Mostrar mensagens com a etiqueta Memórias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Memórias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Memórias: Carvalha



Em tempos foi conhecida como Alameda Salazar, mas o seu nome de baptismo (Carvalha) nunca perdeu razão de ser para os sertaginenses. A sua história confunde-se mesmo com a da vila da Sertã.
Neste que muitos consideram ser ‘o cartão de visita da vila’, foram operadas grandes transformações ao longo dos últimos séculos e olhando para esta foto de Luís Silva Dias, tirada nos primeiros anos do século XX, percebe-se bem a profundidade dessas mudanças.
Essas alterações (em que se destaca o verdadeiro ‘crime urbanístico’ que foi a construção do tribunal) retiraram um pouco da alma e da identidade deste espaço de recreio mas felizmente não lhe retiraram o amor e carinho dos sertaginenses.
A Carvalha foi também palco de vários acontecimentos históricos que marcaram a história da vila e do concelho. Por aqui se realizaram sessões da Câmara Municipal da Sertã, projecções de cinema ao ar livre (finais da década de 1930) e foi este o local escolhido para a instalação do primeiro campo de futebol da vila (1936).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Memórias: Hospital de Nossa Senhora do Carmo



Quando se anuncia a construção de um novo hospital na Sertã (não se sabe é quando verá a luz do dia), fomos ao baú de memórias recuperar esta foto do antigo Hospital de Nossa Senhora do Carmo, inaugurado em Outubro de 1904 e que serviu o concelho durante décadas.
O Hospital de Nossa Senhora do Carmo resultou da união de esforços entre vários homens a quem a Sertã muito deve: o médico José Carlos Ehrhardt teve a ideia, Romão de Mascarenhas disponibilizou a maior parte dos fundos para a construção e Domingos Tasso de Figueiredo levantou a planta do edifício. A Câmara Municipal da Sertã, presidida na altura por João da Silva Carvalho, ofereceu o terreno.
O primeiro nome aventado para a nova infra-estrutura foi «Hospital de São João Baptista», mas a designação foi alterada pela Santa Casa da Misericórdia da Sertã para «Hospital de Nossa Senhora do Carmo», em homenagem à esposa de Romão de Mascarenhas, de seu nome Maria do Carmo.

Foto: Olímpio Craveiro

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Memórias: Mercado Bittencourt



O dia 2 de Julho de 1916 ficou marcado pela inauguração da “obra mais grandiosa desta geração (…), suficientemente grande para fazer o orgulho de certas vilas e até de algumas cidades”. Esta passagem do discurso, que o Padre Cândido Teixeira proferiu durante a abertura do Mercado Bittencourt, em Cernache do Bonjardim, atesta bem do orgulho e alegria que esta obra provocou entre os habitantes da freguesia naquele domingo de início de século.
O mercado era já uma velha aspiração da então aldeia de Cernache, mas a falta de dinheiro atrasou a concretização deste sonho. Foi então que entrou em cena o coronel António Clemente Ribeiro Bittencourt, governador do Estado do Amazonas, que durante uma visita realizada a Cernache, em 1909, na sequência de um convite de Joaquim de Paula Antunes, ficou sensibilizado com a pretensão dos cernachenses, relativamente ao novo mercado, e prometeu que daria o dinheiro necessário para a sua construção.
Joaquim de Paula Antunes ficou encarregue de todo o processo burocrático e o incontornável Abílio Marçal responsabilizou-se pela condução das obras e pela elaboração do regulamento do mercado.
O resto é história para contar um dia.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Memórias: Capela de São Sebastião



