terça-feira, 20 de novembro de 2007

Memórias: Feira de São Neutel


Há quem por lá tenha passado e há também aqueles que só ouviram falar dela pela voz dos pais ou avós. A Feira de São Neutel era um dos grandes momentos do ano e onde quase todos acorriam.
A feira era conhecida como o local predilecto para a compra e venda de gado, no entanto, outros utensílios podiam ser encontrados nas bancas improvisadas espalhadas pelo local.Hoje, a feira não passa de uma doce memória na mente de todos aqueles que passaram pelos terrenos, junto ao Convento de Santo António.

Alunos da Secundária desafiados a pensar o território


A Escola Secundária da Sertã foi um dos estabelecimentos de ensino que aceitou o desafio, da Universidade de Aveiro e da Associação Portuguesa de Planeadores do Território, para participar no Concurso Nacional de Ideias «Cidades Criativas». Esta iniciativa convida os alunos do 12.º ano a desenvolver, ao longo do ano escolar, um trabalho na disciplina de Área Projecto, que inclua propostas inovadoras e criativas para a qualificação e valorização dos seus territórios.O trabalho final, que será avaliado por uma comissão científica, deverá compreender um relatório escrito com 30 páginas, um poster e um blogue com a informação sobre o desenrolar do trabalho e os seus resultados. O blogue da equipa sertaginense pode ser encontrado no endereço: http://sartago_sternit.blogs.sapo.pt.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Turismo natural é aposta da Câmara da Sertã


A valorização dos recursos naturais parece ser uma das apostas actuais da Câmara Municipal da Sertã. Assim, a autarquia pretende desenvolver um projecto que valorize os recursos naturais das albufeiras do Cabril (na foto)e da Bouçã, de modo a “garantir a sustentabilidade do turismo em espaço natural”, fomentando “a economia local através da dinamização de actividades que promovam e dinamizem o concelho e a região”.
O projecto, divulgado recentemente pela edilidade, visa a reabilitação ecológica de espaços naturais, o combate às espécies exóticas, promovendo as autóctones, a definição e marcação de percursos pedestres, a caracterização ecológica dos habitats, da fauna e da flora, assim como a instalação de parques de merendas e miradouros e a promoção de actividades recreativas, desportivas e de lazer.Os trabalhos a efectuar incluem “diversas linhas de acção”, nomeadamente a definição de percursos pedestres ao longo da zona de intervenção, a identificação de percursos equestres e de BTT e a caracterização de cada trilho. Ao nível das infra-estruturas, proceder-se-á também à sinalização dos diferentes percursos e à requalificação, manutenção e limpeza de caminhos e instalação de parques de merendas.

Sertanense está na quarta eliminatória da Taça de Portugal


O Sertanense não deu hipóteses e eliminou (5-0) o Fayal Sport, na terceira eliminatória da Taça de Portugal. Com este resultado, a equipa da Sertã carimbou a passagem para a quarta eliminatória da competição, que vai contar já com a presença das equipas da I Liga. O sorteio realiza-se na próxima quinta-feira. Entretanto, o Vitória de Sernache venceu (2-0) o Pedrógão de São Pedro e subiu à sexta posição da tabela classificativa do Distrital de Castelo Branco.
Depois de um início de jogo algo apático, o Sertanense rectificou e assumiu o domínio da partida. O primeiro golo chegou aos 30 minutos por intermédio de Zâmbia a concluir uma excelente jogada de ataque.
Na segunda parte, o domínio continuou mas só, aos 66 minutos, Leandro na marcação de um livre sossegou as hostes sertaginenses.
O recém-entrado Milford ampliou a vantagem aos 85 minutos e Hygor não esteve com meias medidas e facturou os seus primeiros dois golos ao serviço do conjunto da Sertã, num espaço de dois minutos.
Entretanto, em Cernache do Bonjardim, a equipa local levou de vencida a turma do Pedrógão de São Pedro, com os golos a serem apontados por Nuno Alves e Miguel Farinha.

Novo portal sobre a Zona do pinhal na Internet


A Zona do Pinhal tem um novo portal na Internet, que funciona também como jornal on-line. Chama-se “Pinhaldigital” e pode ser consultado no endereço: http://www.pinhaldigital.com.“O Pinhaldigital é uma publicação que, realmente, se identifica com toda esta região e é actualizado com frequência, no sentido de ser um intermediário entre aquilo que acontece na região e os emigrantes, naturais ou residentes. Trata-se de um jornal para toda a Zona do Pinhal e não só para este ou aquele concelho”, sublinham os responsáveis por este portal.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Novos fins para as árvores mais jovens


