segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Uma vitória e um empate no rescaldo do fim-de-semana

O Sertanense não conseguiu melhor que um empate (0-0) na sua deslocação ao terreno do Mirandense, em jogo a contar para a 18.ª jornada do Nacional da 3.ª Divisão – Série D. Por seu lado, o Vitória de Sernache não encontrou grandes dificuldades para vencer (3-0) o Proença-a-Nova, em partida do Distrital de Castelo Branco.
Acusando o desgaste de uma partida a meio da semana, depois de 120 minutos electrizantes com o Penafiel (como é possível a Federação não parar o campeonato da 3.ª Divisão para a realização das eliminatórias da Taça de Portugal?), o Sertanense não conseguiu contrariar os argumentos do Mirandense, que com uma equipa bem estruturada e em crescendo de forma, conseguiu “roubar” um ponto à formação de Eduardo Húngaro, que assim ficou mais longe da segunda posição (tem agora seis pontos de desvantagem para o Unhais da Serra).
Em Proença-a-Nova, o derby entre o conjunto local e o Vitória de Sernache acabou por correr melhor aos visitantes, que ao intervalo já venciam por dois golos de diferença. Na segunda parte, novo golo para os comandados de António Joaquim, que assim continuam na segunda posição, a quatro pontos do líder (Alcains).
No Distrital de Juniores, o Sertanense não entrou da melhor maneira na segunda fase, em virtude da derrota (2-1) averbada na deslocação ao reduto do Sporting da Covilhã.
Na jornada 12 do Distrital de Iniciados, o Sertanense folgou, enquanto o Vitória de Sernache foi goleado (6-0) pelo Sporting da Covilhã.
Nos Infantis, a equipa da Sertã disputou a quarta jornada da fase-final da Taça AFCB e não conseguiu evitar a derrota (6-2) frente ao Sporting da Covilhã. Já nas Escolas, e em jogo a contar para a fase de apuramento do campeão, o Sertanense saiu vergado ao peso de uma derrota (6-1) do terreno do Desportivo de Castelo Branco. O conjunto do Pinhal ainda não pontuou nesta prova.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Memórias: O mercado de sexta-feira


Voltamos novamente aos mercados que, todas as sextas-feiras, dão um colorido diferente à vila. A imagem desta semana diz respeito ao mercado semanal que, em tempos, se realizava junto às instalações do Mercado Municipal.
Era o ponto de encontro de muita gente e o local indicado para comprar tudo aquilo que de outra forma seria impossível adquirir. Os mais afortunados sempre tinham Coimbra e Tomar (mas as estradas da altura desaconselhavam grandes aventuras).
As tendas de pano montadas pelos feirantes acotovelavam-se em redor do Mercado Municipal e os inúmeros clientes enchiam as ruas, quase vedadas à circulação automóvel durante o dia, especialmente na parte da manhã.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Jovens da Beira Interior têm comportamentos sexuais de risco


20 por cento dos jovens da Beira Interior têm a sua primeira relação sexual sem usarem contraceptivos e mais de metade gostaria de ter mais aulas sobre sexualidade. Estas são as principais conclusões do primeiro trabalho científico sobre a sexualidade dos jovens da Beira Interior. O estudo, da autoria de Patrícia Brancal, aguarda publicação, uma tarefa que, segundo a própria revelou ao jornal Diário XXI, está a revelar-se difícil, dado o carácter regional do trabalho.
Segundo Patrícia Brancal, em declarações àquele diário, “os dados obtidos reflectem algum desconhecimento dos jovens relativamente a conceitos de sexualidade”.
A situação é tão ou mais preocupante se atendermos ao facto de que mesmo nas relações sexuais mais recentes, 15 por cento dos inquiridos admitiu tê-la praticado sem recorrer a qualquer método contraceptivo. A justificação é a de que “retira prazer” ao acto sexual.
Além das conclusões já mencionadas, é ainda referenciado que a maioria das relações sexuais dos jovens da região estão associadas a “compromissos afectivos”.
O trabalho levado a cabo por esta especialista, intitulado «Vivências Sexuais dos Jovens da Beira Interior», ainda não foi publicado, uma vez que a autora não conseguiu encontrar uma editora que se disponibilizasse para o efeito. “O argumento [das editoras para negarem a publicação] foi tratar-se de um estudo demasiado focalizado na Beira Interior”, sublinha.
Patrícia Brancal lamenta ainda o facto das conclusões deste estudo, que são do conhecimento público, não serem debatidas por ninguém, o que parece revelar pouca sensibilidade das autoridades competentes para discutir o tema.
Ou será que é preciso voltar a repetir aquele ditado: “O pior cego é aquele que não...”.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Sertanense mais próximo do segundo lugar

