O Sertanense continua imparável no Nacional da 3.ª Divisão (Série D) e, ao fim de oito jornadas, ainda não sofreu qualquer derrota. Este fim-de-semana, a turma da Sertã deslocou-se ao terreno do Caranguejeira e goleou (4-0) a equipa local. A outra equipa do concelho - o Vitória de Sernache não foi feliz na sua deslocação a Alcains (derrota por 3-2).
O domínio do Sertanense foi avassalador, não dando qualquer tipo de hipóteses ao último classificado do campeonato, uma formação que ainda não somou qualquer ponto esta época. Foram quatro golos, mas podiam ter sido muitos mais.
Com este resultado, os comandados de Eduardo Húngaro mantém a terceira posição desta prova, com menos três pontos que o primeiro classificado (Monsanto) e menos dois que o segundo (Unhais da Serra).
Em Alcains e apesar de ter estado a vencer por 2-0, o Vitória de Sernache não conseguiu evitar a reviravolta do resultado e consentiu uma derrota (3-2), que o atirou para o sexto lugar, a cinco pontos do duo da frente (AD Fundão e Atalaia).
Nas camadas jovens, o Sertanense goleou o Silvares (10-0) em jogo a contar para a quarta jornada do Distrital de Juniores. A equipa da Sertã está no segundo lugar da prova, com menos três pontos do que o líder, mas tem um jogo em atraso. Também para este campeonato, o Vitória de Sernache foi batido em casa (3-2) pelo Sporting da Covilhã e ocupa a última posição, ainda sem pontuar.
Nos Iniciados, a formação da Sertã foi vencida em casa (1-0) pelo Académico Fundão, e ao fim de três jornadas, ocupa a 10.ª posição, com um ponto.Em jogo a contar para o Distrital de Infantis, o Sertanense não conseguiu evitar a derrota (3-0) em Vila de Rei, frente ao Vilarregense, enquanto nas Escolas, os miúdos continuam na senda das vitórias: este fim-de-semana venceram (3-1) a Casa do Benfica de Castelo Branco.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
domingo, 28 de outubro de 2007
Biomassa: medo ou ignorância?

Um dos nossos leitores, por ocasião de um texto aqui publicado sobre a nova central termoeléctrica a biomassa florestal, a instalar na Zona Industrial da Sertã, fez-nos chegar uma notícia que dava conta dos protestos dos habitantes de uma localidade do concelho de Sintra perante a instalação de uma estrutura deste género na sua zona.
Posto isto, e como a discussão pública destes projectos se faz quase sempre no quentinho dos gabinetes, resolvi investir um pouco de tempo a tentar perceber quais seriam as vantagens e desvantagens da instalação deste tipo de centrais.
Segundo a Quercus, a biomassa é a energia gerada a partir de material vegetal, podendo ser transformada em energia através de combustão, gaseificação, fermentação, ou produção de substâncias líquidas. “É uma energia biológica em que o conjunto de organismos que podem ser aproveitados como fontes de energia são por exemplo: a cana-de-açúcar, o eucalipto e a beterraba (dos quais se extrai álcool), o biogás (produto de reacções anaeróbicas da matéria orgânica existente no lixo), diversos tipos de árvores (lenha e carvão vegetal) e alguns óleos vegetais (amendoim, soja)”, constata aquela entidade.
Entre as vantagens contam-se o baixo custo de obtenção da matéria-prima, a não emissão de dióxido de enxofre, as cinzas são menos agressivas ao meio ambiente do que as provenientes de combustíveis fósseis, a menor corrosão dos equipamentos (caldeiras, fornos), o menor risco ambiental, o facto de ser um recurso renovável e as suas emissões não contribuirem para o efeito estufa.
No entanto, também existem desvantagens: maior possibilidade de geração de material particular para a atmosfera (isto significa maior custo de investimento para a caldeira e os equipamentos para remoção de material particular), dificuldades no armazenamento e menor poder radiador.
Outro dado curioso diz respeito ao facto de vários especialistas duvidarem das potencialidades destas centrais na produção de energia. Segundo um estudo de uma ONG internacional, “a produção de electricidade a partir de biomassa é genericamente menos eficiente que a produção de electricidade a partir de outros combustíveis devido a um menor poder calorífico do combustível, maior variabilidade do conteúdo em humidade e maior heterogeneidade dos combustíveis. A eficiência de combustível destas centrais está tipicamente abaixo dos 35% (valor eventualmente possível para centrais bem desenhadas e correctamente operadas)”.