A premissa é simples: “E se do pinheiro bravo de baixa densidade (árvores mais jovens) não se fizerem apenas estacas, mas sim outro tipo de estruturas como pontes, garagens ou móveis?”
Segundo uma das últimas edições do jornal Reconquista, é nesta premissa que assenta o projecto de investigação científica que a associação inter-municipal Pinhal Maior (organismo que integra os concelhos de Vila de Rei, Oleiros, Sertã, Proença-a-Nova e Mação) está a desenvolver em colaboração com a Universidade de Coimbra e com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
No fundo, este projecto visa o aproveitamento da madeira de pinho de baixa densidade (com diâmetro entre os 5 e os 17 centímetros) para outras estruturas, que não apenas as estacas.
Os testes já começaram a ser realizados de forma a verificar a resistência da madeira depois de tratada, o que será fundamental para a atribuição de novas funções ao pinheiro bravo.Para Augusto Nogueira, coordenador da Pinhal Maior, este projecto é bastante importante para uma região afectada pelos incêndios florestais. “Devido aos fogos, existe muita madeira que, devido à sua dimensão, apenas é utilizada na produção de estacas. O objectivo da iniciativa passa por obtermos novas formas de aproveitamento desse tipo de madeira”, afirmou ao jornal Reconquista.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Sétima arte longe da Sertã


Já lá vão uns anos desde a última vez que foi possível ver um filme, numa sala de cinema da Sertã. Os cinemas da vila estão hoje de portas fechadas e a população privada de uma das maiores manifestações culturais do nosso século.
O Cine-Teatro Tasso, que durante muitos anos assegurou a exibição das mais diversas películas, suspendeu as projecções. A direcção do Clube da Sertã acusa a câmara pelo encerramento, ao passo que a autarquia devolve as responsabilidades.
A sala de cinema do shopping Monteverde (hoje Pingo Doce) também fechou as suas portas.
Perante este cenário, as opções dos amantes da sétima arte não são muitas, para não dizer quase nenhumas. Proença-a-Nova tem sido uma solução de recurso.Talvez existam problemas mais graves a aguardar resolução no nosso concelho mas, ainda assim, penso que é chegada a hora de resolver esta situação. Quando se fala em fixar a população jovem no Interior, a oferta cultural é um argumento importante (vide últimos inquéritos realizados pelo INE) e a ausência de um equipamento destes na Sertã é mais um factor a contribuir para o empobrecimento do concelho.

Monsanto travou Sertanense e Sernache segue em frente na Taça de Honra


O Sertanense não conseguiu levar de vencida, no último fim-de-semana, a equipa do Monsanto, em jogo a contar para a nona jornada do Nacional da 3.ª Divisão (Série D). Apesar do empate a zero, a formação da Sertã mantém o terceiro lugar da classificação, com 19 pontos.
O encontro entre estes dois conjuntos era aguardado com alguma expectativa, em virtude de estarmos perante duas das melhores equipas deste campeonato. O equilíbrio foi a nota dominante durante toda a partida, apesar do Sertanense ter desperdiçado algumas boas oportunidades para chegar à vitória.
Por seu lado e em jogo a contar para a primeira eliminatória da Taça de Honra de Castelo Branco, o Vitória de Sernache “arrancou” uma vitória (2-1) no reduto do Teixosense, um resultado que lhe permite passar à fase seguinte. Os golos da turma vitoriana foram apontados por Tomás e Nuno Alves. No distrital de juniores, o Sertanense folgou nesta jornada, mas mantém a primeira posição com 13 pontos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Memórias: Edifício da Câmara Municipal em construção


Estávamos em 1917, quando um violento incêndio reduziu a cinzas o edifício dos Paços do Concelho da Sertã, localizado mesmo em frente ao Clube da Sertã. Perante o infortúnio, a população da terra juntou-se e a ideia da construção de um novo edifício começou a germinar.
Foram ainda precisos alguns anos e uma soma bastante elevada para a época para que o sonho do novo edifício se tornasse realidade. Inspirando-se no desenho dos Paços de Concelho de Lisboa, o arquitecto Cottinelli Telmo projectou um dos maiores ex-libris da vila. Esta fotografia, da autoria de Olímpio Craveiro, dá conta do andamento dos trabalhos, que, pelo que me recordo, ficaram concluídos na década de 30 do século passado.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Passeio gastronómico pela Zona do Pinhal


Numa das últimas edições do suplemento Fugas, do jornal PÚBLICO, a Zona do Pinhal foi destaque, pela sua rica gastronomia. Num artigo assinado pelo jornalista David Lopes Ramos e intitulado “Por terras de maranhos, plangaios e cabrito estonado”, Sertã, Oleiros, Vila de Rei e Proença-a-Nova ficaram mais próximos dos portugueses.
Com a devida vénia ao jornal PÚBLICO, aqui ficam excertos do artigo publicado:

“A região [Zona do Pinhal] está mais acolhedora e, quem se interessar pelo tema, encontrará restaurantes onde poderá provar as jóias culinárias da região: os maranhos, os plangaios, os buchos de porco recheados, o cabrito estonado. E as estradas estão melhores, muito melhores.