As nossas Memórias são hoje dedicadas à Capela de São Sebastião. Não que o templo tenha desaparecido, mas sim porque a oportunidade se nos afigura como a ideal para trazer à estampa esta foto, da autoria de Olímpio Craveiro.
Sobre a história da Capela de São Sebastião pouco se conhece. Uma recolha rápida de informações permite-nos concluir que, no lugar onde hoje se encontra este templo, existiu uma ermida, onde se veneravam as imagens de Santa Iria e São Crispim. Foi também neste local, mais precisamente numas pequenas casas aqui existentes, que residiram os frades fundadores do Convento de Santo António, Frei Hierónimo de Jesus (natural de Viana do Castelo) e Frei Cristóvão de S. Joseph (natural da Sertã). Aliás, o primeiro destes chegou a ser sepultado nesta ermida, tendo sido mais tarde (1650) transladado para o Convento.
A capela terá sido construída no século XVIII, restando desses primeiros tempos apenas umas pinturas quase imperceptíveis no arco-mestre. Ao longo dos anos, as várias intervenções que sofreu descaracterizaram bastante o interior deste templo religioso, situado junto à zona da Carvalha.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Memórias: A Praça que era do Comércio e agora é da República



Há quem diga que por aqui pulsa o coração da Sertã. Todavia, a julgar pela forma como tem sido estimada e tratada ao longo dos últimos anos, é provável que nos arrisquemos a ter de lhe escrever o elogio fúnebre num destes dias. Falamos da Praça da República, que é hoje uma pálida imagem daquilo que foi no passado.
A sua história perde-se nas brumas do tempo. Até 1910, foi conhecida por Praça do Comércio, porque era aqui que se realizava o tradicional mercado. Uma foto dos finais do século XIX descoberta recentemente, no arquivo particular de Carlos Relvas (filho dos sertaginenses José Farinha Relvas e Clementina Amália de Mascarenhas Pimenta e pai de José Relvas), dá-nos uma ideia da forma como decorria semanalmente o mercado.
Em 1907, um grupo de amigos de Guilherme Marinha Nunes resolveu aproveitar este espaço nobre para aí colocar um busto em homenagem a este ilustre sertaginense.
Com a implantação da República, os homens cá do burgo resolveram mudar-lhe o nome para Praça da República, o mesmo sucedendo com a Rua do Vale que passou a chamar-se Rua Cândido dos Reis.
Ao longo das últimas décadas sofreu diversas intervenções, quase sempre sem se respeitar a herança histórica do local. Mas isso já é hábito por estas paragens!

Foto: Olímpio Craveiro

quarta-feira, 9 de março de 2011

Memórias: Campo Nun’Álvares


Primeiro foi o Campo de Jogos da Casa do Povo de Sernache do Bonjardim e depois o ‘mítico’ Campo Nun’Álvares. É a este último que dedicaremos as nossas memórias de hoje.
O campo de futebol, que se localizava no local onde hoje está o pavilhão desportivo de Cernache, assistiu a muitas tardes de glória do Viação e, mais tarde, do Vitória de Sernache.
O Viação de Sernache (que alterou a sua designação na década de 1970 para Vitória) viveu neste campo a euforia de várias subidas de divisão, nomeadamente aquela que conduziu o clube à 2.ª Divisão Nacional, nos inícios da década de 1960. Foi uma época (1961/62) para recordar e os mais velhos ainda se lembram de ali se deslocarem para ver jogar equipas como o Boavista, Sporting de Braga ou Oliveirense.
A foto que aqui reproduzimos é de um desafio, no Campo Nun’Álvares, entre o Viação de Sernache e o Desportivo da Sertã, um clube com existência efémera e que apenas se dedicou ao futebol.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Memórias: Vítor Damas trouxe os amigos à Sertã


Vítor Damas, o conhecido guarda-redes do Sporting e da Selecção Nacional, aceitou o repto e veio até à Sertã, com um grupo de amigos, entre os quais os também sportinguistas Dani e Caló, para disputar um jogo de futebol com os jovens da vila (a maior parte ligados à equipa dos B.V. Sertã).
Foi uma jornada de grande convívio entre os jogadores das duas equipas e o resultado final (3-2 para a equipa de Vítor Damas) foi o menos importante.
Ainda assim, um dos golos da equipa da Sertã, apontado por Joca Barreto, teve o condão de irritar Vítor Damas, que após o sucedido resolveu sair da baliza e jogar numa posição mais avançada.
Foto: Sarmento Nunes