Mas há o outro lado. Os responsáveis da Central Termoeléctrica de Mortágua, que tem na biomassa o seu principal combustível, apresentaram recentemente as conclusões do relatório sobre o funcionamento desta unidade, inaugurada em 1999. “Este projecto desenvolvido nos anos noventa pela EDP – Electricidade de Portugal em consórcio com o Centro da Biomassa para a Energia (CBE), permitiu a utilização dos resíduos florestais, muito abundantes naquela zona, para produzir electricidade, criando condições para a limpeza das matas e florestas, por parte dos seus proprietários, contribuindo assim para a redução dos riscos de incêndio, para o ordenamento florestal da zona Centro do País e para a redução da dependência energética externa e aumenta a penetração das energias renováveis em Portugal”.
Antes de terminar, gostava de realçar que este texto não pretende fazer qualquer juízo de valor a favor ou contra a central de biomassa. O objectivo é apresentar os dois lados da questão e tentar potenciar a discussão sobre o tema.
Considero a instalação de estruturas deste género um impulso muito importante para a economia do nosso concelho e um contributo decisivo para o nosso ambiente, mas também entendo que seja necessário discutir as coisas com frontalidade e sem receios de qualquer espécie. O concelho só tem a ganhar e as pessoas ficam mais informadas. Isto porque, no caso que o nosso leitor nos trouxe, através daquela notícia, o que mais me “chocou” foi a falta de informação daquelas pessoas e o medo que votavam ao desconhecido.
Posto isto, e como a discussão pública destes projectos se faz quase sempre no quentinho dos gabinetes, resolvi investir um pouco de tempo a tentar perceber quais seriam as vantagens e desvantagens da instalação deste tipo de centrais.
Segundo a Quercus, a biomassa é a energia gerada a partir de material vegetal, podendo ser transformada em energia através de combustão, gaseificação, fermentação, ou produção de substâncias líquidas. “É uma energia biológica em que o conjunto de organismos que podem ser aproveitados como fontes de energia são por exemplo: a cana-de-açúcar, o eucalipto e a beterraba (dos quais se extrai álcool), o biogás (produto de reacções anaeróbicas da matéria orgânica existente no lixo), diversos tipos de árvores (lenha e carvão vegetal) e alguns óleos vegetais (amendoim, soja)”, constata aquela entidade.
Entre as vantagens contam-se o baixo custo de obtenção da matéria-prima, a não emissão de dióxido de enxofre, as cinzas são menos agressivas ao meio ambiente do que as provenientes de combustíveis fósseis, a menor corrosão dos equipamentos (caldeiras, fornos), o menor risco ambiental, o facto de ser um recurso renovável e as suas emissões não contribuirem para o efeito estufa.
No entanto, também existem desvantagens: maior possibilidade de geração de material particular para a atmosfera (isto significa maior custo de investimento para a caldeira e os equipamentos para remoção de material particular), dificuldades no armazenamento e menor poder radiador.
Outro dado curioso diz respeito ao facto de vários especialistas duvidarem das potencialidades destas centrais na produção de energia. Segundo um estudo de uma ONG internacional, “a produção de electricidade a partir de biomassa é genericamente menos eficiente que a produção de electricidade a partir de outros combustíveis devido a um menor poder calorífico do combustível, maior variabilidade do conteúdo em humidade e maior heterogeneidade dos combustíveis. A eficiência de combustível destas centrais está tipicamente abaixo dos 35% (valor eventualmente possível para centrais bem desenhadas e correctamente operadas)”.
Mas há o outro lado. Os responsáveis da Central Termoeléctrica de Mortágua, que tem na biomassa o seu principal combustível, apresentaram recentemente as conclusões do relatório sobre o funcionamento desta unidade, inaugurada em 1999. “Este projecto desenvolvido nos anos noventa pela EDP – Electricidade de Portugal em consórcio com o Centro da Biomassa para a Energia (CBE), permitiu a utilização dos resíduos florestais, muito abundantes naquela zona, para produzir electricidade, criando condições para a limpeza das matas e florestas, por parte dos seus proprietários, contribuindo assim para a redução dos riscos de incêndio, para o ordenamento florestal da zona Centro do País e para a redução da dependência energética externa e aumenta a penetração das energias renováveis em Portugal”.
