sexta-feira, 22 de maio de 2009

José Nunes é o candidato do PSD à Câmara da Sertã


Agora é oficial! José Farinha Nunes será o candidato do PSD à Câmara da Sertã, nas próximas eleições autárquicas. O anúncio foi feito pelo presidente da Distrital de Castelo Branco do PSD, Carlos São Martinho, durante um jantar de apoio ao candidato ‘laranja’ às eleições europeias, Paulo Rangel, que decorreu na Sertã.
“Estou convicto que será o homem capaz de devolver a confiança a todos os sertaginenses, recuperando esta Câmara emblemática, e colocar de novo este Concelho na senda do desenvolvimento”, afirmou Carlos São Martinho, a propósito de José Nunes.
O processo de escolha do novo candidato conheceu alguns percalços durante os últimos meses, apesar de José Farinha Nunes ter sido, quase sempre, o desejado pelas bases concelhias.
Fernando Pereira, presidente da concelhia do PSD, que não contava com o anúncio prematuro da candidatura de José Nunes, pelo presidente da Distrital ‘laranja’, anunciou já que os restantes candidatos à Câmara, Juntas de Freguesia, Assembleia Municipal, assim como, o programa de governação para a autarquia sertaginense será apresentado em breve, muito provavelmente depois do dia 7 de Junho. Quanto ao candidato à presidência da Assembleia Municipal, Fernando Pereira levantou uma ponta do véu, dizendo tratar-se de uma “pessoa muito bem aceite e que apresenta um currículo invejável”. A Rádio Condestável anunciou, no início da semana, que essa personalidade deverá ser José Luís Jacinto.

Cartazes vandalizados na Sertã, deputados sem vergonha em Lisboa


Numa altura em que os nossos deputados (da direita à esquerda) se entretêm a aprovar uma das leis mais vergonhosas dos últimos anos (a nova lei de financiamento dos partidos), sob a passividade do nosso querido povo, na Sertã outro verdadeiro ataque à democracia vai sucedendo por estes dias.
Aqueles que circulam mais frequentemente pela vila já se devem ter apercebido dos inúmeros cartazes eleitorais, relativos às eleições europeias, que têm sido vandalizados. O expediente é sempre o mesmo: arrancar partes do papel colado no outdoor.
É uma atitude reprovável e que atenta contra as mais elementares regras da democracia. Para os que não concordam com as mensagens políticas aí veiculadas, existem outros meios e recursos para dar conta dessa insatisfação.
Não sei quem teve a brilhante ideia de vandalizar alguns dos cartazes, mas a atitude revela uma enorme pobreza de espírito.
Essa pobreza de espírito pode também ser aplicada aos deputados da nação (com uma ou outra honrosa excepção) por darem um lindo exemplo de contenção financeira, em altura de crise, aprovando uma lei que aumentou de cerca de 22.500 euros para 1,2 milhões de euros as quantias de dinheiro que os partidos podem receber globalmente, por ano, em ‘dinheiro vivo’, sem titulação por cheque ou por outro instrumento bancário em quotas e contribuições de militantes. E já nem falo nas alterações de última hora efectuadas à lei. Como disse João Cravinho, esta lei é “uma pouca-vergonha” e uma “porta aberta à corrupção”.
Tanto num como no outro caso seria bom reflectir acerca do estado da democracia.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sertanense garante subida à 2.ª Divisão nacional