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Memórias: Ponte Romana


A colecção de postais ilustrados editados por António da Silva Lourenço, durante o século passado, fez vibrar muita gente e ajudou a perpetuar vários sítios tão especiais da vila da Sertã.
Daí que tenhamos decidido recuperar um dos postais lançados nessa colecção, mais precisamente o da Ponte Romana, construída durante o reinado de D. Filipe II e um dos cartões de visita do concelho.
Já quase tudo se disse sobre esta ponte, que é também conhecida por Ponte da Carvalha, Ponte Velha ou Ponte da Várzea. Tem 64 metros de comprimento e seis arcos de alvenaria e custou cerca de 45.800 réis.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Memórias: Uma aldeia submersa


As Memórias de hoje conduzem-nos até à freguesia do Castelo e a uma aldeia que as águas do rio Zêzere trataram de submergir aquando da construção da Barragem da Bouçã. Esta é a história da Barca do Bispo.
Os poucos dados que existem sobre este pequeno lugar, situado na margem esquerda do rio Zêzere, podem ser encontrados na monografia «Castelo – A Terra e suas Gentes», de José Gaspar Domingues. Aqui fica a transcrição de algumas das informações: “Aldeamento situado na margem esquerda do rio Zêzere, numa zona de extenso areal, onde grande parte da população do concelho da Sertã ia a banhos, tanto mais que um enorme açude fora construído no leito do rio. Na margem existia um moinho e uma casa pertença do prelado, assim como uma enorme embarcação que transportava pessoas e animais para a outra margem”.
A foto que aqui reproduzimos foi tirada há alguns anos, numa altura em que foram abertas as comportas da barragem da Bouçã, o que fez baixar consideravelmente o nível das águas.
Foto: Postal da Junta de Freguesia do Castelo

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Uma Fonte dos Amores “no meio do mundo”

É uma das muitas histórias do nosso concelho que o tempo apagou. Esta então ficou remetida ao esquecimento durante largas décadas até que um jornalista do Diário de Notícias a recuperou em 1941.
A história conduz-nos até à povoação da Marinha de Vale Carvalho, na freguesia do Troviscal, onde estava situada uma pequena fonte, conhecida por Fonte dos Amores.
Segundo o jornalista daquele diário, Fernão Lopes foi o primeiro a referir-se a ela numa das suas muitas crónicas, situando-a “no termo da Sertã, no meio de Portugal e no meio do mundo”. O seu nome e fama devem-se a uma história muito curiosa que envolve D. Aldensa Cogominhos e seu marido D. Paio Sancho. Este casal, “após vinte de união estéril e incompreendida, encontraram a felicidade e o almejado herdeiro, depois de terem bebido na Fonte dos Amores”.

Não sei se a dita fonte ainda hoje existe (nunca lhe conheci qualquer referência à excepção das fontes citadas), mas se algum dos nossos leitores quiser acrescentar algum dado a esta história, ficaríamos gratos.