Antes de terminar, gostava de realçar que este texto não pretende fazer qualquer juízo de valor a favor ou contra a central de biomassa. O objectivo é apresentar os dois lados da questão e tentar potenciar a discussão sobre o tema.
Considero a instalação de estruturas deste género um impulso muito importante para a economia do nosso concelho e um contributo decisivo para o nosso ambiente, mas também entendo que seja necessário discutir as coisas com frontalidade e sem receios de qualquer espécie. O concelho só tem a ganhar e as pessoas ficam mais informadas. Isto porque, no caso que o nosso leitor nos trouxe, através daquela notícia, o que mais me “chocou” foi a falta de informação daquelas pessoas e o medo que votavam ao desconhecido.
É triste dize-lo, mas já vi muitos políticos fazerem-se valer desta ignorância para daí recolher dividendos.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Memórias: Avenida Gonçalo Rodrigues Caldeira

A inauguração da nova biblioteca da Sertã aconteceu no passado sábado, ali na Avenida Gonçalo Rodrigues Caldeira. Mas não é essa a razão deste texto. As nossas Memórias de hoje conduzem-nos a esta mesma avenida em meados da década de 50 do século passado.
Uma altura em que os carros ainda se estacionavam do lado esquerdo da via, as árvores ainda se erguiam junto à ribeira e a ponte de Santo Amaro era ainda transitável para veículos. Nas casas da zona, as diferenças também se fizeram sentir. Entre a casa dos magistrados (hoje biblioteca) e o prédio de três andares do início da avenida, os imóveis são hoje totalmente diferentes: ampliações, novas construções ou simplesmente alteração de fachadas marcam esta rua que uns anos depois deste “instantâneo” havia de assistir a uma chegada da Volta a Portugal, em ciclismo.
Uma altura em que os carros ainda se estacionavam do lado esquerdo da via, as árvores ainda se erguiam junto à ribeira e a ponte de Santo Amaro era ainda transitável para veículos. Nas casas da zona, as diferenças também se fizeram sentir. Entre a casa dos magistrados (hoje biblioteca) e o prédio de três andares do início da avenida, os imóveis são hoje totalmente diferentes: ampliações, novas construções ou simplesmente alteração de fachadas marcam esta rua que uns anos depois deste “instantâneo” havia de assistir a uma chegada da Volta a Portugal, em ciclismo.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
José Paulo Farinha em discurso directo

É um momento raro (não por culpa do visado), mas que vale a pena não perder. O presidente da Câmara Municipal da Sertã concedeu uma entrevista há cerca de duas semanas a uma revista beirã (Kaminhos Magazine), onde dá conta das suas prioridades para o que resta do seu mandato e das queixas que faz relativamente ao Governo de Sócrates.
Mas vamos às prioridades. José Paulo Farinha concentra a aposta em “conseguir tirar o maior potencial possível dos três recursos com que este concelho foi contemplado – água, floresta e ambiente”, ao mesmo tempo, que defende uma estratégia de captação de micro e pequenas empresas, se possível de alta tecnologia. Sobre o ambiente, o presidente da Câmara da Sertã considera que “foi uma das áreas prioritárias desde que tomámos posse em 2002. Um dos trabalhos que realizámos foi a identificação das «Medidas e Acções de Apoio à Floresta», que visa uma primeira aproximação à gestão sustentável da floresta. Outro dos trabalhos empreendido neste domínio foi a conclusão da «Agenda 21 Local do Município da Sertã»”. Neste particular, não posso deixar de dar os parabéns a José Paulo Farinha, até porque a Sertã foi o primeiro concelho do país a concluir a Agenda 21.
Quantos aos projectos em curso, nomeadamente no que concerne aos três recursos “com que o concelho foi contemplado”, o autarca destaca o alargamento do parque do Cabeço Raínho e a construção da central de biomassa na Zona Industrial da Sertã, a cargo da Palser. Referência também para a energia hídrica, “estando a desenvolver-se estudos que irão concretizar, futuramente, no terreno as conclusões dessas acções”, nota José Paulo Farinha.