O Sertanense Futebol Clube garantiu ontem a subida à 2.ª Divisão ‘B’ na próxima época. A equipa da Sertã foi vencer ao terreno do Gândara e beneficiou do empate do Sporting Pombal para carimbar, desde já, a subida de escalão. O próximo objectivo é a conquista do título de campeão.
Se na época transacta o Sertanense ficou a um pequeno passo da subida de divisão, desta vez os comandados de Eduardo Húngaro resolveram bem cedo a questão, depois de uma fantástica prova na Série D da 3.ª Divisão, que o conjunto sertaginense liderou desde a 3.ª jornada.
O desafio de ontem no Bom Sucesso (freguesia que serve de berço à U.D. Gândara) foi de festa. Logo aos nove minutos de jogo, Igor Luís apontou o golo que daria a vitória ao Sertanense. Depois foi esperar até ao fim e aguardar que o empate que se registava em Pombal não se desfazia. Poucos minutos depois do apito final do árbitro, as boas notícias chegavam de Pombal – estava consumada a subida.
Paulo Farinha, presidente do Sertanense, em declarações à Rádio Condestável, disse que este feito é “gratificante”, uma vez que “conseguimos provar a todos que éramos os melhores”.
O líder da direcção apontou ainda o próximo objectivo: “Vamos fazer tudo para ser campeões” isto porque “é esse o estatuto que merecemos”.Já o treinador Eduardo Húngaro destacou “o fecho de um trabalho vitorioso”, sublinhando que agora “queremos ser campeões”.
Aqui ficam os nossos parabéns a todos os jogadores do Sertanense, bem como aos corpos gerentes do clube, que tornaram possível o regresso à 2.ª Divisão Nacional.
Para a semana (domingo), o Sertanense recebe o Marinhense, no Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos, e em caso de vitória, a formação da Sertã poderá festejar a conquista inédita do título de campeão nacional da 3.ª Divisão (a federação atribui o título de campeão nacional da 3.ª Divisão a cada um dos vencedores das sete séries que compõem este escalão).

segunda-feira, 11 de maio de 2009

«Sertanense: 75 Anos de História» vai ser apresentado em Lisboa


O livro «Sertanense: 75 Anos de História» vai ser apresentado no próximo dia 23 de Maio (sábado), em Lisboa, mais precisamente na sede da Casa da Comarca da Sertã (Rua da Madalena, n.º 171). Depois da apresentação no passado dia 20 de Fevereiro, na Casa da Cultura da Sertã, chega a vez da comunidade sertaginense em Lisboa poder assistir a esta iniciativa.
A cerimónia terá início pelas 17 horas e além da apresentação do livro, será também exibido o filme/documentário «Sertanense: 75 Anos de História», produzido por ocasião da celebração dos 75 anos desta colectividade. Está ainda agendada a actuação do Grupo Coral do Sertanense Futebol Clube, que interpretará várias músicas do seu repertório.
“A vida e os maiores feitos do Sertanense Futebol Clube compõem um quadro de memórias que se pretendeu perpetuar ao longo das páginas deste livro. São 75 anos de histórias e de pessoas que conduziram o Sertanense ao reconhecimento público”, pode ler-se na contracapa desta obra, com quase 300 páginas.O livro está à venda por 25 euros e pode ser comprado durante esta cerimónia de apresentação e também na Papelaria Paulino e no supermercado Intermarché (ambos na Sertã) ou então por venda postal (envio à cobrança), bastando para isso contactar Nuno Mouta (934789034) ou Rui Pedro Lopes (918303058).
Aqui fica o convite…

As ruínas de um hotel na Foz da Sertã


O realizador Manuel Mozos olhou para ele e começou a imaginar aquilo que seria o seu próximo filme. Ele é o hotel da Foz da Sertã e o seu filme chama-se «Ruínas», que estreou há pouco mais de duas semanas no festival Indie Lisboa.
Mas recordemos as palavras do realizador português, numa entrevista publicada por estes dias no jornal Público: “A ideia já vinha de trás: fazer uma colagem de textos com imagens, com uma série de locais que gostaria de filmar. Havia vários edifícios que eu já tinha na cabeça - um deles nem sequer cheguei a filmar, um antigo hotel na Foz da Sertã - mas durante a preparação coligimos cerca de 280, não era possível filmar todos”.
O hotel estava na cabeça do realizador, mas as câmaras nunca chegaram à Foz da Sertã. O problema é que já nada parece poder salvar do esquecimento este hotel termal que, em tempos recuados, foi a alegria de muitos. No local onde existia uma fonte de águas medicinais, o empresário Júlio Martins decidiu construir este hotel, que chegou a ser muito procurado e cujas águas eram bem referenciadas.No entanto, com a mudança de regime, em 1974, o hotel e a fábrica de engarrafar água (anterior ao hotel e que comercializou a conhecida Água da Foz da Sertã) foram abandonados e assim permanecem ainda hoje.
O que fazer com este local é a questão que continua a colocar-se. Durante os últimos anos, várias soluções surgiram para o local, mas nenhuma vingou. E é pena… este hotel e a sua envolvente lindíssima mereciam melhor sorte.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Memórias: A Sertã em 1852