sábado, 28 de agosto de 2010

Memórias: Igreja Matriz de Cernache do Bonjardim

A Igreja Matriz de Cernache do Bonjardim está hoje em destaque nas nossas memórias. A foto que reproduzimos foi tirada, em 1966, por António Passaporte (cortesia do Arquivo Fotográfico da Câmara de Lisboa) e dá-nos uma ideia da beleza deste templo, cuja construção se iniciou pouco depois da criação da freguesia de Cernache, em 1555.
Erigida em louvor a S. Sebastião – padroeiro da freguesia – a Igreja Matriz apresenta uma “planta longitudinal”, sendo composta por “três naves de cinco tramos, capela-mor mais estreita, com duas sacristias de planta rectangular adossadas à capela-mor”, além de “duas capelas laterais de planta rectangular adossadas às naves laterais e torre sineira de planta quadrada”.
Entre os destaques deste templo, cuja torre sineira foi demolida e reconstruída em 1893, estão os azulejos setecentistas, que revestem as paredes da capela-mor, e os tectos das naves forrados a madeira. Referência também para os retábulos de talha barroca joanina nas capelas laterais e para o órgão positivo neoclássico no lado do Evangelho (adquirido em finais do século XVIII).
Um local de visita obrigatória, até porque é importante conhecer e preservar as riquezas históricas do nosso concelho, que tão pouca atenção têm merecido da parte de quem nos governa. Já agora, será que é desta que o concelho vai ter um museu que ajude a preservar e a conhecer a sua história?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Memórias: Fonte da Pinta


Nunca como hoje fez tanto sentido a ‘memória’ que aqui trazemos. A Fonte da Pinta, apesar de fisicamente ainda lá estar, parece não passar de uma recordação de todos quantos por ali passaram, descansaram, namoraram ou brincaram. Nos dias que correm, resta apenas o triste espectáculo de ver um ex-libris da Sertã entregue ao abandono e ao denso mato que cobriu por completo aquele amplo espaço que vemos nesta foto.
Não se sabe ao certo quando é que este local começou a atrair os sertaginenses, todavia temos notícia de que em 1898 se fizeram importantes melhoramentos na zona envolvente à fonte, dotando-a de melhores condições.
Ao longo do tempo, a Fonte da Pinta conheceu outras intervenções, de maior ou menor monta, contudo o local foi sendo votado ao esquecimento/abandono desde meados da década de 90, encontrando-se hoje num estado que a todos devia envergonhar.
Será que depois de se gastar/investir (escolha a sua opção) 120 mil euros na instalação de uma ponte pedonal na zona da Carvalha, não terão sobrado uns míseros euros para voltar a dar dignidade a um dos locais que permanece na memória de muitos. Ou será que a ideia é mesmo fazer daquilo uma simples memória?
Foto: Arquivo Fotográfico do Clube da Sertã

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Memórias: As mulheres que lavavam na ribeira


Hoje não passa de uma memória, mas há algumas décadas este era um cenário habitual em muitas das nossas ribeiras: mulheres que lavavam a roupa, dando um colorido engraçado às margens com as peças que aí coravam.
Esta foto de Olímpio Craveiro, tirada na Ribeira do Amioso (também conhecida por Ribeira Pequena), eternizou este quadro da vida quotidiana sertaginense, que hoje nos ajuda a perceber que os tempos do antigamente não eram nada fáceis.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Memórias: A Semana Santa na Sertã


É preciso recuar até 1597 para encontrar os primeiros registos da realização das cerimónias da Semana Santa na vila da Sertã. Todavia, a hipótese destas celebrações serem mais antigas é bastante plausível, não existindo contudo documentos que o comprovem.
As cerimónias da Semana Santa são sempre um importante marco na vida social e religiosa da vila e poucos são os que lhe ficam indiferentes. Ao longo dos anos, várias foram as histórias que ficaram gravadas na memória de todos os que tomaram parte nestes momentos, que culminam com o Domingo de Páscoa e com a imponente procissão que a assinala – a foto documenta a procissão de 1973.
Uma vista de olhos pelos jornais do passado permite perceber a forma como estas celebrações têm sido encaradas por diversas gerações sertaginenses. Por exemplo, na edição do dia 15 de Abril de 1952, do jornal A Comarca da Sertã, podíamos ler a propósito das cerimónias desse ano: “As solenidades da Semana Santa, na Sertã, decorreram brilhantíssimas e, se possível, com mais compostura, devoção e respeito do que nos anos pretéritos mercê do interesse e zelo não apenas da Irmandade que habitualmente as promove e realiza, mas também do espírito de organização do nosso Reverendo Pároco, que impôs ordem e disciplina”.
A tradicional procissão nocturna da Sexta-Feira Santa mereceu, neste artigo assinado por Eduardo Barata da Silva Corrêa, um destaque especial: “Que linda, com os seus milhares de lumes, em duas filas cerradas, foi a Procissão nocturna de 6.ª feira! Admirável, simplesmente admirável pela imponência, grandeza, respeito, ordem e silêncio”.
Foto: Olímpio Craveiro