No capítulo das acessibilidades, apesar de algumas melhorias, as coisas não estão tão bem, designadamente no que se refere às ligações a outros municípios. “Nas ligações entre municípios limítrofes ainda há muito a fazer. Como grande prioridade surge a Estrada Nacional 238 (EN 238), via estruturante para o concelho da Sertã, mas também para os concelhos limítrofes”. Além desta, José Paulo Farinha fala ainda da EN2 e do IC8, duas vias estruturantes e que requerem obras de melhoramento.
Um dos temas que mais aguardava ver tratado na entrevista era o turismo e as minhas expectativas não saíram defraudadas. “Passados que estão cinco anos à frente dos destinos da Câmara da Sertã, não mudei ainda a opinião que tinha sobre este sector. Reconheço que temos potencialidades turísticas, não sendo difícil apontar razões para atrair o turista. Embora se tenha bom ambiente, boas paisagens, boa gastronomia, gentes que sabem receber como poucas, o concelho isoladamente não tem futuro turístico, nem nenhum concelho da Zona do Pinhal conseguirá ter expressão neste domínio, a não ser por meio de uma actuação integrada se alcançará esse objectivo”, disse o edil da Sertã. Enfim, o que há muito já se sabia foi finalmente apreendido pelo nossos autarcas. Haja vontade para encontrar políticas e estratégias concertadas entre todos.
Mas José Paulo Farinha disse mais sobre o tema: “Sem querer ferir susceptibilidades, não considero Turismo o que se passa em grande parte dos nossos concelhos, pois considero que só existe negócio turístico quando as pessoas se instalam na região, dois ou três dias, porque neste caso, terão que tomar as suas refeições nos cafés e restaurantes, dormir e comprar algo no local escolhido. É óbvio que o concelho da Sertã, bem como os concelhos envolventes têm grandes potencialidades para divulgar. Mas sejamos pragmáticos, repito, só através de uma acção conjugada e articulada dos vários municípios conseguiremos atingir algum desiderato no sector turístico”.O presidente da Câmara da Sertã aproveitou ainda a entrevista para deixar alguns recados ao Governo. “Sem querer ser derrotista, em jeito de desabafo, e não obstante ser um defensor de que a sensatez e a sobriedade devem pautar o comportamento humano, a irrelevância e a indiferença a que tem sido votada esta Região, em particular, e o Interior, em geral, além da ausência de uma visão estratégica para a mesma, levam-me a repensar a minha forma menos impositiva de manifestar, em algumas circunstâncias, as minhas preocupações para o desenvolvimento do concelho”. Quanto a uma provável recandidatura à Câmara Municipal da Sertã, José Paulo Farinha não abre o jogo. “Tenho muita honra e um orgulho imensurável de estar a desempenhar as funções de presidente da Câmara, mas ainda é cedo para abordar esta questão. Sem qualquer espécie de «tabu», os leitores compreenderão que não posso acrescentar mais nada acerca desta matéria”.
Mas vamos às prioridades. José Paulo Farinha concentra a aposta em “conseguir tirar o maior potencial possível dos três recursos com que este concelho foi contemplado – água, floresta e ambiente”, ao mesmo tempo, que defende uma estratégia de captação de micro e pequenas empresas, se possível de alta tecnologia. Sobre o ambiente, o presidente da Câmara da Sertã considera que “foi uma das áreas prioritárias desde que tomámos posse em 2002. Um dos trabalhos que realizámos foi a identificação das «Medidas e Acções de Apoio à Floresta», que visa uma primeira aproximação à gestão sustentável da floresta. Outro dos trabalhos empreendido neste domínio foi a conclusão da «Agenda 21 Local do Município da Sertã»”. Neste particular, não posso deixar de dar os parabéns a José Paulo Farinha, até porque a Sertã foi o primeiro concelho do país a concluir a Agenda 21.
Quantos aos projectos em curso, nomeadamente no que concerne aos três recursos “com que o concelho foi contemplado”, o autarca destaca o alargamento do parque do Cabeço Raínho e a construção da central de biomassa na Zona Industrial da Sertã, a cargo da Palser. Referência também para a energia hídrica, “estando a desenvolver-se estudos que irão concretizar, futuramente, no terreno as conclusões dessas acções”, nota José Paulo Farinha.