Olhar para o passado ajuda-nos a compreender o presente. É essa a nossa proposta de hoje, com a publicação desta imagem da Certã (grafia da altura) de 1852, inserida na revista Popular-Semanario de Litteratura, Sciencia e Industria, e reproduzida também na wikipédia, na página referente à Sertã.
O artigo da revista, que acompanha esta foto, dá conta de vários pormenores históricos do concelho, além de alguns dados estatísticos da época. A título de curiosidade, refira-se que neste período o município sertaginense já contava com 1.150 fogos.
Na imagem podemos ver, em primeiro plano, a igreja Matriz da Sertã.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Nemátodo: a ameaça silenciosa


O tema não é dos mais ‘interessantes’, como foi possível observar num recente debate na Assembleia da República, onde apenas três deputados tomaram a palavra para falar sobre ele (apenas um parecia saber o que estava a dizer), mas é de crucial importância para uma região como a Zona do Pinhal. A doença do nemátodo do pinheiro tem vindo a alastrar pelo país e só há pouco tempo é que a estratégia governativa parece ter começado a ganhar dinamismo.
Segundo o jornal Público, os primeiros focos da doença surgiram em 1999, na península de Setúbal e, apesar das iniciativas que foram sendo tomadas (bastante pontuais e com o ministro da Agricultura a acordar um pouco tarde para a questão), o problema espalhou-se para outras zonas do país, o que levou o Governo a declarar a doença como praga nacional.
A reacção chegou no final do ano passado, depois de vários avisos de especialistas credenciados na matéria e da ameaça da Comissão Europeia de que poderia bloquear a saída de Portugal de madeira de pinho, quer fosse tratada ou não, por causa do nemátodo do pinheiro.
Neste momento, os primeiros resultados começam a aparecer, apesar de ser também evidente que ainda estamos longe de um ponto final para este problema. Esperemos que a resposta continue a ser adequada.
Uma palavra final para os produtores florestais que se uniram numa só voz para tentar convencer o Ministério da Agricultura a definir um plano de combate a este problema.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Centro de Saúde da Sertã vai conhecer obras a partir de Junho


A edição do passado dia 24 de Abril do jornal «A Comarca da Sertã» trazia a boa nova: as obras de remodelação e ampliação do Centro de Saúde da Sertã vão iniciar-se no próximo mês de Junho, sendo que do actual edifício pouco ou nada ficará.
A decisão de construir um novo edifício é inteligente e só peca por tardia – há anos que a Sertã vinha necessitando de uma unidade mais condigna com aquilo que são as suas necessidades.
Segundo o semanário sertaginense, e citando Henrique Brandão, director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Sul, a nova unidade incluirá, além dos serviços tradicionais, o Serviço de Urgência Básica (SUB).
Até que a obra esteja concluída, os serviços deverão funcionar em pavilhões pré-fabricados e contentores apropriados. Não é a melhor solução, mas penso que valerá o esforço – só espero que a intervenção não se atrase muito no tempo (a Sertã é, por vezes, fértil neste tipo de situações).