sexta-feira, 12 de março de 2010

Memórias: O Vale de São Pedro e outros pormenores


É mais um pedaço de história sertaginense que recuperamos nas memórias de hoje. Uma boa parte dos elementos da foto já não existem e como é perceptível a rua do Vale de São Pedro apresenta nos dias que correm um figurino bem diferente daquele que aqui vemos.
Os mais ‘antigos’ ainda deverão recordar a pensão que por estas alturas dominava boa parte do cenário. Histórias que importa preservar para melhor conhecermos o que foi o nosso passado.

Foto: Olímpio Craveiro

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Memórias: O Nevão de 1946


Corria o dia 19 de Janeiro de 1946 quando um forte nevão cobriu toda a vila da Sertã de um impressionante manto branco. Os mais velhos ainda se recordam da data e sobretudo dos sobressaltos que a intempérie provocou, já para não falar dos estragos.
Olímpio Craveiro deixou-nos este instantâneo, que retrata bem a dimensão do nevão.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Memórias: Escola do Adro


Não se trata propriamente de uma memória, mas o edifício da escola do Adro pode orgulhar-se de um passado cheio de recordações que se reparte por três séculos.
Durante o século XIX, este edifício serviu de hospital da vila. No século seguinte, foi transformado em escola primária e actualmente recebe o Julgado de Paz do Agrupamento de Concelhos de Oleiros, Mação, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei.
Foto: Olímpio Craveiro

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Memórias: A vila da Sertã a crescer


O ‘progresso’ (palavra tantas vezes diabolizada) ia chegando paulatinamente ao concelho da Sertã quando esta foto foi tirada. Algumas construções novas começavam a pontuar a paisagem, que era ainda dominada por muitos campos de cultivo e por extenso arvoredo.
Mais do que explicar a imagem, será importante reflectir sobre que Sertã construímos e que Sertã queremos continuar a construir. As memórias de hoje querem olhar para o futuro!

Foto: Olímpio Craveiro

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Memórias: Peditório a favor das vítimas do terramoto de Benavente (1909)


Corria o ano de 1909, quando no dia 23 de Abril um violento tremor de terra abalou as vilas ribatejanas de Benavente e Samora Correia, provocando mais de 60 mortos e centenas de feridos.
Uma onda de solidariedade para com as vítimas desta catástrofe mobilizou o país por esta altura. Foram efectuados diversos peditórios e vários cidadãos mostraram-se disponíveis para ajudar na reconstrução daquelas duas vilas.
O concelho da Sertã demonstrou também o seu espírito solidário, tendo sido efectuados vários peditórios, cujas verbas reverteram para as vítimas do terramoto. Esta imagem de 1909 (não é conhecido o autor) retrata exactamente um desses peditórios que se realizaram na vila da Sertã.

sábado, 12 de setembro de 2009

Memórias: O Miradouro e os anúncios publicitários


A imagem que hoje recuperamos do baú de memórias está carregada de significado e marcou toda uma geração de sertaginenses. Não estou a falar propriamente da foto, mas sim do Miradouro Caldeira Ribeiro e daquele fantástico conjunto de anúncios publicitários desenhados na parede.
Durante anos os bilhetes-postais ilustrados da Sertã (Farmácia Lucas), a Flor de Santo André, os brindes do José Ventura, a T.S.F. do Alfredo Rocha e o Manoel António encheram aquela parede mágica, hoje desaparecida.

A foto de Olímpio Craveiro também nos permite constatar que, por esta altura, o pelourinho ainda não havia sido transferido para o miradouro e que a fonte ainda por lá se mantinha.