No capítulo das acessibilidades, apesar de algumas melhorias, as coisas não estão tão bem, designadamente no que se refere às ligações a outros municípios. “Nas ligações entre municípios limítrofes ainda há muito a fazer. Como grande prioridade surge a Estrada Nacional 238 (EN 238), via estruturante para o concelho da Sertã, mas também para os concelhos limítrofes”. Além desta, José Paulo Farinha fala ainda da EN2 e do IC8, duas vias estruturantes e que requerem obras de melhoramento.
Um dos temas que mais aguardava ver tratado na entrevista era o turismo e as minhas expectativas não saíram defraudadas. “Passados que estão cinco anos à frente dos destinos da Câmara da Sertã, não mudei ainda a opinião que tinha sobre este sector. Reconheço que temos potencialidades turísticas, não sendo difícil apontar razões para atrair o turista. Embora se tenha bom ambiente, boas paisagens, boa gastronomia, gentes que sabem receber como poucas, o concelho isoladamente não tem futuro turístico, nem nenhum concelho da Zona do Pinhal conseguirá ter expressão neste domínio, a não ser por meio de uma actuação integrada se alcançará esse objectivo”, disse o edil da Sertã. Enfim, o que há muito já se sabia foi finalmente apreendido pelo nossos autarcas. Haja vontade para encontrar políticas e estratégias concertadas entre todos.
Mas José Paulo Farinha disse mais sobre o tema: “Sem querer ferir susceptibilidades, não considero Turismo o que se passa em grande parte dos nossos concelhos, pois considero que só existe negócio turístico quando as pessoas se instalam na região, dois ou três dias, porque neste caso, terão que tomar as suas refeições nos cafés e restaurantes, dormir e comprar algo no local escolhido. É óbvio que o concelho da Sertã, bem como os concelhos envolventes têm grandes potencialidades para divulgar. Mas sejamos pragmáticos, repito, só através de uma acção conjugada e articulada dos vários municípios conseguiremos atingir algum desiderato no sector turístico”.O presidente da Câmara da Sertã aproveitou ainda a entrevista para deixar alguns recados ao Governo. “Sem querer ser derrotista, em jeito de desabafo, e não obstante ser um defensor de que a sensatez e a sobriedade devem pautar o comportamento humano, a irrelevância e a indiferença a que tem sido votada esta Região, em particular, e o Interior, em geral, além da ausência de uma visão estratégica para a mesma, levam-me a repensar a minha forma menos impositiva de manifestar, em algumas circunstâncias, as minhas preocupações para o desenvolvimento do concelho”. Quanto a uma provável recandidatura à Câmara Municipal da Sertã, José Paulo Farinha não abre o jogo. “Tenho muita honra e um orgulho imensurável de estar a desempenhar as funções de presidente da Câmara, mas ainda é cedo para abordar esta questão. Sem qualquer espécie de «tabu», os leitores compreenderão que não posso acrescentar mais nada acerca desta matéria”.
Foto: Kaminhos Magazine
domingo, 21 de outubro de 2007
Equipas do concelho voltam às vitórias
O fim-de-semana futebolístico correu de feição para as equipas do concelho da Sertã, que esta tarde venceram as partidas em que estiveram envolvidas: o Sertanense bateu (2-0) o Portomosense e o Vitória de Sernache despachou (4-0) o Teixosense.
Na Sertã, Sertanense e Portomosense não proporcionaram um grande espectáculo de futebol a todos os que se deslocaram ao Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos. Os homens de Eduardo Húngaro começaram melhor, mas a turma de Porto de Mós foi equilibrando as operações.
O primeiro golo, apontado por Filipe Avelar, chegou ainda antes do intervalo, um resultado que tranquilizou a equipa sertaginense para a segunda parte. No período complementar, as melhores oportunidades pertenceram à formação da casa, que chegaria ao segundo golo, já no final da partida, por intermédio de Wellington, depois de uma jogada magistral de contra-ataque. Com este resultado, o Sertanense mantém a terceira posição do campeonato Nacional da 3.ª Divisão (Série D), atrás do Monsanto e do Unhais da Serra.