O Sertanense venceu, esta noite, o Sporting Pombal (1-0), em jogo em atraso da 17.ª jornada do Campeonato Nacional da III Divisão. Com este resultado, a equipa da Sertã ficou mais próxima do segundo classificado, o Unhais da Serra, possuindo agora uma desvantagem de quatro pontos.
O único golo da partida foi apontado por Bruno Xavier, logo aos oito minutos de jogo, depois de um remate de fora da área, que o guarda-redes do Pombal, Douglas, não conseguiu suster.
No resto da partida, o Sertanense limitou-se a controlar, não dando grandes veleidades à turma visitante. Destaque neste jogo para a estreia do médio-ofensivo Joca, que foi cedido a título de empréstimo, até ao final da época, ao Sertanense. O jogador actuava no Esmoriz, tendo jogado na época passada no Nelas.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

FC Porto vai à Sertã


Dispensa qualquer tipo de apresentações o adversário do Sertanense, na próxima eliminatória da Taça de Portugal. O FC Porto é o actual campeão nacional e encontra-se bem posicionado para revalidar o título este ano. A sorte finalmente bafejou a equipa da Sertã, que vê cumprido o desejo de receber um dos «Três Grandes» no campo Dr. Marques dos Santos. O jogo é já no próximo dia 10 de Fevereiro.
Paulo Farinha, presidente do Sertanense, mostrou-se muito satisfeito com o resultado do sorteio. “É uma prenda muito boa. As pessoas da Beira merecem isto. Fizemos um trabalho que está a dar frutos. Vamos fazer todos os possíveis para dar uma grande recepção ao FC Porto. Será uma grande festa”, sublinhou.
Já Vítor Baía, director do FC Porto, declarou que a equipa das Antas vai à Sertã “com muito prazer”. Acrescentou também que “o Sertanense foi a sensação da última eliminatória”, pelo que “merece todo o nosso respeito. Será um grande dia de futebol”.
Ricardo Quaresma, Lisandro López (na foto), Lucho González, Helton e Bosingwa são algumas das estrelas da companhia de um FC Porto, que Jesualdo Ferreira já disse “apostar forte” na Taça de Portugal.
Recorde-se que para chegar aos oitavos-de-final, o Sertanense eliminou Marinhense, Fazendense, Fayal Sport, Portimonense e Penafiel.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