segunda-feira, 27 de abril de 2009

S. Nuno de Santa Maria é o novo santo português


O relógio marcava 10h33m em Roma (9h33m em Portugal) quando o papa Bento XVI proclamou o Condestável D. Nuno Álvares Pereira como novo santo da igreja Católica – o oitavo português desde a fundação da nacionalidade (a que é preciso juntar os cinco santos proclamados antes da nacionalidade e que habitavam o território que geograficamente pertence hoje a Portugal).
O cernachense S. Nuno de Santa Maria foi elogiado pelo papa, que na sua homilia destacou a dimensão de herói e o “sentido de compaixão e despojamento” do Condestável.
Bento XVI acrescentou ainda que “a vida de D. Nuno é exemplar pela presença de uma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis às mesmas”.
A canonização em Roma foi seguida in loco por quase três mil portugueses, muitos deles originários do concelho da Sertã, de onde partiu uma grande comitiva.
O presidente da Câmara da Sertã também marcou presença na canonização. Em declarações à Rádio Condestável, José Paulo Farinha disse ter sido um “privilégio poder assistir à Canonização do primeiro Santo português do século XXI”.
“Os cernachenses e todo o povo do concelho da Sertã, além de um grande orgulho e privilégio de terem o primeiro Santo do século XXI, tal como o resto dos portugueses que estiveram aqui hoje, deram uma alegria a esta comemoração”, referiu o autarca.
Pena que este acontecimento não tenha merecido maior relevo no nosso país, até porque, como diz o jornalista António Marujo, hoje no Público, “quando o Estado se associa com entusiasmo a celebrações de futebóis, causa estranheza não ver mais empenho em relação a uma figura que marcou a História do país”.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Lembrar os sertaginenses que pereceram na guerra do Ultramar


As comemorações dos 35 anos do 25 de Abril estão à porta e, por isso, resolvi lembrar aqui hoje um dos acontecimentos mais marcantes da História portuguesa – a guerra do ultramar e todos os que pereceram nela.
Segundo os dados da «Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África 1961-1973», nos 13 anos de guerra colonial registou-se um total de 8.290 mortos nas três frentes de combate: Angola (3.250 mortos), Moçambique (2.962) e Guiné (2.070).
Para quem não sabe, destes mais de oito mil mortos, 31 eram naturais do concelho da Sertã. São esses 31 que gostaria hoje aqui de lembrar, numa curta elegia.
Para a posteridade, deixo o nome daqueles que um dia partiram do nosso concelho para defender a pátria e não mais voltaram: Adelino Duarte (natural do Carvalhal), Albino Farinha (Mosteiro de São Tiago), Albino Simão (Troviscainho), Alfredo Marques (Santa Rita – Castelo), António Farinha (Relvas – Ermida), António Marçal (Palhais), António Alves (Outeirinho – Várzea dos Cavaleiros), Carlos Marques (Castelo), Clementino António (Ladeirinha – Figueiredo), Daniel dos Santos (Chão das Macieiras – Cernache do Bonjardim), Eduardo Alves (Ermida), Eduardo Cartaxo (Sertã), Fernando Silva (Várzea dos Cavaleiros), Fernando Cotrim (Orgueira – Palhais), Fernando Martins (Tojal – Cabeçudo), Joaquim Gonçalves (Cernache do Bonjardim), Joaquim Ramos (Moinho da Rola – Sertã), José Mendes (Cernache do Bonjardim), José Martins (Pedrógão Pequeno), José Marques (Mourisco), José Nunes (Cernache do Bonjardim), José Rodrigues (Mourisco), José Martins (Várzea dos Cavaleiros), José Pereira (Castanheira Grande – Cumeada), Libânio Pires (Troviscal), Manuel Mendes (Tapada), Manuel de Jesus (Santinha – Figueiredo), Manuel Dias (Entre-a-Serra – Várzea dos Cavaleiros), Olímpio Santos (Cernache do Bonjardim), Pedro Matos Neves (Sertã), Rogério Fernandes e Silva (Pombas – Sertã).