A história do jogo em Cernache do Bonjardim pode quase resumir-se aos golos marcados e falhados pela formação de António Joaquim. Apesar do Teixosense ter começado melhor, foi o Vitória que comandou quase sempre as operações, vencendo com naturalidade o seu opositor. Os golos foram assinados por Miguel Farinha (2), Fredy e Paulo Lopes.Na classificação do Distrital de Castelo Branco, a turma de Cernache subiu à quarta posição, ultrapassando Pedrógão e Águias de Moradal.
Na Sertã, Sertanense e Portomosense não proporcionaram um grande espectáculo de futebol a todos os que se deslocaram ao Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos. Os homens de Eduardo Húngaro começaram melhor, mas a turma de Porto de Mós foi equilibrando as operações.
O primeiro golo, apontado por Filipe Avelar, chegou ainda antes do intervalo, um resultado que tranquilizou a equipa sertaginense para a segunda parte. No período complementar, as melhores oportunidades pertenceram à formação da casa, que chegaria ao segundo golo, já no final da partida, por intermédio de Wellington, depois de uma jogada magistral de contra-ataque. Com este resultado, o Sertanense mantém a terceira posição do campeonato Nacional da 3.ª Divisão (Série D), atrás do Monsanto e do Unhais da Serra.
A história do jogo em Cernache do Bonjardim pode quase resumir-se aos golos marcados e falhados pela formação de António Joaquim. Apesar do Teixosense ter começado melhor, foi o Vitória que comandou quase sempre as operações, vencendo com naturalidade o seu opositor. Os golos foram assinados por Miguel Farinha (2), Fredy e Paulo Lopes.Na classificação do Distrital de Castelo Branco, a turma de Cernache subiu à quarta posição, ultrapassando Pedrógão e Águias de Moradal.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Memórias: «Cimo» da rua do Vale

É hoje difícil imaginar do que falariam aqueles dois homens parados no meio da via. Sabemos, no entanto, que o tempo não estava de feição – pelo guarda-chuva que um deles tem dependurado do braço. Também sabemos que o miúdo (provavelmente filho do outro homem) tem o olhar “preso” na montra da loja em frente.
Se a conversa era interessante, não é muito relevante. Mas são relevantes dois pormenores nesta imagem do século passado do «cimo» da rua do Vale: o homem que se prepara para conduzir a junta de bois e o “carocha” estacionado no lado esquerdo da imagem. Estes dois pormenores trazem-nos à memória o antigamente, a Sertã de outros tempos. É essa Sertã que hoje aqui recordamos nesta fotografia. Uma vila de contrastes e onde muito mudou de então para cá. Conseguem assinalar as diferenças?
Se a conversa era interessante, não é muito relevante. Mas são relevantes dois pormenores nesta imagem do século passado do «cimo» da rua do Vale: o homem que se prepara para conduzir a junta de bois e o “carocha” estacionado no lado esquerdo da imagem. Estes dois pormenores trazem-nos à memória o antigamente, a Sertã de outros tempos. É essa Sertã que hoje aqui recordamos nesta fotografia. Uma vila de contrastes e onde muito mudou de então para cá. Conseguem assinalar as diferenças?
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
PIDDAC com dinheiro para remodelação do Centro de Saúde
O Centro de Saúde da Sertã vai ser finalmente remodelado. Pelo menos, a verba necessária para a empreitada está já incluída no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para 2008, que o Governo apresentou na passada semana.
Segundo o PIDDAC, a remodelação deverá custar 315 mil euros, dos quais 240 mil serão financiados por fundos comunitários. Os restantes 75 mil euros provém de receitas gerais.
Além do Centro de Saúde, o PIDDAC afectou uma verba de três mil euros para o desenvolvimento de uma nova infra-estrutura do Centro de Emprego da Sertã. Os pormenores são, para já, desconhecidos.É curioso notar que as dotações do PIDDAC para 2008, no que concerne ao concelho da Sertã, aumentaram significativamente (71,9 por cento) em relação a 2007. Ou seja, uma boa notícia para o nosso concelho, que nos últimos anos foi extremamente penalizado pelas dotações do PIDDAC.
Segundo o PIDDAC, a remodelação deverá custar 315 mil euros, dos quais 240 mil serão financiados por fundos comunitários. Os restantes 75 mil euros provém de receitas gerais.