SERTANENSE faz história na Taça de Portugal




O Sertanense está entre os 16 finalistas da Taça de Portugal deste ano. O feito inédito (nunca a equipa da Sertã havia chegado aos oitavos-de-final da prova) foi conseguido à custa do Penafiel, que ontem não conseguiu fazer valer os seus argumentos diante da formação orientada por Eduardo Húngaro.
O facto de defrontar uma equipa da Liga de Honra não atemorizou o Sertanense, que entrou melhor no jogo e colocou a formação duriense em sentido.
No entanto, o Penafiel subiu no terreno e começou a dominar as operações a partir dos 15 minutos de jogo. Criou algumas oportunidades de golo, mas a ineficácia dos seus atacantes e o acerto da defesa sertaginense deitaram por terra as pretensões dos locais.
O intervalo chegava com o resultado em branco. Na segunda parte, o Penafiel entrou melhor e Leo Flores segurou o empate, com duas grandes defesas.
A equipa do Sertanense começou a acreditar e numa jogada rápida do incansável Vicente, a formação da Sertã chegou mesmo ao golo (63’). Os muitos adeptos que se deslocaram ao Norte «explodiram» de alegria.
O Penafiel sentiu o golo e o Sertanense podia ter aumentado a vantagem logo de seguida, outra vez por intermédio de Vicente.
Com o aproximar do final da partida, o conjunto treinado por António Sousa subiu no terreno e na última jogada do encontro, Leo Flores derruba Bakero na grande área e o árbitro Luís Reforço manda marcar grande penalidade. Leo Flores foi expulso e Fábio entrou para o seu lugar. Alguns minutos antes, o jogador do Penafiel Hélder Sousa também vira o cartão vermelho.
Chamado a converter o castigo máximo, Guedes não falhou e levou o jogo para prolongamento.
Nos 30 minutos suplementares, o Sertanense, com uma equipa bem organizada, não deu hipóteses à turma contrária, que a partir da segunda parte do prolongamento, ficou mais interessada em levar o jogo para os penaltys.
O jogo decidiu-se mesmo nos pontapés da marca de grande penalidade e nas cinco ocasiões que teve, o Sertanense não falou nenhuma (Américo, Britto, Rui Maside, Marco Farinha e Filipe Avelar), enquanto o Penafiel só converteu quatro (Bakero falhou).
Depois de Rui Maside apontar o último penalty, os adeptos do Sertanense festejaram nas bancadas de forma bastante efusiva.
Eduardo Húngaro, treinador do Sertanense (que hoje mereceu um destaque especial no jornal Record), dizia no final de jogo que estava “num estado de felicidade plena”, enquanto o presidente do clube, Paulo Farinha, brincava aos microfones da Rádio Condestável: “Estamos a três jogos da Taça UEFA”.
Na noite de ontem, todos os telejornais referiram-se ao feito do Sertanene, com maior ou menor destaque, enquanto hoje os principais jornais desportivos não deixaram passar em claro o importante triunfo do Sertanense. O Record fez, inclusive, uma chamada de capa, dizendo: “Sertanense sensacional”. O jornal A Bola escrevia nas suas páginas interiores: “Há festa na Sertã”.

O sorteio da próxima eliminatória (que se joga no dia 10 de Fevereiro) realiza-se amanhã, na sede da FPF. Paulo Farinha quer o Benfica e o treinador quer ficar isento.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

«Sertã... no coração do Pinhal» (Pt.3)


Concluímos hoje a publicação do texto inédito: «Sertã... no coração do Pinhal», com a divulgação da terceira parte:


A viagem continua até ao miradouro da Bela Vista. Enquadrado no meio da floresta sobranceira à vila da Sertã, o miradouro é um dos poucos locais de onde se pode avistar em toda sua extensão a vila da Sertã. Lá ao fundo, as casas ordenam-se de uma forma geométrica por entre os pinheiros e eucaliptos que cercam a vila. Ao nosso lado, um casal de namorados aproveita o recôndito lugar para práticas um pouco mais íntimas.
Não muito longe daí, na freguesia do Marmeleiro, vamos encontrar escondido pelo denso arvoredo de pinheiros e eucaliptos, a ponte dos Três Concelhos. Curiosamente, do cimo desta ponte podemos avistar sem grande dificuldade três concelhos completamente diferentes: Sertã, Vila de Rei e Mação. Com seis arcos e um traço de características romanas, a ponte situa-se no fundo de um vale. Por instantes, deixamos prender a nossa atenção com as mulheres que vão lavando a sua roupa na ribeira que passa por baixo daquela estrutura e pelos seus filhos que mais abaixo se vão banhando nas águas tranquilas que por ali correm. Uma vontade súbita de também dar um mergulho é interrompida “in extremis” por um acesso de lucidez.
Depois de tão retemperada visita, seguimos novamente para Norte em direcção a Pedrógão Pequeno. A nossa visita inicia-se com uma prova de resistência, isto é, descer até ao ponto onde se encontra a ponte filipina. Uma descida íngreme pontuada por enormes rochedos que nos acossam o caminho e que através do extenso arvoredo mal nos fdeixam distinguir a luz do dia. O percurso é fascinante e assustador ao mesmo tempo. Os muros de pedra que cercam em algumas partes do percurso transmitem uma certa confiança, uma vez que olhar para o desfiladeiro que se estende a pouca distância dos nosso pés, poderá ser o suficiente para desistir da aventura. Depois de uma boa caminhada por um caminho que podemos considerar relativamente largo, eis que chegamos ao nosso objectivo: a ponte filipina. A luz do sol encadeia-nos, depois de tanta ausência de luminosidade. Sentimos uma estranha sensação de alívio. O silêncio ali é quase perturbador e só muito ao longe distinguimos o barulho dos carros que passam pelo tabuleiro da nova ponte do cabril (a maior ponte da península ibérica, em termos de altura).
Situada a jusante da barragem do Cabril e construída durante a ocupação Filipina, entre 1607 e 1610, a ponte ergue-se através dos seus três e com um altura de 62 metros.
Agora, é necessário voltar atrás. O caminho é sempre a subir. O mesmo percurso de há pouco, mas sempre a subir, a subir. Quando atingimos o topo novamente, o cansaço é agora presença continuada.
Depois de tanto esforço, uma ida até ao miradouro de Nossa Senhora da Confiança parece a decisão mais acertada. Os nossos olhos perdem-se na imensa paisagem que se encontra diante de nós. Montes e vales imensos salpicados aqui e ali por uma fina vegetação e lá ao fundo uma sublime linha de água libertada momentos antes pela barragem do Cabril são uma visão de eleição para nós. E os nossos olhos por ali navegam retendo as últimas impressões da viagem.

Novo mapa judiciário coloca Sertã na circunscrição Beira Interior Sul


O tribunal da Sertã poderá vir a ser integrado na circunscrição judicial Beira Interior Sul, que terá sede em Castelo Branco, caso a proposta do novo Mapa Judiciário, apresentada pelo Governo no final do ano passado, seja aprovada na Assembleia da República.
O novo Mapa Judiciário, cuja proposta poderá ser consultada no website do Sindicato dos Magistrados, baseia-se no modelo de divisão administrativa NUTIII. “As especiais características e necessidades do sector judiciário exigem que a divisão territorial se aproxime da evolução natural do volume processual, em cada zona”, refere o documento.
Segundo o Diário XXI, que cita uma fonte do PS, o documento ainda “não está acabado”, sendo que “o mais importante”, nomeadamente a regulamentação que poderá prever o desdobramento das circunscrições em comarcas, criando tribunais de competência especializada, “não está no documento”.Na prática, serão criadas 35 novas circunscrições judiciais, ficando a Sertã integrada na Beira Interior Sul, juntamente com os concelhos de Belmonte, Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Idanha-a-Nova, Mação, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Alunos da Sertã participam nas gravações de CD


25 crianças do Agrupamento de Escolas de Sertã vão participar nas gravações do CD «Os Amigos de Zéthoven», no próximo dia 1 de Março. Os alunos sertaginenses integram um grupo de 360 crianças e uma orquestra de 50 músicos que estarão envolvidas nesta iniciativa. Esta é a primeira vez que um grupo de alunos daquele estabelecimento de ensino participa nas gravações de um CD do género. Segundo a organização, serão gravados 12 temas (escolhidas entre um total de 323 canções), não se conhecendo, para já, qual a data de edição do álbum.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

«Sertã... no coração do Pinhal» (pt.2)


Continuamos a publicação do texto inédito «Sertã... No Coração do Pinhal», com a apresentação da segunda parte:



A placa toponímica que assinala a entrada na vila sede de concelho acabou de passar diante dos nossos olhos. Algumas casas de pedra e dois prédios de três andares são as primeiras coordenadas que anotamos do local. Contornamos uma enorme rotunda, ainda em construção, e atravessamos a rua 1º de Dezembro. A estreiteza da rua provoca alguns engarrafamentos de segundos. As pessoas vão passando e lançam-nos olhares de curiosidade. Ali todos se parecem conhecer, pelo menos é a primeira impressão com que ficamos.
Passamos ao lado da Ponte de Pelomes (vulgarmente conhecida por Ponte de Santo Amaro) e seguimos. Olhamos para o alto e a nossa atenção e imediatamente requisitada pela imagem do castelo de Sertório, ou daquilo que resta dele. Nos primórdios, o castelo era constituído por três torres que se dispunham em forma de triângulo. Actualmente, resta apenas uma torre (reconstruída por várias vezes) e a capela de São João Baptista, também ela alvo de muitas intervenções.
A nossa atenção vira-se agora para o jardim que se encontra mesmo à nossa frente. Aí, uma fonte, curiosamente baptizada de Fonte da Boneca é aproveitada para saciar a nossa sede. Em frente a praça de táxis, onde homens encostados a veículos de cores várias esperam pacientemente pelo próximo cliente.
A rua Cândido dos Reis (vulgo rua do Vale), em frente, convida a uma caminhada artéria acima. Ocomércio tradicional e a antiguidade das casas misturam-se num cenário deveras pitoresco. À medida que nos vamos embrenhando no coração do centro histórico da vila, vamos auscultando os rostos das pessoas que por ali passam, as conversas que pontuam o início de tarde, a frescura dos lugares à sombra, a simplicidade arquitectónica das habitações de pedra que estão em frente e, acima de tudo, as irresistíveis “quelhas” que nos convidam a entrar num lugar desconhecido. Resolvemos atalhar por uma delas. Depois de ultrapassarmos a pequena rampa em forma de escada, seguimos por um caminho forrado a calçada. Uma antiga loja de artigos em latão (ou coisa parecida) surge à nossa direita: um regador de metal e uma estranha bacia atravessada por uma “ripa” de madeira decoram a entrada do estabelecimento. Três velhotes sentados junto à soleira de uma porta falam de futebol. Um deles lança um olhar na nossa direcção e pergunta-nos se estamos perdidos. Mecanicamente, respondemos que não. Sorri e continua a conversar com os outros dois que não deram sequer pela nossa presença.
Passamos pela Capela da Misericórdia. Construída algures entre os séculos XVI ou XVII, o seu pórtico renascentista, a janela gótica e os painéis de azulejos figurativos e geométricos ficam a merecer uma visita mais atenta. Um pouco mais acima, atingimos o Largo do Adro, local onde está instalada desde 1404 a igreja Matriz. Apesar da estrutura exterior se assimilar a muitas das igrejas construídas durante o renascimento e em períodos precedentes, após entrarmos no interior, somos presenteados pelas suas três naves, todas elas separadas por arcos de granito de traço gótico (estilo predominante em toda a igreja). Na nave principal, um conjunto de painéis de azulejos com as representações dos apóstolos e algumas talhas douradas acabam por revelar-se uma agradável surpresa.
Seguimos até ao Largo do Município, onde se encontram os Paços do Concelho. Inspirado no seu congénere lisboeta, o edifício que alberga a Câmara Municipal da Sertã, construído em 1926, encontra-se distribuído por dois andares e com uma escadaria principal de grande beleza.
Depois de tomarmos a rua dr. Romão de Mascarenhas (também conhecida por rua do Castelo) em sentido descendente, desaguamos na Alameda da Carvalha (em tempos baptizada de Alameda Salazar). Autêntico jardim à beira rio, a sua visão acompanha-nos até à ponte romana. Construída no tempo dos filipes, este lindíssimo monumento é constituído por seis arcos em pedra e por uma estreita via pedonal que liga as duas margens.