado, logo às 16 horas, terá lugar uma prova de Trial Moto 4 e de Trial Jipes. À noite, o destaque vai para o espectáculo de Ruizinho de Penacova.
Para domingo, está marcado o encontro de tocadores de acordeão e concertinas (16 horas), seguindo-se a actuação do Grupo de Cantares da Casa do Povo de Montalvo (20 horas), terminando as festividades com o artista Gabriel e com a banda brasileira Sillas.
A Expocastelo é organizada pela junta local e conta com o apoio da Câmara Municipal da Sertã.
Carlos Lopes, presidente da junta de freguesia local, declarou à Rádio Condestável que a edição deste ano conta com “a parte musical bastante melhorada”, o mesmo sucedendo com a área dedicada ao artesanato.
Sobre a adesão dos expositores, o autarca deu conta de que foram “superadas as expectativas e não temos mais espaços para oferecer”.
Quanto ao cartaz de actividades, está agendada para amanhã a actuação das Tunas de Medicina de Coimbra e a Estudantina Universitária da mesma cidade (22 horas). No sábado, logo às 16 horas, terá lugar uma prova de Trial Moto 4 e de Trial Jipes. À noite, o destaque vai para o espectáculo de Ruizinho de Penacova.
Para domingo, está marcado o encontro de tocadores de acordeão e concertinas (16 horas), seguindo-se a actuação do Grupo de Cantares da Casa do Povo de Montalvo (20 horas), terminando as festividades com o artista Gabriel e com a banda brasileira Sillas.
A Expocastelo é organizada pela junta local e conta com o apoio da Câmara Municipal da Sertã.
Aqui fica uma sugestão para o fim-de-semana!
terça-feira, 26 de maio de 2009
Sertanense é campeão nacional da 3.ª Divisão
O Sertanense Futebol Clube assegurou, no passado fim-de-semana, o título de campeão nacional da 3.ª Divisão Série D (a Federação atribui o título nacional a todos os vencedores das diferentes séries desta divisão), depois de vencer em casa o segundo classificado da prova, Marinhense.
A expectativa era grande antes da partida se iniciar. A equipa sertaginense precisava de vencer para garantir o título, mas qualquer que fosse o resultado a festa era garantida no final, uma vez que a Direcção do clube preparara uma lauto repasto para todos os sócios e simpatizantes que se deslocassem ao Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos.
O Sertanense abriu logo o activo aos 13 minutos de jogo, por intermédio de Igor Luiz, fechando a contagem já perto do final (87’), com um golo de Joca.
Paulo Farinha, presidente do Sertanense, declarou no final da partida, em entrevista à Rádio Condestável, que se “fez história na Sertã”. Já Eduardo Húngaro, treinador da equipa, notou que “estes meninos têm condições de galgarem mais um degrau”, acrescentando que a formação sertaginense “joga por amor e têm o sonho de chegar mais à frente”.
Aqui ficam os nossos parabéns a todos os jogadores e dirigentes do clube por aquela que já é considerada uma das maiores conquistas do clube, ao longo dos seus 75 anos de vida.
A expectativa era grande antes da partida se iniciar. A equipa sertaginense precisava de vencer para garantir o título, mas qualquer que fosse o resultado a festa era garantida no final, uma vez que a Direcção do clube preparara uma lauto repasto para todos os sócios e simpatizantes que se deslocassem ao Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos.
O Sertanense abriu logo o activo aos 13 minutos de jogo, por intermédio de Igor Luiz, fechando a contagem já perto do final (87’), com um golo de Joca.
Paulo Farinha, presidente do Sertanense, declarou no final da partida, em entrevista à Rádio Condestável, que se “fez história na Sertã”. Já Eduardo Húngaro, treinador da equipa, notou que “estes meninos têm condições de galgarem mais um degrau”, acrescentando que a formação sertaginense “joga por amor e têm o sonho de chegar mais à frente”.
Aqui ficam os nossos parabéns a todos os jogadores e dirigentes do clube por aquela que já é considerada uma das maiores conquistas do clube, ao longo dos seus 75 anos de vida.
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