Além do Centro de Saúde, o PIDDAC afectou uma verba de três mil euros para o desenvolvimento de uma nova infra-estrutura do Centro de Emprego da Sertã. Os pormenores são, para já, desconhecidos.É curioso notar que as dotações do PIDDAC para 2008, no que concerne ao concelho da Sertã, aumentaram significativamente (71,9 por cento) em relação a 2007. Ou seja, uma boa notícia para o nosso concelho, que nos últimos anos foi extremamente penalizado pelas dotações do PIDDAC.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Sertã vai ter central de biomassa
Todos concordam na necessidade de encontrar alternativas às energias não renováveis. O concelho da Sertã parece ter compreendido, desde cedo, a importância de aproveitar os recursos naturais de que dispõe para a produção de energias renováveis e “mais limpas”. O ambiente agradece e a economia do concelho também.
Depois do anúncio de que o parque eólico do Cabeço Raínho será alargado, surge agora a notícia de que está para breve o início da construção de uma central termoeléctrica a biomassa florestal. O empreendimento, que foi adjudicado à Palser em Abril último, será edificado na Zona Industrial da Sertã e terá uma capacidade de produção de 3 megawats.
Representando um investimento de 10 milhões de euros, a central deverá empregar directamente cerca de uma dezena de pessoas.
Libânio Nunes, gerente da Palser, sublinhou, em entrevista recente ao jornal Reconquista, que esta aposta nas energias renováveis “é uma evolução da empresa”, que tem tradição na exploração florestal. O projecto deverá estar concluído dentro de dois anos.
A título de curiosidade, refira-se que a biomassa é uma fonte de energia, derivada dos produtos e subprodutos da floresta, resíduos da indústria da madeira, resíduos de culturas agrícolas, efluentes domésticos e de instalações de agro-pecuária, de indústrias agro-alimentares, culturas energéticas (biocombustíveis) e resíduos sólidos urbanos.
Depois do anúncio de que o parque eólico do Cabeço Raínho será alargado, surge agora a notícia de que está para breve o início da construção de uma central termoeléctrica a biomassa florestal. O empreendimento, que foi adjudicado à Palser em Abril último, será edificado na Zona Industrial da Sertã e terá uma capacidade de produção de 3 megawats.
Representando um investimento de 10 milhões de euros, a central deverá empregar directamente cerca de uma dezena de pessoas.
Libânio Nunes, gerente da Palser, sublinhou, em entrevista recente ao jornal Reconquista, que esta aposta nas energias renováveis “é uma evolução da empresa”, que tem tradição na exploração florestal. O projecto deverá estar concluído dentro de dois anos.
A título de curiosidade, refira-se que a biomassa é uma fonte de energia, derivada dos produtos e subprodutos da floresta, resíduos da indústria da madeira, resíduos de culturas agrícolas, efluentes domésticos e de instalações de agro-pecuária, de indústrias agro-alimentares, culturas energéticas (biocombustíveis) e resíduos sólidos urbanos.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Nova biblioteca da Sertã inaugurada no sábado

Finalmente! Este podia muito bem ser o título desta crónica que hoje aqui vos deixo. Depois de vários adiamentos, é já no próximo sábado que é inaugurada a «nova» Biblioteca Municipal da Sertã, que ficará instalada na Casa dos Magistrados (imóvel que sofreu diversas obras, ao longo dos últimos meses), na Avenida Gonçalo Rodrigues Caldeira.
A «nova» biblioteca, que aproveita o espólio da biblioteca da Gulbenkian – durante anos instalada no edifício dos Paços do Concelho da Sertã – ocupará os dois pisos da Casa dos Magistrados e será o “novo ex-libris cultural da vila”, pelo menos a julgar pelas palavras dos responsáveis autárquicos.
Para já, a informação sobre o novo espaço é ainda escassa, mas foi possível apurar que o mesmo ficará servido por uma “ampla sala de leitura”, hall de entrada com recepção e serviço de atendimento personalizado, sala com computadores e acesso à Internet, além de televisores e funcionalidades várias. Quanto à aquisição de novos livros para a biblioteca, além dos que pertenciam ao espólio da Gulbenkian, será preciso esperar pelo dia da abertura para comprovar in loco essa situação.
Apesar da instalação da biblioteca neste edifício não ser consensual, é um facto que a vila da Sertã necessita de um espaço deste género e que este só peca por tardio. Sublinhe-se que a anunciada instalação da Confraria do Maranho neste edifício, a par com a biblioteca, já não se irá realizar. As razões são desconhecidas.