(...) Ficamo-nos hoje pela Zona do Pinhal e, em particular, pelos concelhos da Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei. Região marcada pela floresta de pinheiros e eucaliptos, a monotonia vegetal é, aqui e ali, animada por aldeias de cariz medieval e, sobretudo, por trechos do imenso lago que é a albufeira do Castelo de Bode, um espelho de água de uns 60 quilómetros, ao longo do qual nasceram praias fluviais e duas ou três estalagens com o quanto baste de conforto para uma estadia retemperadora.
A Zona do Pinhal é uma região sossegada e pacata, desaconselhada aos viciados na agitação citadina, embora também haja por lá lugares onde os adeptos dos chamados desportos radicais poderão satisfazer a sua paixão. Comparada com a situação de há 20 anos atrás, as estradas estão, em geral, mais transitáveis, as ligações às principais vias nacionais existem e têm qualidade e as sedes dos concelhos citados, embora mantenham o ar íntimo de outrora, cresceram quase sempre de forma harmoniosa. Em algumas delas há exemplares de arquitectura religiosa que merecem ser conhecidos e visitados, entre os quais a Igreja Matriz da Sertã e a Igreja Matriz de Oleiros. Os coleccionadores de objectos artesanais, designadamente nos domínios da olaria, tecelagem, bordados de linho ou cestaria, têm igualmente por onde escolher. E os lugares estão bem sinalizados na berma das estradas.

(...) Quanto às comidas e bebidas, que são o tema central destas páginas do FUGAS, há algo a dizer, sobretudo no domínio dos sólidos que, quanto a vinhos, salvo alguns de Cernache do Bonjardim (Sertã) com certo interesse, não há mais nada a assinalar. É nos enchidos que a Zona do Pinhal mais se distingue. Os maranhos, quando bem confeccionados, são do mais original e delicado de sabor que existe em Portugal. Os plangaios ou plagaios, mais condimentados e de sabor mais intenso, são igualmente muito bons, bem como os buchos de porco recheados com lombo de porco, carne de galinha, presunto, chouriço magro, ovos, miolo de pão, salsa picada, vinho branco, sumo de laranja e limão, entre outros condimentos. Nos restaurantes da Zona do Pinhal que servem comida regional costumam juntar no mesmo prato umas fatias de maranhos e de bucho recheado.

(...) Outro prato emblemático da região, talvez o mais emblemático, é o cabrito estonado. Faz-se também cabrito assado no forno como noutras regiões portuguesas, mas o estonado é especial. Porquê? Porque os bichinhos, que não devem ter mais de mês e meio e ser gordos, não são esfolados. A exemplo do que se faz na Bairrada com o leitão, os pêlos dos cabritos são retirados com o auxílio de uma serapilheira ou de outro pano grosseiro, após o bicho ser escaldado em água a ferver. Depois, raspa-se bem com uma faca, mas sempre tendo o cuidado de não romper a pele. Depois de estonado, retiram-se as vísceras ao cabrito por uma pequena abertura na barriga. Reservam-se os bofes, o coração, as molejas, os rins, o fígado e lava-se bem o bichinho, que deverá ficar a escorrer de um dia para o outro em lugar fresco.
No dia seguinte, faz-se uma papa com dentes de alho esmagados, sal, pimenta e vinho branco e barra-se o cabrito por dentro e por fora. Picam-se os miúdos, junta-se presunto aos bocadinhos, salsa e uma folha de louro, mistura a que se junta um pouco da papa com que se barrou o bicho. Recheia-se e coze-se a abertura. Assa-se em forno bem quente, se possível de lenha, e sobre paus de loureiro. A pele deverá ficar estaladiça e com uma bela cor acerejada. É uma delícia. Em alguns restaurantes servem-no sendo sempre necessário encomendar previamente, o que também sucede com o cabrito assado no forno. Por exemplo, no restaurante Famado, em Vale de Urso (Proença-a-Nova), servem um e outro, contra a garantia de um consumo mínimo de oito doses.
Merecem ainda menção os queijos de cabra, de mistura de leites de cabra e ovelha, sobretudo estes, em geral muito apaladados, ligeiramente acídulos e macios, e ainda de queijos de vaca, cabra e ovelha, o pão de milho e alguns doces, como as cavacas e as fofas de Mação, as tigeladas, o bolo de mel, as filhoses e o pão doce em forma de ferradura, não muito doce, perfumado com sumo e raspa de limão, delicioso”.