A «nova» biblioteca, que aproveita o espólio da biblioteca da Gulbenkian – durante anos instalada no edifício dos Paços do Concelho da Sertã – ocupará os dois pisos da Casa dos Magistrados e será o “novo ex-libris cultural da vila”, pelo menos a julgar pelas palavras dos responsáveis autárquicos.
Para já, a informação sobre o novo espaço é ainda escassa, mas foi possível apurar que o mesmo ficará servido por uma “ampla sala de leitura”, hall de entrada com recepção e serviço de atendimento personalizado, sala com computadores e acesso à Internet, além de televisores e funcionalidades várias. Quanto à aquisição de novos livros para a biblioteca, além dos que pertenciam ao espólio da Gulbenkian, será preciso esperar pelo dia da abertura para comprovar in loco essa situação.
Apesar da instalação da biblioteca neste edifício não ser consensual, é um facto que a vila da Sertã necessita de um espaço deste género e que este só peca por tardio. Sublinhe-se que a anunciada instalação da Confraria do Maranho neste edifício, a par com a biblioteca, já não se irá realizar. As razões são desconhecidas.
Empate e derrota em fim-de-semana aziago
A deslocação das duas equipas do concelho da Sertã à Cova da Beira não correu de feição, tendo-se saldado por um empate (Sertanense) e uma derrota (Vitória de Sernache).
Num jogo muito equilibrado, a equipa do Sertanense não conseguiu melhor do que um empate a zero frente ao Unhais da Serra. Depois de uma primeira parte de pouca qualidade, o segundo tempo foi mais bem jogado, mas o nulo acabou por não se desfazer, pese embora as boas oportunidades que os comandados de Eduardo Húngaro tiveram nos últimos minutos.
O resultado é positivo e serviu para manter a terceira posição, que a equipa da Sertã ocupa actualmente no Campeonato Nacional da 3.ª Divisão (Série D). Na próxima jornada, o opositor será a turma do Portomosense.
Quem não teve motivos para festejar foi a equipa do Vitória de Sernache que saiu goleada (5-2) da sua deslocação ao campo da A.D. Fundão. Num duelo de candidatos, os fundanenses aproveitaram muito bem os erros do adversário e não deram hipótese neste autêntico jogo de candidatos. Os golos do Vitória foram apontados por Nuno Alves e Miguel Farinha, enquanto pela Desportiva marcaram Óscar Menino, Ricardo Fonseca, Rui Paulo, Nuno Baptista e André Cunha. Com este resultado, a equipa de Cernache do Bonjardim caiu para a sexta posição.Nas camadas jovens e em jogo a contar para o Distrital de Juniores, Sertanense e Vitória de Sernache defrontaram-se, com a vitória, através de números bastante expressivos, a sorrir aos primeiros.
Num jogo muito equilibrado, a equipa do Sertanense não conseguiu melhor do que um empate a zero frente ao Unhais da Serra. Depois de uma primeira parte de pouca qualidade, o segundo tempo foi mais bem jogado, mas o nulo acabou por não se desfazer, pese embora as boas oportunidades que os comandados de Eduardo Húngaro tiveram nos últimos minutos.
O resultado é positivo e serviu para manter a terceira posição, que a equipa da Sertã ocupa actualmente no Campeonato Nacional da 3.ª Divisão (Série D). Na próxima jornada, o opositor será a turma do Portomosense.
Quem não teve motivos para festejar foi a equipa do Vitória de Sernache que saiu goleada (5-2) da sua deslocação ao campo da A.D. Fundão. Num duelo de candidatos, os fundanenses aproveitaram muito bem os erros do adversário e não deram hipótese neste autêntico jogo de candidatos. Os golos do Vitória foram apontados por Nuno Alves e Miguel Farinha, enquanto pela Desportiva marcaram Óscar Menino, Ricardo Fonseca, Rui Paulo, Nuno Baptista e André Cunha. Com este resultado, a equipa de Cernache do Bonjardim caiu para a sexta posição.Nas camadas jovens e em jogo a contar para o Distrital de Juniores, Sertanense e Vitória de Sernache defrontaram-se, com a vitória, através de números bastante expressivos, a sorrir aos primeiros.
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